DÚVIDAS

Renânia-Palatinado
Sou jornalista num semanário português no Luxemburgo e tenho uma dúvida sobre a tradução correcta do nome de uma região vizinha. “Rhénanie-Palatinat" traduz-se por "Renânia-Palatinato" ou por "Renânia-Palatinado"? Encontrei as duas versões numa busca na Internet aos “sites” com extensão .pt, razão pela qual lhes solicito este esclarecimento. Aproveito para lhes dar os parabéns pelo excelente trabalho que vêm fazendo em prol da língua portuguesa. O vosso “site” tem lugar cativo na lista dos meus favoritos, e é uma ferramenta a que recorro com frequência no meu trabalho. Bem hajam!
Nulo e ineficaz
Gostaria que me ajudassem a "decifrar" e sanar, através da análise de texto do art. 1653 do Código Civil brasileiro, uma discussão que vem se estendendo em minha sala de aula. Diz o artigo: «é nulo o pacto antenupcial se não for feito por escritura pública, e ineficaz se não lhe seguir o casamento.» Nos deparamos com a seguinte afirmativa: é nulo o pacto antenupcial feito por escritura pública se não lhe seguir o casamento. Pergunto, caros Professores: à luz da língua portuguesa, a afirmação é falsa ou verdadeira, quando comparada com o preceituado no artigo 1653? Algumas correntes dentro de sala de aula: 1 – Segundo o Dicionário Aurélio, ineficaz significa «não eficaz, inútil». Já nulo significa «sem efeito, inútil, vão». Note que nulo e ineficaz possuem uma palavra sinônima em comum: inútil. Assim, a turma dessa corrente crê que a afirmação é verdadeira, pois não adianta o pacto ter sido feito por escritura pública se não se seguiu o casamento. O pacto por si só não é nulo, pois foi feito por escritura pública, porém não existindo o casamento o mesmo é ineficaz, o que, segundo o Aurélio, significa a mesma coisa. 2 – Outra turma afirma que a questão é falsa, uma vez que se fixa na primeira parte da afirmação, ou seja, «é nulo o pacto antenupcial feito por escritura pública». Essa corrente diz que só por essa parte a questão já é nula uma vez que, segundo o artigo 1653, é nulo o pacto se não for feito por escritura pública. 3 – Uma terceira corrente diz que a afirmação é falsa, pois nulo e ineficaz não querem dizer a mesma coisa. Aí está, prezados senhores, nosso grande dilema do momento. Por favor, nos ajude. Grato.
Sobre o complemento indirecto pleonástico
Apetece-me fazer-lhes uma pergunta precisamente sobre o verbo apetecer. Por exemplo na seguinte frase: «Ao Nuno apetece-lhe comer carne, mas àquela rapariga apetecem-lhe sardinhas.» Penso que os sujeitos são carne e sardinhas, certo? Porque é que se usa ao mesmo tempo 'ao Nuno'/'àquela rapariga' e o pronome? Percorri as minhas gramáticas todas e não encontrei referências a esta construção, que gostaria imenso de poder explicar aos meus alunos ingleses. Desde já os meus agradecimentos pela ajuda.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa