Tão vs. tanto: «tão à esquerda»
Como nativo, as duas seguintes frases parecem-me certas:
a) Esse partido não fica tanto à esquerda.
b) Esse partido não fica tão à esquerda.
É para mim difícil de justificar a gramaticalidade da frase a). Está mesmo errada?
Perguntei a várias pessoas e todas me asseguraram que ambas lhes pareciam certas.
Muito obrigado pelo vosso excelente trabalho.
Sílfide
Sou estudante de literatura e encontrei palavras estranhas. Vocês poderiam me esclarecê-las:
«sílfide»; «taine»; «cointreau triplesec».
Catacus
A minha dúvida prende-se com a escrita da palavra "catacuses", plantas usadas na culinária alentejana.
Nas receitas tradicionais alentejanas é costume encontrarmos a palavra escrita com z, mas ao que parece no singular escreve-se catacus. É um regionalismo equivalente a labaça.
Desmesurado
O que significa desmesurado?
A grafia do termo alemão Reich (= «império»)
Gostaria de saber se "Reich" deve ser escrito em itálico.
Sóis vs. sois
Por que o plural de sol é acentuado (sóis), e a 2.ª pessoa do plural («vós sois») do verbo ser não é acentuada?
Entendo que as duas formas são monossílabas terminadas em ditongo aberto.
Obrigado.
Termos integrantes da oração II
Quais são os termos integrantes da oração?
Fonia e grafia: sexta, cesta e sesta
Estou estudando semântica e me deparei com uma questão mais ou menos assim: «As palavras sexta, cesta e sesta são parônimos, homófonos, homógrafos ou homônimos perfeitos?»
O que me surpreendeu foi o fato de considerarem essas três palavras homófonas, visto que, embora sexta e cesta realmente possuam a mesma pronúncia, sesta não é pronunciada da mesma forma. Enquanto sexta e cesta têm a pronúncia de sêxxta, sesta é pronunciada como sésssta.
Na minha opinião, essas palavras seriam parônimas. Gostaria de entender por que elas não são classificadas dessa forma.
Obrigada.
O adjetivo ditatorial
A palavra "ditadurial" existe ?
Pequim, Cantão, Taipé, etc.
No jornal "Público" de há dias, um leitor indignava-se por no jornal aparecer sistematicamente "Beijing" em vez de Pequim. O "Público" respondeu que utilizava o método de transcrição recomendado pelas autoridades chinesas e seguido pela ONU e pelos "outros jornais de referência".
Supondo eu que se estavam a referir sobretudo a jornais estrangeiros (visto que vários "jornais de referência" portugueses não seguem a mesma orientação), mantenho a minha convicção de que as autoridades chinesas não têm competência para decidir como devemos designar «em português» os nomes chineses. Estarei mal informado? Há aqui algum elemento importante que eu não esteja a ter em conta?
Antecipadamente agradecido.
