DÚVIDAS

Orações relativas, orações explicativas e coordenação
Com referência à consulta de 17/4/2020, cuja resposta circunstanciada abordou elegantemente as sutilezas sintáticas que envolvem a frase examinada, vejo-me forçado a retomar o assunto para aclarar um ponto restante de sombra. Aqui, o período: «Anda por retos caminhos, que assim vais plasmar tua integridade e a virtude será teu brasão.» Assumindo, como foi aventado na resposta, que a terceira oração ("e a virtude será teu brasão") é passível de ser considerada subordinada (consecutiva, no caso), seria ela subordinada a qual oração subordinante? À primeira? À segunda? Ou a ambas, que assim formariam um grupo semântico, cuja consequência é exposta na terceira? Eis o que eu gostaria de saber. Com antecipados agradecimentos.
História da sinonímia de perceber com compreender
O verbo perceber no Brasil, é ligado na maioria das vezes ao sistema sensorial, à percepção: «Você percebeu aquele movimento entre as folhas?» «Você percebeu aquele ruído na parede?» «Percebes a corrente de vento frio pela fresta da janela?» etc.. A acepção de «receber», também é usada, principalmente no linguajar jurídico ou mais culto, no sentido ligado à razão, como entender ou compreender, embora veja o seu uso constante em Portugal, soa muito estranho aos ouvidos brasileiros, sabe-se quando se deu essa diferença? Ou mesmo por quê? Obrigado.
O uso de tu e o infinitivo flexionado
Tenho visto inúmeros casos em que é utilizado o tempo verbal 2.ª pessoa do singular do futuro do conjuntivo ou 2.ª pessoa do singular do infinitivo flexionado, como no  exemplo: «Vais ficar a saber como podes utilizar a plataforma para compreenderes melhor o teu público e atingires os teus objetivos.» Esta utilização é correcta? Parece que torna o leitor numa criança. Não seria mais correcto:«Vais ficar a saber como podes utilizar a plataforma para compreender melhor o teu público e atingir os teus objetivos»? Obrigado!
Palavras e uso linguístico
Depois das festas de Natal e de Ano Novo, regressámos com mais perguntas e respostas. Muitas continuam a centrar-se em dúvidas sobre a grafia, a pronúncia e a criação (neologia) de palavras. Por exemplo, acerca de um recente acontecimento automobilístico, recordamos que a capital do Senegal tem grafia portuguesa – Dacar. Pensar sobre as palavras motiva, por outro lado, a questão do seu uso. Uma pergunta incide precisamente sobre o nível ou o registo de língua de expressões como uma espécie de, um tipo de, entre outras. Também vão surgindo questões que dizem respeito ao contraste entre sistema e norma. No fundo, o que intriga alguns consulentes é a existência de irregularidades numa língua. Assim começamos 2006, a reflectir sobre a Língua Portuguesa e a trabalhar para a sua afirmação.
O valor do sufixo -oco
Em português europeu, o sufixo -oco/-oca serve para fazer o aumentativo ou o diminutivo? Vi, num material da Editora Leya, que servia para diminutivo. Como exemplos, davam as palavras bicharoco, fraldoca e pernoca. No entanto, no dicionário online Infopedia.pt, pernoca é referida como aumentativo de perna e bicharoco como bicho repugnante (fraldoca não consta). Qual o uso correto, em português europeu?
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