DÚVIDAS

Prófugo
No programa 'Jogo Falado' de 2/10/00, o treinador do Belenenses, Marinho Peres, utilizou a palavra 'prófugo' a propósito das suas aventuras com a tropa: tinha-se naturalizado espanhol e foi mobilizado para o exército; como já teria feito a tropa no Brasil, foi-se embora na dita condição de 'prófugo'. Achei a expressão curiosa e confirmei-a no 'Novo Michaëlis" português-inglês: prófugo adj. fugitive; deserter; vagrant, vagabond. Será, então, 'desertor' ou 'refractário'.
Artigo definido, substância ativa e nome comercial
Normalmente ao escrever um texto utilizo um artigo definido antes do substantivo, que no meu caso é uma substância ativa, e geralmente omito o referido artigo definido quando faço referência ao nome comercial da referida substância ativa. Um exemplo genérico disto seria: «O paracetamol pode ser tomado com ou sem alimentos» versus «Ben-u-ron pode ser tomado com ou sem alimentos». Gostaria de saber se isto está de facto correto e como justificar/substanciar estes casos específicos.
O sistema de transcrição Hepburn do japonês e a fonética portuguesa do Século XVI
O sistema de transcrição fonética Hepburn estará por alguma forma relacionado com a fonética portuguesa do século XVI através da transliteração organizada pelos monges jesuítas portugueses que viviam no Japão naquela época? Pergunto isto, porque a designação japonesa dada em caracteres latinos que eu conheço como “Dojotyo” (director ou responsável que preside um “dojô” = recinto de prática religiosa ou arte marcial), quanto eu sei, deve ser proferida “dô-jô-tchiô”, pois a consoante /t/ representada no grupo fonético “tyo” com o apoio da semivogal /y/ é palatalizada, tal como ainda hoje boa parte dos brasileiros pronuncia o vocábulo /tio/ (tchio) designação para irmão dos pais, porém diferençado apenas pelo quase emudecimento da semivogal /y/ do japonês /tyo/ que se realiza nesse contexto quase como “tcho”. Como eu também sei que os japoneses durante a Segunda Guerra Mundial usaram um sistema de criptografia baseado precisamente nessa transliteração organizada no século XVI, creio que não será nada extraordinário que o americano Hepburn o tenha rebuscado no século XIX.
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