«De parte» vs. «à parte»
Deve dizer-se/escrever-se «chamar alguém de parte», «chamar alguém à parte», ou ambas as formulações estão corretas?
Obrigado.
Prófugo
No programa 'Jogo Falado' de 2/10/00, o treinador do Belenenses, Marinho Peres, utilizou a palavra 'prófugo' a propósito das suas aventuras com a tropa: tinha-se naturalizado espanhol e foi mobilizado para o exército; como já teria feito a tropa no Brasil, foi-se embora na dita condição de 'prófugo'.
Achei a expressão curiosa e confirmei-a no 'Novo Michaëlis" português-inglês: prófugo adj. fugitive; deserter; vagrant, vagabond.
Será, então, 'desertor' ou 'refractário'.
Escrita da identificação pessoal no Brasil
É necessário usar os dois pontos depois de CPF ou RG em uma qualificação? E é necessário escrever nº antes dos algarismos em um endereço?
Eu acho que é desnecessário, mas tenho dúvida se estaria errado.
[N. E. – No Brasil, CPF e RG são siglas de «Cadastro de Pessoas Físicas» e «Registro geral», respetivamente.]
Tonicidade
Gostaria de saber porque a preposição «trás» é acentuada. Normalmente as preposições não são átonas e este deveria ser então um monossílabo átono? Muito obrigado.
Linhas mestras e linhas-mestras
Diz-se e escreve-se "linhas-mestres" ou "linhas-mestras"?
Já agora, com ou sem hífen?
Muito obrigado.
Fruto finlandês
Estimados amigos, aqui onde resido na Finlândia há um fruto alaranjado tipo baga que em Latim é: HIPPÓPHAË RHAMNOÍDES. Infelizmente não consegui encontrar a traducão deste excelente fruto para a língua portuguesa. Ser-vos-ia possível através do termo latino tentar encontrá-lo na língua portuguesa? Ficar-vos-ia extremamente grato.
Artigo definido, substância ativa e nome comercial
Normalmente ao escrever um texto utilizo um artigo definido antes do substantivo, que no meu caso é uma substância ativa, e geralmente omito o referido artigo definido quando faço referência ao nome comercial da referida substância ativa.
Um exemplo genérico disto seria: «O paracetamol pode ser tomado com ou sem alimentos» versus «Ben-u-ron pode ser tomado com ou sem alimentos».
Gostaria de saber se isto está de facto correto e como justificar/substanciar estes casos específicos.
Não-ionizantes
Tenho 'ciberdúvidas' na utilização do "não" em situações como, por ex.: pessoal docente e não-docente, radiações ionizantes e não-ionizantes... A utilização do hífen é correcta nestes casos? Os meus agradecimentos aos 'ciberdefensores' da nossa (apesar de tudo, fabulosa) língua materna.
O sistema de transcrição Hepburn do japonês e a fonética portuguesa do Século XVI
O sistema de transcrição fonética Hepburn estará por alguma forma relacionado com a fonética portuguesa do século XVI através da transliteração organizada pelos monges jesuítas portugueses que viviam no Japão naquela época? Pergunto isto, porque a designação japonesa dada em caracteres latinos que eu conheço como “Dojotyo” (director ou responsável que preside um “dojô” = recinto de prática religiosa ou arte marcial), quanto eu sei, deve ser proferida “dô-jô-tchiô”, pois a consoante /t/ representada no grupo fonético “tyo” com o apoio da semivogal /y/ é palatalizada, tal como ainda hoje boa parte dos brasileiros pronuncia o vocábulo /tio/ (tchio) designação para irmão dos pais, porém diferençado apenas pelo quase emudecimento da semivogal /y/ do japonês /tyo/ que se realiza nesse contexto quase como “tcho”. Como eu também sei que os japoneses durante a Segunda Guerra Mundial usaram um sistema de criptografia baseado precisamente nessa transliteração organizada no século XVI, creio que não será nada extraordinário que o americano Hepburn o tenha rebuscado no século XIX.
A construção a + infinitivo
É lícita no idioma vernáculo a construção a + infinitivo em expressões como «assuntos a tratar» ou «conteúdo a publicar»?
