DÚVIDAS

Categórico e categoria
O adjectivo categórico(s) costuma ser empregue no sentido de incisivo, peremptório. Não poderá ser usado com o sentido de relativo a categoria(s)? Por exemplo, os valores de variáveis qualitativas ou atributos como o sexo, cor dos olhos, intensidade de dor (ligeira, moderada ou severa, etc.), são frequentemente rotulados de níveis ou categorias. Sendo assim, é correcto usar a expressão 'dados categóricos' quando se pretende aludir a dados relativos a esses atributos? Ou será preferível 'dados categoriais' ou ainda 'dados categorizados'? Informo que no inglês são usadas pelo menos as expressões 'categorical data' e 'categorized data'.
Português para estrangeiros
Gostaria de solicitar a Vossa orientação para a seguinte situação: Qual o método mais adequado para ensinar o português a um cidadão italiano, considerando que no local onde vive não existe qualquer entidade na qual possa estudar o português (Cuneo - Piemonte - Itália) e tendo como únicos instrumentos de trabalho alguns livros, a Internet, o telefone e a minha "boa vontade"? Existirá algum "site" no qual nos possamos apoiar para o efeito? Agradeço desde já a Vossa atenção e permito-me aproveitar a ocasião para louvar esta Vossa iniciativa. Cordiais saudações.
«Hoje apetece-me comer peixe»
«Hoje apetece-me comer peixe.» Nessa frase o pronome há de estar antes ou depois do verbo? Na minha opinião acho que deve estar antes, pois temos um advérbio e não há vírgula. Escrevo-lhe porque encontrei essa frase em um texto ( escrito por um português) e deixou-me confusa. Qual é a forma correta? Também gostava de saber se há uma gramática que trate esse tema detalhadamente, pois tenho muita curiosidade. Obrigada.
Casa-piano ou casapiano?
Pesquisando no vosso arquivo, encontrei como correcta a designação de casapiano para os alunos daquela instituição. Ora, isso parece-me incorrecto, pois sempre vi escrito que, para designar a nacionalidade, naturalidade ou outra procedência de alguém, se a origem é, por exemplo, um país com dois nomes, então deve utilizar-se hífen. Exemplificando: – cabo-verdiano e não caboverdiano (pelo menos até entrar em vigor o novo Acordo Ortográfico); – serra-leonês e não serraleonês; – nova-iorquino e não novaiorquino; – vila-novense e não vilanovense; – são-tomense e não sãotomense; – porto-santense e não portosantense, como erradamente existe para designar um clube de futebol – quando muito portossantense; – estado-unidense e não estadounidense; – norte-americano e não norteamericano; – sul-africano e não sulafricano; – porto-riquenho e não portorriquenho; – sul/norte-coreano e não sul/nortecoreano; – vila-franquense e não vilafranquense. E muitos outros exemplos poderia referir, bastando consultar um prontuário. Aliás, o Prontuário Ortográfico de M. Bergström e Neves Reis, 38.ª edição, nas páginas 83 e 84, refere que o hífen é obrigatório nestes casos. As únicas excepções que conheço dão-se quando o primeiro elemento do composto vem reduzido - noviorquino e neozelandês. Será que casapiano é mais uma excepção à regra?
A colocação frásica do advérbio não e dos pronomes átonos
Tenho uma questão relativa a desencadeadores de próclise. Sei que o advérbio não é um desencadeador de próclise em relação ao pronome clítico e ao verbo que o sucedem, como em «Não vos prefiro!» Poderá, no entanto, ser desencadeador de próclise se suceder ao verbo e ao pronome clítico, ou nunca será agente de próclise nesse caso? Nesse caso, poderemos, então, ter as seguintes frases: «Prefiro-vos não!», ou «Prefiro-vos, não!» Sendo estas frases regras de como a próclise não é consequência de causa proclítica se o agente desencadeador de próclise for sequência e não antecedente do verbo da oração. Ajudai-me em tal dúvida, por favor. [...]
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