DÚVIDAS

O diminutivo maminha e um cacófato camoniano
Estava lendo uma análise do soneto «Transforma-se o amador na coisa amada» e vi um cacófato no final do terceiro terceto. «Assim co'a alma minha se conforma.» Pensei no diminutivo de mama («peito de mulher, seios»), mas um amigo meu pensa no corte de carne. Seja como for, gostaria de saber de duas coisas: 1) Possivelmente, era já um cacófato no tempo de Camões? Existia o corte de carne ou o uso de mama/maminha para designar seios de mulher? 2) Agora, em Portugal ele ocorre também?
Várias questões
Qual a alternativa cujo período, ao ser reescrito, «não» está em conformidade com as prescrições da gramática tradicional? a) Na abastança é impossível compreender as lutas da miséria. Na abastança é impossível que se compreendam as lutas da miséria. b) É mais difícil ter um bom espírito todos os dias do que dizer coisas bonitas de vez em quando. É mais difícil que se tenha um bom espírito todos os dias do que dizer coisas bonitas de vez em quando. c) Não convém julgar as pessoas pelas aparências. Não convém que se julguem as pessoas pelas aparências. d) É impossível amar uma segunda vez o que deixamos de amar. É impossível que amemos uma segunda vez o que deixamos de amar. e) Deus gastou seis dias para fazer as belezas do mundo e repousou no sétimo. Deus gastou seis dias para que se fizessem as belezas do mundo e repousou no sétimo.
A querela da nova terminologia linguística em Portugal
1. "A sublimação", da autoria do escritor, poeta e eurodeputado Vasco Graça Moura, é o texto mais recente da querela à volta sobre a nova Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (TLEBS) em Portugal que incluímos na rubrica Controvérsias. Para uma avaliação dos argumentos contra e a favor desta polémica, aconselhamos a leitura dos seguintes documentos: – Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário, Lisboa, DES-ME, 2002 (CD-ROM); – Portaria 1488/2004 de 24 de Dezembro (adopta a Terminologia Linguística para os Ensino Básico e Secundário a título de experiência pedagógica, com listagem de termos); – Portaria n.º 1147/2005 de 8 de Novembro (revoga a entrada em vigor da TLEBS e distingue a situação do Ensino Básico e do Ensino Secundário); –Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário: alterações, destaques, propostas, Lisboa, Ministério da Educação/Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, 2006. Recomendamos ainda a consulta das seguintes respostas: – TLEBS – Quais as alterações? – Correio: Terminologia linguística em Portugal, mais uma vez (25/09/06) + Implantação da TLEBS nas escolas (7/09/06) – Correio: O que mudou com a nova Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (TLEBS) em Portugal (30/06/06) E, por último, sobre o mesmo assunto, vale a pena ouvir com atenção os ficheiros áudio de um debate emitido pela Antena 1 (Portugal) no dia 28 de Setembro p.p.: – Debate sobre a nova terminologia linguística em ficheiro áudio (29/09/06) Esperamos, de qualquer modo, pôr mais textos em linha, à medida que estes surgirem na imprensa portuguesa. 2. Continuando no âmbito educativo, a equipa do projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa irá lançar no próximo dia 7 de Novembro, nas instalações da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, um segundo CD-ROM que completa um outro saído no ano passado. O principal objectivo deste projecto é o de contribuir para a integração escolar de alunos que não têm o Português como língua materna. Para mais pormenores, remetemos os nossos consulentes para a rubrica Notícias Lusófonas. 3. Quanto à promoção da língua portuguesa na rádio portuguesa, apraz-nos assinalar no dia 6 de Novembro, na RDP-África, a estre[é]ia do programa “Língua de Todos”, com autoria da mesma equipa que faz o “Páginas de Português”, na Antena 2. 4. Entretanto, são 60 as respostas que fomos deixando em linha durante a última semana (ver Respostas de Hoje e Respostas Anteriores). 5. Finalmente, além das já mencionadas Controvérsias e Notícias Lusófonas, actualizámos, como é hábito, as rubricas Correio e Pelourinho. Em suma, continuamos a falar e a discutir sobre a língua portuguesa, porque o futuro das comunidades que a usam poderá depender do que dela soubermos e fizermos.
"Curso de Especialização em História"
Gostaria de saber se está correto a identificação de um curso de especialização, como segue: "Curso de Pós-Graduação "lato sensu" em História"? Ou se o correto seria "Curso de Especialização em História". Entendo que a expressão latina "lato sensu", que significa em sentido amplo, em sentido geral, não substitui a palavra "especialização", já que os cursos "lato sensu" podem ser tanto "especialização" como "aperfeiçoamento". Estou certa?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa