O género de perna-vermelha
Perna-vermelha designa o nome de uma ave limícola da família dos maçaricos, com o nome científico Tringa totanus.
Os observadores de aves referem-se a esta espécie no masculino: «o perna-vermelha», «um perna-vermelha», havendo também referências bibliográficas antigas (de 1930) que utilizam o género masculino quando se referem a esta espécie.
Contudo, em todos os dicionários que consultei, o termo perna-vermelha é registado como sendo um substantivo do género feminino.
Penso que esta é uma daquelas situações em que os dicionários registam uma forma, e as pessoas que mais utilizam o termo preferem outro género.
Gostaria que me esclarecessem sobre o género correcto da palavra perna-vermelha. A mesma dúvida se aplica à ave perna-verde (a qual, contudo, não encontrei nos dicionários).
«Podes dar-me um beijinho?»
– exemplo de ato ilocutório diretivo
– exemplo de ato ilocutório diretivo
A seguinte frase, apesar de ter ponto de interrogação, é um pedido.
«Podes dar-me um beijinho?»
Como tal, considero imperativa.
O que me dizem?
Obrigada!
Laranjeiras
Sempre escrevi Laranjeiras, mas, no metro de Lisboa, a estação com o mesmo nome está como:
Estação das Larangeiras.
Está correcto?
Subclasses do nome talento
Na frase «a ideia era escolher alguém ... com muito talento», “talento” é um nome humano?
Adjetivos coordenados no superlativo relativo de superioridade
Na frase «aqueles textos eram as coisas mais bonitas e perfeitas do mundo», podemos considerar que os dois adjetivos se encontram no mesmo grau (superlativo relativo de superioridade), ou temos de considerar o primeiro nesse grau e o segundo no grau normal?
Obrigada.
A tradução do inglês «extra base hit» (beisebol)
No beisebol, há um tipo de rebatida em inglês chamado «extra base hit», que é quando o rebatedor consegue bater a bola e chegar na 2.ª ou 3.ª das 3 bases existentes (ao invés de ficar só na 1.ª). Gostaria de saber qual seria a forma correta de traduzir ao português: rebatida "extra-base", "extra base", ou "extrabase"?
A enumeração num texto do Padre António Vieira
No último teste de português, fiquei com dúvidas quanto ao recurso expressivo presente na frase «Não o levam os coches, nem as liteiras, nem os cavalos, nem os escudeiros, nem os pajens, nem os lacaios, nem as tapeçarias, nem as pinturas, nem as baixelas, nem as joias».
Será que se trata de uma enumeração apenas ou também encontramos uma gradação?
Cuidar
Saudações...
Tenho uma dúvida em relação ao verbo "cuidar" sendo usado como "pensar". Constantemente tenho encontrado em literaturas portuguesas frases como esta: "Não cuide que não te amo". A minha dúvida é a seguinte essa aplicação do verbo cuidar é ainda utilizada nos dias atuais? Estranho é que só tenho encontrado essa aplicação em escritores portugueses, no Brasil, ela é usada?
O prefixo nuper-
No âmbito jurídico, inclusive em decisões judiciais e em artigos acadêmicos, não é raro o adjetivo "nupercitado(a)", aparentemente como sinônimo de supracitado(a).
Exemplo: «[...] É certo que a lei nupercitada estabelece em seu art. 6.º: "Não serão de domínio da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios as obras por eles simplesmente subvencionadas".»
Gostaria de saber se o adjetivo existe, e qual o significado do prefixo nuper-. Observo que o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras registra o adjetivo nuperpublicado.
Desde já agradeço.
O uso de ele como complemento direto (dialetal)
Primeiramente gostaria de cumprimentá-los pela excelente prestação de serviços com que somos brindados pelo Ciberdúvidas!
No português brasileiro, a oposição pronome reto X pronome oblíquo átono não é levada a sério na fala espontânea, ficando restrita à língua escrita formal. Assim, são comuns frases como «eu conheço ele», «eu encontrei ela», «eu vi elas», etc.
O único caso que se obedece é a oposição eu e me e, mesmo assim, entre pessoas de muito baixa escolaridade, pode-se ouvir um «ele viu eu» ou, ainda pior, «ela me viu eu». [...]
Eu gostaria de saber, afinal, se em Portugal, na fala espontânea, podem-se encontrar construções com o pronome reto empregado em vez do oblíquo átono.
PS.: Não há problemas para o brasileiro, mesmo de pouca instrução, em relação às formas tônicas.
