O adjetivo calculativo
No âmbito da gestão, encontro com bastante frequência a palavra "calculativo" associada ao modelo de Meyer e Allen, nas traduções para português. No entanto, fico com dúvidas se, na realidade, esta palavra existe em português, ou se é mais uma tentativa de tradução forçada de um termo estrangeiro, e se não seria mais apropriado utilizar-se o termo "calculista".
Juventude/adolescência
A juventude é o período da vida humana que estende-se de quando até quando?
É o MESMO que adolescência? Afinal podemos chamar um homem de 25 anos de jovem; moço; rapaz? Agradeço intensamente a quem possa me responder.
Afocinhar e fossar
Gostava de saber se as palavras "fuçanhar", "(a)focinhar", "foçar", "fossar" são realmente sinónimas, no sentido de «esgaravatar a terra com o focinho» (referindo-me a um cão, por exemplo).
Obrigado.
«O Ronaldo é como o dinheiro...»
«O Ronaldo é como o dinheiro, parado não rende.»
ou
«O Ronaldo é como o dinheiro. Parado não rende.»
A primeira vi numa placa publicitária no topo (início) da Av. António Augusto de Aguiar [Lisboa] e a mim não me parece correcta.
«Teve-a breve e misteriosa»
Na frase «Teve vida breve e misteriosa o maior artista de sempre da Roma barroca», qual a função sintática de «breve e misteriosa»?
O constituinte responde ao teste «Teve-a breve e misteriosa», parecendo um predicativo do complemento direto.
Será esta a análise correta? Ou a análise que considera «vida breve e misteriosa» como complemento direto e «breve e misteriosa» como modificador do nome restritivo é que está correta?
Muito obrigada pela vossa ajuda.
Expressão adjetival intercalada numa oração relativa
Gostava de uma explicação acerca da utilização da palavra que. Surgiu o problema ao deparar-me com a letra de uma música sacra e pareceu-me que algo não está bem. Perguntei a outros colegas e eles dizem-me que gramaticalmente está correcto. A frase em questão é:
«Fortalecei-nos com a protecção que, maternal do vosso coração, nas incertezas sempre nos conduz.»
Pessoalmente faria uma alteração da palavra que para depois do conteúdo entre as duas virgulas. Ficaria assim:
«Fortalecei-nos com a protecção, maternal do vosso coração, que nas incertezas sempre nos conduz.»
No entanto gostava de saber "quid est veritas?" (o que é a verdade?), porque embora me pareça auditivamente mais "lógico", poderá não o ser.
Grato pela atenção
Omissão do artigo definido: «alérgico ao/a leite»
«Sou alérgico a leite» e «sou alérgico ao leite».
«Sou alérgica a carne» e «sou alérgica à carne»-
Em princípio eu diria: «sou alérgico a leite» e «sou alérgico ao leite de ovelha»/ «Sou alérgica a carne» e «Sou alérgica à carne de vaca"».
O que é que está correto e porquê?
Obrigadíssima pelo esclarecimento.
Pontual
Gostaria de saber o termo que utilizaria para referir-me a algo que tem a forma de um ponto. Já me deparei com a palavra puntual, mas creio que não existe.
Obrigada.
A oração subordinada na frase «não há nenhum [animal]
tão grande que se fie do homem» (Padre António Vieira)
tão grande que se fie do homem» (Padre António Vieira)
Gostaria de saber qual a classificação certa para a oração subordinada seguinte:
«Não há nenhum [animal] tão grande que se fie do homem.» (Padre António Vieira)
Não pode a oração ser restritiva? O meu raciocínio é este: os animais grandes não se fiam do homem; os animais que são grandes não se fiam do homem; embora haja animais grandes, estes não se fiam do homem.
O «que» não retoma o «animal grande»? O não se fiar é uma consequência da sua grandeza? A grandeza é uma característica/causa que, apesar de existir, impossibilita, tem como consequência o não se fiarem?
Muito obrigada.
A regência do adjetivo faminto
Gostaria de saber se é correcto usar o adjectivo faminto seguido da preposição «de» quando o usamos num sentido figurado.Exemplo:
«As crianças, a morrerem de fome, famintas das ideias que já havia aqui e ali, gritaram: "Independência!"»
Uma vez que faminto pode significar, em sentido figurado, «muito desejoso» ou «ávido», não sei qual a regra admitida, se a preposição é de ou por ou se não é admitida preposição.
Muito obrigado.
[N. E. – O consulente escreve correcto e adjetivo, mantendo a antiga ortografia. As formas da norma em vigor são correto e adjetivo.]
