"Winchester"
What is the meaning of "Winchester" in portuguese?
«De/do parecer»
Qual é a forma correta? «A equipa foi de parecer», ou «A equipa foi do parecer»?
«Livre como um pássaro»
Gostaria de saber o significado da seguinte expressão idiomática: «Livre como um pássaro.»
O adjetivo eudemónico
Poder-se-ão considerar corretos estes dois termos (que são usados como referências ao conceito de bem-estar): "eudaimónico" e "eudemónico"?
Por exemplo, na Infopédia, não se encontra o termo "eudaimónico", mas apenas o termo "eudemónico". Já uma pesquisa no Google pelo termo "eudaimónico" devolve 14100 resultados, ao passo que a pesquisa do termo "eudemónico" devolve menos 2800 resultados (i.e., 11300).
A palavra tomo
Como se pronuncia a palavra tomo?
Como tómo ou como tômo?
Acho que deveria ser tómo, mas ouvi muitos brasileiros pronunciarem tômo, talvez por forte influência da consoante nasal que segue depois.
Aliás, tomo em croata quer dizer Tomé. Não tem nada a/que ver com o verbo tomar, nem com a palavra tomo (= livro).
Obrigado.
As vogais átonas do nome próprio Antioquia
Eu era um dos muitos que pronunciavam a palavra Antioquia como "Antióquia": aliás, eu até colocava o acento.
Recentemente percebi que a sílaba tónica era o qui e não o o, mas no entanto uma dúvida persistiu:
Lê-se "AntiuQUÍa" [ɐ̃tiu'kiɐ], ou "AntióQUÍa" [ɐ̃tiɔ'kiɐ]? A segunda sílaba tónica é ti?
Muito obrigado!
«Um pouco» vs. «durante um pouco»
O que é mais correto: «desliguei-o um pouco» ou «desliguei-o durante um pouco»?
Obrigado.
«Pastéis de Natal portugueses»
Em primeiro lugar gostaria de felicitar todos quantos contribuem para manter este sítio actualizado e com tão bom nível! Ah, como eu gostaria que também houvesse um assim para outras línguas, ao qual pudesse recorrer em caso de dúvida!...
Há umas semanas, num sítio alemão dedicado à culinária, descobri uma receita de «pasteis de nata» – assim mesmo, com o nome em português (mas sem acento). O meu problema está no subtítulo – a tradução dada é «Portugiesische Weihnachtspasteten», ou seja, «pastéis de Natal portugueses». Tal como eu, alguns outros leitores mais atentos comentaram que não se trata de pastéis de Natal, mas sim do alimento nata, ao que o autor da receita respondeu com os seguintes argumentos:1) segundo as suas (várias) fontes (?), os pastéis chamam-se assim devido à sua semelhança com o cestinho do Menino Jesus (Körbchen no original, suponho que se refere à manjedoura);2) nata em português também significa Weihnachten (= Natal);3) além disso, as várias versões que ele conhece da receita nem sequer levam natas.
Com este terceiro ponto de certa forma concordo, pois realmente não tenho nenhuma receita com aquele ingrediente; o que me leva a perguntar, antes de mais, porque é que se chamam assim – teriam as natas constado da receita original e teria esta sido deturpada ao longo dos tempos? Cada pasteleiro lá terá o seu segredo...
Quanto ao primeiro ponto, não me parece que esteja correcto, nunca tal ouvi em toda a minha vida e nem na Internet encontrei tal referência (embora o autor refira que já lhe foi confirmado por portugueses). É que estes pastéis comem-se ao longo de todo o ano e não estão sequer ligados à doçaria típica da época natalícia.
Agora o segundo argumento é que deixa muito a desejar! Não faço a mínima ideia onde é que o autor foi buscar tamanho disparate... como aliás nem a maior parte dos comentadores da receita. O problema é que este senhor não se deixa impressionar e defende a sua opinião com unhas e dentes – até afirma que os ditos pastéis são chamados, de forma abreviada, "natas", o que é muito mais fácil de pronunciar do que "natals". (O que só demonstra os seus parcos conhecimentos da língua portuguesa...)
Haverá algum fundo de verdade nestas afirmações? Alguma variante regional que permita chamar "nata" ao Natal? E qual será mesmo a origem do nome «pastel de nata»?
Peço desculpa pela extensão, mas não dá para explicar de forma mais sucinta. Agradeço desde já todas as informações que me puderem fornecer sobre o assunto.
A pronúncia de tectónico
Depois dos polvos pronunciados [pól], o sr. Daniel Catalão, locutor da RTPN, deixou-me, mais uma vez, perplexo (noticiário 27/02/2010, 19 horas) com a explicação dos terramotos por deslocação das placas "técnicas". Ora, se não estou muito esquecido destas questões de geomorfologia, eu diria que se trata de «placas tectónicas». Não, aqui o c pronuncia-se, portanto, salvo melhor opinião, mantenho-o na escrita. Não é assim?
Assimptota (o uso e a regra)
Quero, antes do mais, felicitar todos aqueles cujo empenho impediu o Ciberdúvidas de acabar. Faço votos de que continue por muitos e bons anos a prestar o seu inestimável serviço em prol da Língua Portuguesa. A minha dúvida prende-se com a palavra «assimptota». Sou professor de Matemática e sempre ouvi e pronunciei esta palavra como esdrúxula. Em conformidade, sempre escrevi “assímptota”, com acento no i. Notei, contudo, que, nos exames oficiais da disciplina, a palavra era escrita sem acento, pelo que resolvi consultar a base de dados do Ciberdúvidas para esclarecer a questão. Ao fazê-lo, deparei com duas respostas algo contraditórias: o Prof. Manuel Portilheiro, sendo matemático, informa que sempre escreveu "assímptota", ao passo que o Prof. José Neves Henriques, filólogo, apresenta o fundamento etimológico pelo qual se deve considerar «assimptota» uma palavra grave. Posto isto, a minha questão é a seguinte: Uma vez que, do Secundário ao Superior, a pronúncia de «assimptota» como palavra esdrúxula é de uso generalizado entre professores e alunos de Matemática, que grafia se deve adoptar? "Assímptota", "assíntota" (grafia adoptada pelos Brasileiros) ou «assimptota» (caso em que haveria discrepância entre o que se escreve e o que se pronuncia)? Com os melhores cumprimentos,
N.E. O consulente escreve segundo a Norma de 1945.
