Uso da 2.ª pessoa do plural, novamente
Lamento, mas não é convincente a resposta de A. Caffé – que veio em socorro de João Carreira Bom – à minha consulta sob o título "Uso da 2.ª pessoa do plural, mais uma vez". Diz ele: "...o emprego da segunda pessoa do plural, na linguagem corrente do Brasil, afecta a identificação da pessoa que fala, ou seja, cria uma barreira entre o falante e o ouvinte ao indicar um domínio dos instrumentos de comunicação que o ouvinte não tem, por não o utilizar no seu cotidiano."
Concordo em que o uso da segunda pessoa do plural, no Brasil, "afeta a identificação da pessoa que fala", mas jamais posso supor que afeta a compreensão da pessoa que ouve. Pois foi isto que João Carreira Bom afirmou, ressalvando que este fenômeno existe no Brasil, não em Portugal. Por outro lado, espero que A. Caffé não esteja insinuando que a generalidade dos ouvintes no Brasil não dominam um certo "instrumento de comunicação", no caso, o uso da segunda pessoa do plural. Há os que não o dominam (uma criança de 3 anos, por exemplo), e há os que o dominam (uma criança em fase escolar, aprendendo a conjugar os verbos).
Obrigado.
Interessar a garganta
Que quer dizer «a lâmina interessou a garganta», expressão que encontrei num jornal lisboeta do princípio do século?
A origem do topónimo Gatanhal
«Lugar do Gatanhal», «Rua do Gatanhal» (freguesia da Santa Cruz do Bispo – Matosinhos).
Qual a origem do topónimo Gatanhal?
A venda de medicamentos sem prescrição médica
Qual das fórmulas é a mais adequada para referir a recente actividade comercial de venda de medicamentos sem prescrição médica?"Para farmácia"?"Parafarmácia"?"Para-farmácia"?Obrigado.
Concordância no plural com dois infinitivos
Numa resposta a uma pergunta feita por mim, cujo título é “Concordância com infinitivo: 'Agrada-me dançar e cantar'”, a consultora Carla Marques disse: «um sujeito composto por duas orações coordenadas desencadeia uma concordância na 3.ª pessoa do singular». E justificou citando um trecho da Gramática do Português (Fundação Calouste Gulbenkian). Compreendi muito bem a sua resposta, pela qual lhe fico muito agradecido.
Só que, lendo na Nova Gramática do Português Contemporâneo de Lindley Cintra e Celso Cunha, em relação a concordância, apareceu o seguinte:
«Mas o verbo pode ir para o plural quando os infinitivos exprimem ideias nitidamente contrárias:
«Em sua vida, à porfia, Se alternam rir e chorar.» (A. de Oliveira, Póst., 43.).” »
Aí, eu pergunto:
1.º Por que há a possibilidade de o verbo ir para a 3.ª pessoa do plural, já que o sujeito feito de infinitivos não possui um núcleo pronominal ou nominal a ser fonte para uma concordância numérica?
2.º Então, teria de aceitar que «rir e chorar» são sujeitos compostos apesar de não possuir um núcleo pronominal ou nominal?
Desde já, muito obrigado.
Miópico ou mioptico?
Na minha dissertação de mestrado estou a utilizar o termo Miopico para designar um método dito em inglês de "greedy". Este termo foi adoptado de uma sebenta universitária. Entretanto, já vi num outro texto o termo escrito como Mioptico. Gostava de saber qual a forma correcta e se este termo existe mesmo, dado que não o encontrei no meu dicionário.
Modificador do grupo verbal e comparação: «primeiro que...»
Na frase «a vós criou primeiro que os homens», gostaria que me dissessem qual a função sintática de «primeiro».
Muito obrigada.
Autodidactismo
Autodidatismo existe? O meu dicionário não reconheceu a palavra.
Bordalesa
Tendo em conta que pretendo referir-me a um formato natural de/próprio de Bordéus, posso usar o termo bordalesa na frase: «... seguindo o estilo da série “Cabinet” dos “Hoyo de Monterrey” que tanto estimava, e atribuiu a esse formato uma designação de origem bordalesa de acordo com...»?Muito obrigada.
Etimologia do nome Izanir
Qual o significado e procedência do nome IZANIR?
