DÚVIDAS

«Nunca/jamais... ninguém» e «nem... nada»
É de meu entendimento que uma oração negativa é definida: + ou pela negação do verbo (ou locução verbal) da oração através de um advérbio de negação como “não”, + ou pela presença de um “sujeito negativo” (isto é, um sujeito cujo núcleo ou é um pronome indefinido substantivo negativo como “ninguém”, ou é qualificado por um pronome indefinido adjetivo negativo como em “nenhuma pessoa”). Também sei que essas opções são mutualmente exclusivas, e não podem ocorrer simultaneamente em uma oração. (Isto é, não se deve dizer «Ninguém não foi», e sim «Ninguém foi».) Além disso, sei que todos os pronomes indefinidos presentes no predicado de uma oração negativa (porém não em orações subordinadas de uma oração negativa) devem ser obrigatoriamente negativos. (Não se deve dizer «Eu não fiz alguma coisa para alguém», e sim «Eu não fiz nada para ninguém».) A primeira questão é: “nunca” e “jamais” são considerados advérbios de negação (que tornam a oração negativa)? Isto é, quais das seguintes frases estão corretas? + «Eu nunca amei alguém.» + «Eu nunca amei ninguém.» + «Eu jamais amarei alguém.» + «Eu jamais amarei ninguém.» Uma outra dúvida relacionada é se a presença de “nem” em um sujeito torna a oração negativa. Isto é, quais das seguintes frases estão corretas? + «Nem a Maria fez alguma coisa para o meu aniversário.» + «Nem a Maria fez nada para o meu aniversário.» Muito obrigado desde já pela atenção.
Ainda o uso da contracção dum (= de + um)
Estou a fazer a revisão de um artigo para uma revista científica e tenho uma dúvida em relação ao uso da contracção de + um, dum. Consultei o Ciberdúvidas e, apesar de ter confirmado a aceitação da contracção referida, parece-me que a mesma deve ser evitada em linguagem formal. Não encontrei nada que sustente esta minha opinião, por isso, pergunto: é aceitável esta contracção na escrita académica formal? Eis alguns exemplos retirados do artigo: «(...) numa fase pré-universitária, e num contexto de capitalismo hedonista, vêem e utilizam o seu tempo livre como evasão, predominando uma dimensão de diversão, em detrimento duma mais relacionada com a procura de informação.» «Possibilitadoras duma infinita acessibilidade, as tecnologias fazem com que os seus utilizadores se transformem através do seu uso.» «O facto de a construção de sentidos se realizar a partir duma linguagem múltipla, desde sons a gráficos visuais, significa que o navegante do ciberespaço tem de contar com uma série de conhecimentos (...).»
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