DÚVIDAS

Tradução de nomes estrangeiros
Numa resposta anterior sobre este tema (Bagdade) transcreve-se o seguinte: «(...) Recomenda-se que os topónimos/topônimos de línguas estrangeiras se substituam, tanto quanto possível, por formas vernáculas, quando estas sejam antigas e ainda vivas em português ou quando entrem, ou possam entrar, no uso corrente. Exemplo: Anvers, substituído por Antuérpia; Cherbourg, por Cherburgo; Garonne, por Garona; Genève por Genebra; Jutland por Jutlândia; Milano por Milão.» Conheço e aplico a regra, mas a minha dúvida é exactamente esta: como saber se determinada forma portuguesa está "viva"? No caso concreto, o nome que me suscita a pergunta é Brisgóvia (em alemão, Breisgau). Será que esta forma ainda se utiliza? Como posso ter a certeza, evitando assim escrever palavras "antiquadas"? Desde já muito obrigada pelo vosso esclarecimento.
Altruísmo
Meus amigos teimam que a palavra "altruísmo" foi inventada por Auguste Comte. Sempre digo que não há invenção quando, como no caso, uma palavra é formada por outras já existentes. Alter (outro) + isme (dedicação) = altruísmo. Estou certa? Se Auguste Comte usou, divulgou ou juntou duas a partir de outras duas (ego + isme), então não criou, certo? Já escrevi para uma dezena de sítios procurando resposta. Ninguém sequer respondeu. Ninguém sabe? Poderiam me ajudar a tirar essa dúvida? Obrigada!
Rejeição contextual
Existe na teoria dos modos indicativo x. conjuntivo em português o conceito duma "rejeição contextual"? Estou procurando uma explicação pela aparência do modo indicativo em orações como as seguintes, em que o contexto da conversa é que o locutor ou escritor acredita que o conteúdo da oração subordinada é totalmente falso. [da revista Veja] É um absurdo a idéia de que defendeu o envio de voluntários russos para lutar ao lado de Saddam. (defendeu = indicativo; o locutor rejeita a possibilidade de que ele defendesse o envio) [da revista Veja] Embora eu não ache que fez isso com propósito pessoal. (fez = indicativo; o locutor rejeita a possibilidade de que ele o fizesse com propósito pessoal) [da revista Veja] E muita gente que tem a mentalidade subdesenvolvida pensa que o Brasil ainda é como eles. (é = indicativo; o locutor rejeita a possibilidade de que o Brasil seja subdesenvolvido) [de Agosto por Rubem Fonseca] Eu nunca lhe disse que não gostava de poesia. (gostava = indicativo; o locutor sim gostava e rejeita o contrário) [da revista Veja] Os resultados da CPI podem ter criado em muitos a convicção de que a corrupção esteja ligada à democracia, o que é um erro. (esteja = conjuntivo; na primeira parte da oração, o escritor apresenta os dados como sujeitos à dúvida; na última parte, pensando bem, ele corrige com "o que é um erro") Os senhores concordam com esta explicação do modo?
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