O feminino de lobisomem
Gostaria de saber qual o feminino de lobisomem, seria mulher-lobo?
A diferença entre antonomásia e perífrase
Procurando em vários locais, encontrei definições bastante confusas sobre antonomásia e perífrase. Gostaria de saber:
1. A diferença entre antonomásia e perífrase.
2. Antonomásia é considerada um caso particular de metonímia?
3. Por que perífrase não é considerada um caso de metonímia?
Obrigado!
De novo o ter que ver/ter a ver/ter a haver, etc.
Antes de mais, parabéns à ilustre consultora dra. Edite Prada, que, com a humildade que só a grandeza e a competência permitem, se dignou responder – de forma, aliás, brilhante –, a uma pergunta recorrente no Ciberdúvidas e já aqui demasiadas vezes contornada sem honra nem mérito. O meu sincero aplauso, Senhora Doutora!
Mas...há um "mas"!
Com todo o respeito, parece-me haver um vício de pensamento que presidiu a todo o excelente trabalho de justificação do verbo ver: é a certeza, que não se ousou questionar, de que o verbo a empregar é este mesmo.
Se bem repararmos, houve que fazer uma "ginástica de quebrar os ossos da razão" para que o verbo ver tenha lugar na frase em questão. A tal ponto que, para o efeito, nem ter nem ver podem significar o que significam (como é afirmado) para que, juntos, dêem à frase o sentido que "queremos" que ela tenha.
Por outro lado, parece que, afinal, "nada ter a ver" não significará – de certeza, sem dúvidas – «estar relacionado», pelo menos a avaliar pelos exemplos apontados no final da resposta.
Se assim é, não nos obrigará a racionalidade cartesiana a admitir, nem que seja como mera hipótese, que há duas frases parecidas a significar coisas distintas? E que uma terá tomado o lugar das duas (no caso, terá prevalecido a que emprega o verbo ver)?
Será completamente descabido tentar encontrar justificação para o emprego do verbo haver em «isto nada tem que (ou a) haver com aquilo»? É que me parece dar bastante menos trabalho e ser bastante mais lógica e convincente do que a formulada para emprego de ver!
Correndo o risco de ser impertinente pela insistência, volto à minha argumentação inicial:
1 – Haver significa, em primeira linha, «ter».
2 – A frase «isto nada tem que ver com aquilo» é sempre redundante, já que se limita a reforçar a frase «isto nada tem com aquilo», que significa o mesmo. Nesta frase, o emprego do verbo ter não oferece dúvidas.
3 – Na "não frase" «isto nada tem "a ter" com aquilo», o verbo ter seria utilizado exactamente com o mesmo significado as duas vezes, mantendo-se o sentido da frase.
4 – Porque a frase seria foneticamente (e não só...) impraticável, o verbo ter deu lugar a haver, que também significa «ter», para além de «receber», assim se mantendo e mesmo consolidando o sentido da mesma.
5 – Seria indiferente emprego do que ou do a, já que o sentido da frase se manteria em qualquer os casos.
6 – Nesta hipótese, ter e haver continuam a significar o que significam, sem necessidade de ter de os "perverter" para que a frase tenha o sentido que, de facto, tem – porque os verbos utilizados a esse mesmo sentido conduzem (ao contrário do que é, dignamente, admitido com o emprego de ver)!
Tentei demonstrar, esforçadamente como se constatará, que, a não existir uma ideia ou regra fixa e incontornável que "obrigue" à rejeição liminar do haver em proveito do ver, a "justificação" para o emprego daquele seria bem mais simples e facilmente aceitável do que a elaborada à volta do uso deste.
Desta forma se entenderia que o dicionário citado atribua a «nada ter que ver» significado completamente diferente de «estar relacionado», pela simples razão de que a frase que tal sentido terá é outra, ainda que outros também tenha: «nada ter que (ou a) haver».
Em face do desenvolvimento que o assunto já teve, não ouso "exigir" uma "resposta" do Ciberdúvidas. Aqui fica, apenas, o registo das minhas dúvidas que, apesar de tudo, se mantêm.
Obrigado à dra. Edite Prada.
A etimologia da palavra emoção
Numa obra traduzida pode-se ler: «emoção provém do latim emovere, que significa "tirar ou afastar do movimento".» Em outra obra, de um autor português, lê-se: «emoção deriva das palavras latinas ex + movére, que significam "mover para fora"». E ainda numa outra obra, em inglês no original, pode ler-se: «emotion is derived from latim, e + movere. It originally meant to migrate or transfer from one place to another.» No dicionário de Cândido Figueiredo pode ler-se: «Acto de deslocar (...) do latim emotus.»Gostaria de saber a razão de tal diversidade e qual a exacta etimologia da palavra emoção. Não interessa a sua conceptualização científica, na acepção da psicologia.
A talhe-de-foice seria interessante, também, saber as etimologias de: afecto, afectividade, significação, sentir, sensação.
Grato pela vossa atenção e serviço!
«Estar entre a cruz e a caldeirinha»
Qual é a origem e o uso da expressão «estar entre a cruz e a caldeirinha»?
Atenciosamente e cordialmente
Tenho usado em muitas mensagens de e-mails colocar bem assim: "Atenciosamente e cordialmente".
A questão é: atenciosamente e cordialmente são termos sinônimos? Caso sejam, qual deles é o mais recomendável? E por quais motivos, na realidade?
Muitíssimo obrigado!
Bimestre, quadrimestre, biénio, etc.
Bom dia, gostaria de saber os nomes que indicam um certo espaço de tempo, assim como o lustro (5 anos). Quais os outros nomes da mesma forma?
Vírgula em enumeração e a isolar complemento adverbial
Como poderíamos justificar o uso da vírgula nas orações abaixo?
1) «O Ponto Final a Vírgula e o Ponto de Interrogação tentavam descobrir qual deles era o mais importante.»
2) «Comigo, podem ser apenas três: “Ana Teresa, Maria José, Rita Sofia”. Mas também podem ser quatro: “Ana, Teresa, Maria José, Rita Sofia”. Sem mim, nunca saberão.»
3) «Digamos que valemos todos o mesmo. Sem pontos, vírgulas e pontos de interrogação, as palavras andavam todas perdidas pelo meio das histórias.»
A abreviatura de analista
Qual é a abreviatura correta da palavra analista?
«Intercurso sexual»
Existe em português a palavra «intercurso sexual»?
