Subir a escada ou subir as escadas?
«Subir a escada» ou «subir as escadas»? Qual é a forma correcta? Já ouvi as duas e não me parece que sejam utilizadas em contextos diferentes. Obrigada.
«Carne de peixe»
Será que é correcto dizer «carne de peixe»?
Coesão lexical e coesão gramatical
A fronteira entre a coesão referencial e a lexical nem sempre é fácil! Surgiu-me uma dúvida em relação ao tipo de coesão que o termo «livros» configura no seguinte enunciado:
«Esta publicação do autor inclui várias poesias cuja escrita corresponde ao tempo de publicação dos seus livros, desde Peregrinação até Exorcismos e Conheço o Sal, mas que não foram incluídos neles.»
Tratando-se de um hiperónimo, o vocábulo «livros» aponta para uma coesão lexical, mas não poderá considerar-se uma catáfora lexical, tendo em conta que há uma clarificação dessa realidade logo a seguir, quando se explicita os títulos dos livros? Neste sentido, tratar-se-ia de uma cadeia de referência, pelo que já não se poderia tipificar como coesão lexical.
Qual a vossa opinião?
Parênteses rectos
A revista do DN utiliza os títulos dos artigos dentro de parênteses rectos. Gostaria de saber que razão ou justificação poderá haver para tal uso.
Horário de pico ou horário de pique (Brasil)
Qual é o certo: «horário de pico», ou «horário de pique», em relação ao trânsito?
Cotexto e contexto
Se o cotexto é a divisão do texto em partes para explicação do próprio contexto, podemos nos referir à palavra que se quer destacar, para ser analisada num contexto (frase, oração, período), como sendo o cotexto?
O cotexto pode ser visto como a «menor unidade» dentro de um texto, contexto?
Infinitivo flexionado / não flexionado: cabe-nos fazer...
Quando o sujeito da oração principal é diferente do sujeito do infinitivo, flexiona-se este. Exemplo: «É necessário fazermos alterações no projeto da fábrica».
E em frases como a seguinte, em que há um elemento que identifica o sujeito do infinitivo, flexiona-se também obrigatoriamente?
«Cabe-nos fazer (ou fazermos?) alterações no projeto da fábrica.»
Pufe
Como se escreve a palavra? "Pufos", "pufes", ou "puffs"?
«Para você» e «para si»
Na frase «Joaquim! O carteiro tem uma carta para si.» Está certo esse «para si», o correto não seria «para você»?
Há duas pessoas distintas na frase acima. Essa frase tirei de um livro de aprendizado de línguas estrangeiras de uma famosa editora francesa, só mudei o nome.
Fiz essa pergunta numa famosa rede social de perguntas e respostas, quando me convenci de que o uso do si está correto, uma pessoa responde-me isso e fico a pensar novamente se está correto ou não:
«O uso do si na frase é um coloquialismo gramaticalmente incorreto praticado em Portugal sem base na gramática. Lembrem-se de que o português é uma língua regulamentada internacionalmente e tem regras. No caso, independentemente de onde se fale, seja em Portugal, no Brasil ou alhures, a regra gramatical só permite o uso do si como pronome reflexivo (ou reflexo), como se vê [aqui].»
Ofício-circular
No dia-a-dia somos confrontados com palavras do tipo "ofício, ofício-circular ou ofício-circulado". Será que uma comunicação, uma carta ou uma informação, quando emitida por um serviço público, se pode considerar sempre um ofício ou este pressupõe um prolongamento ou um esclarecimento de determinado texto legal? Se sim, quem é competente para emitir, p. ex., ofícios-circulares? Gostaria que me dessem o vosso precioso esclarecimento ou, sendo possível, me fornecessem alguma referência bibliográfica que me ajudasse a clarificar o sentido daquelas palavras.
