DÚVIDAS

A distinção entre pronomes e advérbios
Solicito a vossa ajuda no sentido de esclarecer como posso distinguir morfologicamente as seguintes palavras: — muito: será um advérbio de quantidade, ou um pronome indefinido? — como: é um pronome interrogativo, mas também pode ser um advérbio interrogativo? Como posso distinguir estes e alguns outros pronomes de advérbios? Agradeço uma resposta célere a fim de preparar estes conteúdos gramaticais convenientemente para os leccionar ainda neste período. Muito obrigada!
Ofício-circular
No dia-a-dia somos confrontados com palavras do tipo "ofício, ofício-circular ou ofício-circulado". Será que uma comunicação, uma carta ou uma informação, quando emitida por um serviço público, se pode considerar sempre um ofício ou este pressupõe um prolongamento ou um esclarecimento de determinado texto legal? Se sim, quem é competente para emitir, p. ex., ofícios-circulares? Gostaria que me dessem o vosso precioso esclarecimento ou, sendo possível, me fornecessem alguma referência bibliográfica que me ajudasse a clarificar o sentido daquelas palavras.
Ainda as formas de tratamento
Apesar de diversas vezes já questionado, acerca do tratamento na segunda pessoa, ainda tenho as seguintes dúvidas: Em questões anteriores referiu-se que o tratamento pelo nome utiliza sempre a forma verbal na 3.ª pessoa: «O Pedro vai para casa?» Supondo que estamos num grupo de amigos, num tratamento informal e desejo fazer a mesma pergunta a um amigo, diria: «Pedro vais para casa?» Aqui já utilizo a segunda pessoa. Ou será que está subentendido «Pedro, (tu) vais para casa?»? A mesma questão reside na segunda pessoa do plural. Embora já não seja utilizada actualmente, ainda se encontra com frequência na linguagem escrita a utilização do vós para nos dirigirmos a uma pessoa de um modo formal: «Vós ides para casa?» Como ficaria se me dirigisse à mesma pessoa pelo nome ou pelo seu título: «Vossa Excelência ides para casa?» ou: «Vai para casa?»? «Vossa Alteza deseja»... ou: «Vossa Alteza desejais...»? Dado que se me dirigisse por vós utilizaria a 2.ª pessoa, com ides e desejais, parece-me que o tratar pela 3.ª pessoa (comparável ao você) é uma forma menos formal e menos própria. Por outro lado soa-me melhor a seguinte forma: «Vossa Alteza ide para casa?» Mas esta forma deve estar incorrecta. Uma outra questão. Como faria para me dirigir a um grupo heterogéneo de pessoas (isto é, com pessoas a quem me dirigiria por tu, outras por você e outras por vós ou vossa excelência). Se me dirigisse por «vocês» estaria a ser incorrecto às vossas excelências, se me dirigisse por «vossas excelências» significaria que na realidade estaria a me dirigir apenas a algumas delas ignorando as restantes. Será que a única possibilidade será «Os senhores»?
Regência do verbo informar
Em parte fiquei esclarecido com as explicações sobre o assunto, que constam do vosso arquivo no sítio Ciberdúvidas. Resta-me contudo uma outra dúvida dentro do mesmo tema que é a de saber se quando não se faz uso do complemento indirecto é ou não correcto omitir a preposição de. Exemplo: "Informo que não foi possível obter o pretendido" ou "Informo de que não foi possível obter o pretendido"?? Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa