DÚVIDAS

O /d/ intervocálico no português de Portugal
Sou brasileiro, estudando o sotaque Português-EU. Considere-se a frase «Sei que a Inês é do Porto». Às vezes a letra "d" vem posicionada entre os dentes, há alguma regra para isso? Isso sempre acontece em todas as vogais? Há algum nome para esse tipo de acontecimento? Fica algo próximo do espanhol, a posição da língua é a mesma do "th" do idioma inglês? É algo que acontece em todos os lugares de Portugal? Eu tenho outros áudios, e percebo a mesma situação em palavras como: nada, cansada etc. [Por exemplo, aqui:] 0:55 nada; 2:14 possibilidades; 2:20 doutros; 3:02 dez. Obrigado desde já.
A frase bíblica «Eu sou o pão vivo, que desci do céu»
A frase «eu sou o pão vivo, que desci do céu» [João 6, 51] soa-me sempre mal, mas fico na dúvida se em português é possível fazer esta construção ou se, pelo contrário, seria obrigatório que o verbo da oração relativa ficasse na terceira pessoa, concordando com o antecedente do relativo – «o pão vivo». Fico com a ideia de que em latim, por exemplo, esta frase não resultaria problemática porque o que declinado indicaria a sua relação com o eu da oração subordinante, equivalendo a «eu, que desci do céu, sou o pão vivo», sendo então esta a única formulação em português que se poderia aceitar como correcta, obrigando a que o relativo esteja mesmo sempre a seguir ao seu antecedente. É assim?   N. E. (07/04/2020) – Manteve-se a forma correcta, que é da norma anterior ao Acordo Ortográfico de 1990.
A expressão «fora de órbita»
Sendo aspirante a tradutor-intérprete, deparo-me, por vezes, com dúvidas relativas ao uso correto de certas expressões (idiomáticas, populares, entre outras). Neste sentido, venho pelo presente perguntar se é legítimo o uso da expressão «fora de órbita» no seguinte contexto, com o intuito de dar à mesma uma conotação negativa e com o intuito de esta significar que algo é anormal e negativamente muito elevado: «O ano passado, em algumas águas, as condições revelaram ser de um calor tão inusitado que os níveis de stress térmico estavam ao pé da letra fora de órbita para o sistema de alerta da NOAA.» Muito obrigado pela atenção!
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa