DÚVIDAS

Singular e plural com a sigla SS (III Reich)
Desde sempre que vejo registado – livros, revistas e outros – a tristemente célebre Schutzstaffel, ou as suas variantes, de funções bélicas e administrativas, Allgemeine, Waffen, Totenkopfverbände, etc.,do Estado nazista (III Reich), indicadas por «(as) SS», de acordo com o duplo símbolo rúnico (?) de esses estilizados. Mas será correto escrever e dizer «(as) SS» (plural)? Só porque se abrevia com dois esses? Sendo uma força militar/ grupo paramilitar, tal como foi no nosso país a Legião Portuguesa, não será, porventura, mais correto escrever-se e dizer-se «(a) SS», como organização militar, que embora coletivo, por natureza, é uma unidade como organização? Obrigado.
"-e" átono final
Um colega na universidade onde estudo pediu-me ajuda para um trabalho sobre fonética do português que andava a fazer. A certa altura comentou que achava que os "-e" átonos no final de uma palavra estavam em evolução com tendência para desaparecer, dando-lhes o nome de "chua'", palavra do jargão para designar o som indistinguível de qualquer vogal não acentuada. Eu tentei contestar dizendo que, sendo este som pouco comum em outras línguas, pareceria ser o tal "chua'", mas que em português todas as vogais têm um som distinto mesmo quando não são tónicas, mas obviamente não tenho competência para discutir sobre este assunto. Gostaria que o Ciberdúvidas fizesse um comentário sobre o desaparecimento do "e" no final de uma palavra bem como sobre este "chua'", se souberem o que isto é. Obrigado.
Ainda «Complemento preposicional e construção de foco»
Na resposta a Jorge Botelho, em 24/6/2008, a professora Sandra Duarte Tavares deu como exemplo duas frases que valem um comentário. Ei-las: 2) «É de livros novos que a biblioteca precisa.» 3) «Do que a biblioteca precisa é de livros novos.» Agora, o comentário: Na frase 2, verifica-se o composto expletivo «é que», que evidentemente pode ser elidido sem prejuízo do entendimento: «A biblioteca precisa de livros novos». Na frase 3, parece não ser assim. O «que», nessa frase, é um pronome que se refere a outro pronome, no caso o pronome o. Assim sendo, parece haver um de a mais no período. Talvez pudéssemos escrevê-la desta forma, para enfatizar a regência: «O de que a biblioteca precisa são livros». Ou, mais sonoramente: «Do que a biblioteca precisa são livros.» Salvo melhor juízo.
O nome étnico rejangue (Samatra, Indonésia)
Estou trabalhando na tradução de um texto do filósofo alemão Immanuel Kant. Numa nota, ele se refere à descrição de Sumatra de William Marsden e cita um povo, cujo nome em alemão se escreve Rejangs. Consultei o texto do Marsden, cujo original é inglês, e a expressão pouco muda: Rejang. Não encontro nenhuma ocorrência da palavra vertida para o português. Gostaria de saber se há alguma sugestão para a tradução.  Grato.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa