DÚVIDAS

Merologia
Os vários dicionários de português registam «merologia» e não «mereologia», o que me parece errado. É sobre isso que procuro esclarecimento: Os três motivos que me levam a defender «mereologia» contra «merologia» são os seguintes: 1. A origem grega da palavra (meros+logos) é semelhante à origem de «teleologia» (telos+logos); 2. A palavra inglesa correspondente é «mereology»; 3. A definição comum a todos os dicionários portugueses está errada, ou corresponde a outro conceito que não o de mereologia. A mereologia não é um «tratado elementar de qualquer ciência ou arte» (Dicionário da Porto Editora; os outros apresentam definições equivalentes), mas antes a ciência formal que estuda as relações lógicas entre as partes e o todo. O tipo de questões que esta ciência ou subdisciplina filosófica enfrenta é o seguinte: que propriedades das partes de um todo são também propriedades do todo (e vice-versa) e que propriedades das partes de um todo não são propriedades do todo (e vice-versa)?
Pombalismo
Em confronto com revisores e dicionários, entendo que o termo Pombalismo, enquanto aplicado ao período específico de governação de Sebastião José de Carvalho e Melo, conde de Oeiras e marquês de Pombal, deve ser escrito com maiúscula, ou em caixa alta, no jargão dos tipógrafos cujo uso preservamos. Não apenas por assim surgir na historiografia, mas pela razão muito simples de a palavra representar um tempo específico, rigorosamente balizado, irrepetido e irrepetível, isto é, único, específico, individualizado. Trata-se, portanto, de um nome próprio. Sabemos desde a escola primária qual a regra que rege a grafia de substantivos próprios... Que me têm a dizer sobre isto?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa