DÚVIDAS

A expressão «a primeira bola a sair do saco»
Sobre o uso da expressão «primeira bola a sair do saco»: Situação 1. Vendo o parque de estacionamento a abarrotar, exclamou, confiante: «– Vou arranjar lugar mesmo ao pé da porta... é a primeira bola a sair do saco!» Situação 2. Acercou-se da banca de fruta e quis saber o preço das uvas. Ao ouvir a resposta, afastou-se ligeira, resmungando para os seus botões: «É que era a primeira bola a sair do saco dar tanto dinheiro por um 1 kg de uvas...!» Pergunto qual o contexto correcto em que a expressão deve ser usada. Agradeço a resposta e aproveito para vos parabenizar pelo vosso trabalho.    O consulente adota a ortografia de 1945.
«Sala do Paço»: «do Paço» pode ser complemento do nome?
Qual a função sintática desempenhada pelo constituinte «do Paço» na frase: «Todos os apoiantes do Mestre se reuniram na sala do Paço»? O manual adotado apresenta-o na correção como sendo um modificador do nome restritivo. Dúvida minha: não poderá ser complemento do nome, dado que estabelece uma relação de parte-todo? Agradeço o vosso esclarecimento.
Entrega do Prémio João Carreira Bom
na segunda-feira, 27 de Março
1. A cerimónia de entrega do Prémio João Carreira Bom 2005 ao jornalista e escritor Baptista-Bastos realiza-se nesta segunda-feira, dia 27, na sede da Vodafone, em Lisboa, com a presença do seu presidente, António Carrapatoso. A Vodafone, como se sabe, é a entidade patrocinadora deste galardão, único na imprensa portuguesa, em homenagem ao co-fundador do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, João Carreira Bom. 2. Além das Respostas de Hoje, destacamos outras que pusemos em linha na semana que finda: – Os particípios corto e cortado – Vocativo dif. de apóstrofe – Maiúsculas: critérios editoriais – A palavra inverdade – Colocação de pronomes oblíquos átonos com locuções verbais – A definição de nódulo sólido hipoecogénico 3. A propósito do recém-publicado livro Gente Famosa Continua a Dar Pontapés na Gramática – Manual de Erros e Correcções de Linguagem, de Lauro Portugal (Roma Editora, 2006), inserimos na secção O Português na 1.ª pessoa um texto do jornalista Francisco Belard, publicado originalmente no caderno "Actual" do semanário "Expresso". 4. Sobre o programa Páginas de Português e a recepção dos canais de televisão portugueses na Galiza, sugerimos ainda a leitura das nossas Notícias Lusófonas. 5. Por último, a forma da palavra câmara e a confusão de fobia com gosto e preferência são os tópicos abordados no novo Pelourinho, da autoria de Maria Regina Rocha. Esperando termos contribuído para um melhor conhecimento desta nossa Língua Portuguesa, ficamos a aguardar mais perguntas para a próxima semana.
Para + infinitivo: «paramos para nos olharmos»
Qual das opções abaixo está gramaticalmente correta? Observando-se a conjugação dos verbos olhar e estancar: 1. «Até quando cultivaríamos as chagas do passado, mantendo-as abertas e sangrentas? Apontando dedos e ferindo outros feridos, em vez de pararmos por um instante para nos olharmos e estancarmos as nossas próprias chagas.» Ou 2. «Até quando cultivaríamos as chagas do passado, mantendo-as abertas e sangrentas? Apontando dedos e ferindo outros feridos, em vez de pararmos por um instante para nos olhar e estancar as nossas próprias chagas.» Há alguma regra pela qual me possa guiar para este tipo de dúvida? Muito obrigada.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa