DÚVIDAS

Determinantes, quantificadores e pronomes
Ensinamos aos alunos que pertencem à mesma classe as palavras que se podem substituir entre si no eixo paradigmático, mantendo a gramaticalidade da frase. Ora, o critério distributivo não é aplicável à classe dos quantificadores, uma vez que se podem comportar como determinantes (quantificadores existenciais, universais e interrogativos), mas também podem ter um comportamento misto, precedendo o nome ou substituindo o grupo nominal (quantificadores numerais). Se a distinção determinante/quantificador tem apenas uma base semântica, como evitar a mera memorização de definições (e de listas de palavras) no trabalho de explicitação com os alunos? Já em relação aos pronomes indefinidos, o DT não fixou qualquer alteração relativamente à tradição gramatical, ao associar na mesma subclasse o uso pronominal dos determinantes indefinidos e dos quantificadores existenciais, universais e interrogativos. A base semântica, relevante para fixar a quantificação nominal, não foi aqui considerada. Tenho, pois, as maiores dúvidas sobre a condução de um processo de observação que permita tirar conclusões e sistematizar as propriedades das classes e subclasses em apreço: Determinante indefinido vs. pronome indefinido Vieram [outros] alunos./Vieram [outros]. Mas... quantificador (existencial/universal) vs. pronome indefinido Vieram [alguns] alunos./Vieram [alguns]. Vieram [todos] os alunos./Vieram [todos]. Sempre... quantificador numeral Vieram [dois] alunos./Vieram [dois]. Espero ter conseguido explicar as minhas dúvidas. Obrigada pela atenção.
Sobre o prefixo sub-
Fizeram-me uma pergunta quando eu estava explicando um conteúdo de formação de palavras e acabei ficando sem saber responder. A aluna perguntou-me sobre o prefixo sub dizendo que o significado deste é «sob, inferior, embaixo». Disse a ela que a afirmação estava correta, então ela veio com a seguinte indagação: «Já que sub quer dizer embaixo, porque a palavra substantivo inicia com sub? Tem alguma relação com o significado do prefixo?» Achei ótimo ela ter questionado já que tem 9 anos e está no 4.º ano, no entanto fiquei preocupada em não ter uma resposta plausível. Por favor me ajude nessa. Obrigada.
É que
Assisti a um programa de televisão em que foi falado sobre a partícula expletiva ou de realce "É QUE". Foi dito, então, que ela é invariável e que estaria presente nas seguintes frases: 1) Eu É QUE fiz. 2) É nessas horas QUE a gente percebe. Até aí tudo bem. Só que mais tarde me surgiram algumas dúvidas, quando afirmaram que estaria CORRETA a frase "FUI eu QUE fiz" e ERRADA a frase "É eu QUE fiz". Eis as dúvidas: 1) Por que não existe a partícula "É QUE" na frase "É eu QUE fiz". Por que ela estaria errada? Por que não posso considerá-la como se fosse a frase "Eu É QUE fiz" com a ordem alterada? 2) Por que estaria errada uma frase do tipo "SÃO nessas horas QUE a gente percebe", uma vez que não o está a frase "FUI eu QUE fiz"? 3) Qual é a diferença entre as frases "FUI eu QUE fiz" e "É nessas horas QUE a gente percebe"? Por que numa está presente a partícula invariável "É QUE" e na outra não? Já havia escrito, várias vezes, para o tal programa e até hoje não obtive resposta direta ou indiretamente. Felizmente descobri o CIBERDÚVIDAS. Agradeço pela atenção sempre certa a este serviço tão importante a todos que falamos a língua de Camões. E são uma boa quantidade de milhões.
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