DÚVIDAS

Antítese vs. paradoxo
Após ter lido várias definições de antítese e paradoxo, inclusivamente as vossas, gostaria que, se possível, me explicassem a razão pela qual se considera que nos versos de Camões «Amor é um fogo que arde sem se ver/ É ferida que dói e não se sente/ É um contentamento descontente/ É dor que desatina sem doer» esteja presente a antítese e não o paradoxo, como afirmam diversas análises do poema camoniano. Não existe, então, contradição dentro do próprio elemento, nos versos transcritos?
Ainda as vogais nasais
Esta dúvida surgiu na sequência da abordagem a um exercício num manual de Língua Portuguesa, do 3.º ano de escolaridade, e foi discutida entre algumas colegas docentes, mas não conseguimos chegar a um acordo. De acordo com o mesmo manual, na palavra ontem, a vogal o é nasal. Perguntamos: e a vogal e? Algumas colegas não a consideram nasal, por não ter til nem estar junta a "n". No entanto, para além de estar junta a "m", formando o grafema "em", tem o som semelhante a "ãe", que é um ditongo nasal. Assim, agradecemos um esclarecimento relaivamente às vogais nasais.
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