Verbo crer e modo verbal: «creio que ouço fantasmas»
Com «creio que» uso tempos simples. Presumo que estou correta quando este é o começo de uma opinião.
Mas, se for o começo de um cenário surreal/irreal, é exigido o uso do conjuntivo?
Por exemplo: «Creio que ouça fantasmas.»
Ou posso ainda neste caso usar o modo indicativo: «Creio que ouço fantasmas»?
Obrigada.
A pronúncia do nome Inosat
Venho por este meio esclarecer a seguinte dúvida: ouço muitos colegas de trabalho proferirem o nome Inosat, como "S" de satélite. A minha dúvida reside na fonética. Como o "S" está entre vogais, a fonética não é com o som de "Z"? Gostaria muito de obter a vossa ajuda.
Muito obrigada.
O uso do pretérito perfeito composto (em relatos de futebol)
É muito normal ouvir um tempo verbal que me deixa sérias dúvidas.
Frequentemente em relatos de futebol (mas o "fenómeno" tem vindo a espalhar-se...), ouve-se «se ele tem acertado», «se ele tem passado», etc., em vez do que me parece mais correcto «se ele acertasse», «se ele passasse» ou ainda «se tivesse acertado» ou «se tivesse passado». Pois sempre tive a ideia de que dizer «se tem passado» implica uma ideia de continuidade no tempo.
É correcto usar «se o jogador tem acertado na baliza» (sem existir a tal noção de continuidade em vez de «se o jogador tivesse acertado» ou «se o jogador acertasse» (naquele preciso momento)?
Obrigado!
Bastante, de novo
A respeito de consulta feita a respeito de "bastante" e "o bastante", quero crer que se deve acrescentar a incorreção do uso de "o bastante" com verbos intransitivos. Ex.: Paula trabalhou bastante (e não "o bastante") Paula pensa bastante (e não "o bastante")
A expressão «falar à táxi»
Na região do Minho, é comum dizer-se «falar à taxi» (penso ser assim que se escreve) como sinónimo de «falar à toa».
Gostaria de saber qual a origem desta expressão e se se trata, efetivamente, de um regionalismo.
A expressão «tem de ter tinta na caneta»
«Tem que ter tinta na caneta.»
Este ditado vem de onde?
As duas figuras de estilo
na frase «O temporal rugia lá fora»
na frase «O temporal rugia lá fora»
Qual é o recurso expressivo presente na seguinte frase: «O temporal rugia lá fora»?
Julgo que será uma metáfora, mas a resolução do questionário, no manual, aponta uma personificação.
A regência de distinguir com entre
Encontrei a seguinte oração em um livro técnico:
«No estudo das normas jurídicas, a doutrina costuma distinguir entre regras e princípios.»
Achei absurda a construção. Acredito que, apesar de o verbo possuir a acepção de diferenciar coisas "entre" si, não aceita tal preposição. Ao meu ver, o correto seria «... a doutrina costuma distinguir regras de princípios». Mas ao pesquisar pela Internet, achei alguns outros exemplos deste uso.
Por favor, poderiam me esclarecer se estou equivocada?
Solicitadores = profissionais de solicitadoria
Pode-se dizer profissionais de solicitadoria? Se não qual será a forma correcta?
O uso de cujo/a = «de quem»
Em Auto de Filodemo, de Luís de Camões, há uma passagem coloquial assim:
«Dionísa: Cuja será? Solina: Não sei certo cuja é.»
Em linguagem hodierna, seria mais comum ouvir/ler «de quem será?», «não sei certo de quem é».
Esse uso de cujo lembra-me o uso de cujus no latim:
Cujus filius Marcus est? («De quem Marcos é filho?»)
Em seu livro, Tradições Clássicas da Língua Portuguesa, o Padre Pedro Andrião diz ser possível tal uso e dá-nos uma lista grande de exemplos nos autores clássicos, desde Camões, Sá de Miranda, a Garrett, Camilo etc.
Pois então, vos pergunto, que recomendam? É lícito o uso?
