DÚVIDAS

A sintaxe de pedir, consultar e enviar
Tenho sempre dúvidas quanto à regência de certos verbos e qual a situação em que é exigida a preposição ou artigo a, passando a utilizar o lhe ou o/os.Ex.: 1) «Peço-lhe o favor de me explicar.» Seria correto afirmar que eu peço alguma coisa (sem preposição, portanto objeto direto) a alguém (com preposição, portanto objeto indireto)? 2) «Venho consultá-lo a respeito desse assunto.» Seria correto afirmar que eu consulto alguém (sem preposição) a respeito (ou sobre, com preposição) alguma coisa ou assunto? 3) «Tenho lhe enviado várias cartas.» Sendo correto afirmar que eu enviei a alguém (com preposição) alguma coisa (várias cartas, sem preposição). Por ser um assunto recorrente, mas que quase sempre resta dúvida, se houver outra forma prática para se descobrir a regência, conforme acima exemplificado, gostarei que me expliquem com situações concretas. Grato!
Também (advérbio e elemento de ligação)
Obrigada pela vossa resposta, mas a minha dúvida persiste em relação à análise sintáctica da frase complexa: «No dia em que morreste também me levantei cedo.» Na vossa resposta classificam "também" como um "- advérbio de inclusão que estabelece a ligação com frases anteriores"(sic). Ora, segundo o que aprendi, ao classificarem "também" como advérbio fazem uma análise morfológica, por isso continuo sem perceber qual é a sua função sintáctica. Grata pela atenção dispensada.
«Ofereci-lhas ontem»: contracção de pronomes
Mais uma vez recorro aos vossos préstimos para resolver uma questão que me arranha o ouvido, mas mesmo assim teimo em considerar correcta. Na frase: «ofereci flores à Joana ontem», fiz a seguinte pronominalização: «Ofereci-lhas ontem.» Correcta ou errada? Outra questão: quando pronominalizar uma frase com os pronomes me, te, nos e vos tanto de complemento directo como complemento indirecto? Já fiz essa última questão em outras oportunidades, mas acredito ainda não ter sido respondida. Desde já, muito obrigado.
Crioulo, dialecto e «pidgin»
Módi stado? M'bem pídi um splicaçom sôbri um cussa qui portuguesis dja flá txeu sôbri criôlo na Cabo Verde o na Guiné. Sôbri Guiné nho t'odja ma nem mémo ques scritôr qui dja scrébi sôbri quel país piquinóti na África, nem ês própi respetá'l. Dja'm lê um artigo sôbri Guiné úndi canto m'sta tirminaba di lê'l m'odja um frázi undi si autor txoma língua di lá di língua di trapos. I, na Cabo Verde, sima na Guiné, criôlo foi considerado um dialeto di português. Pa quel poco qui m'cônchi di línguas, um língua ê um língua diveras óqui ê consígui si própi forma, qui cata permíti um comprensom cu otos grupo, ê ca simê? I criôlo, na Cabo Verde o na Guiné, cata permití'l... Antom, m'ta gostaba dum definiçom midjôr... I, sôbri nha testo, m'sta screbê'l na dôs língua pa ser más fáxi di intendi nha raciocínio. Como está tudo? Venho pedir uma explicação sobre algo que os portugueses já falaram muito sobre o crioulo em Cabo Verde ou na Guiné. Na Guiné o senhor vê que mesmo os escritores que já escreveram sobre aquele pequeno país na África, nem eles mesmos o respeitaram. Já li um artigo sobre a Guiné onde o autor chamou à língua deles "Língua de trapos". E, em Cabo Verde, como na Guiné, o crioulo foi considerado um dialecto do português. Pelo pouco que conheço de línguas, uma língua é uma língua deveras quanto ela conseguir uma forma própria, que não permita uma compreensão com outros grupos, não é verdade? E o crioulo, em Cabo Verde ou na Guiné, não o permite... Então, eu gostaria de uma definição melhor... E, sobre o meu texto, estou escrevendo o mesmo em duas línguas para ser mais fácil de entender o meu raciocínio. Um abraço lusófono!
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa