DÚVIDAS

Sobre o prefixo sub-
Fizeram-me uma pergunta quando eu estava explicando um conteúdo de formação de palavras e acabei ficando sem saber responder. A aluna perguntou-me sobre o prefixo sub dizendo que o significado deste é «sob, inferior, embaixo». Disse a ela que a afirmação estava correta, então ela veio com a seguinte indagação: «Já que sub quer dizer embaixo, porque a palavra substantivo inicia com sub? Tem alguma relação com o significado do prefixo?» Achei ótimo ela ter questionado já que tem 9 anos e está no 4.º ano, no entanto fiquei preocupada em não ter uma resposta plausível. Por favor me ajude nessa. Obrigada.
Convite com crase
Socorro! Minha esposa está escrevendo um livro e o título é: "Gestalt : Um convite a mudança". O que o título quer deixar transparecer é: "Gestalt : um convite (às pessoas para, através dela, conseguirem) mudança". Eu penso que, no título, «a mudança» não leva crase, pois não está o artigo «a» em momento algum. Minha defesa é que, se eu usasse uma palavra masculina, por exemplo, orgasmo, eu escreveria: «um convite a orgasmo» e não «um convite ao orgasmo». Por favor, respondam logo, pois o livro já está pronto para ser impresso, sem falar na possibilidade de crise matrimonial…
Vagem = bagem = "bage"
«Ela explicou-lhe, ao ouvido: — Já, sim, filha, que tenho estado a abarrotar, comi umas bajes e tenho estado!... E aquele homem, aquele gelo! O Sr. Ernesto vem para os meus sítios, hem? — Como um fuso, minha senhora!» Eça de Queirós, O Primo Basílio (1878) Junto envio breve citação da obra de Eça de Queirós que contem o vocábulo "baje". Após consultar vários dicionários da língua portuguesa, todos são omissos. Poderá ter acontecido algum erro tipográfico! Assim, venho por este meio solicitar a vossa imprescindível ajuda. Obrigado.
Determinantes, quantificadores e pronomes
Ensinamos aos alunos que pertencem à mesma classe as palavras que se podem substituir entre si no eixo paradigmático, mantendo a gramaticalidade da frase. Ora, o critério distributivo não é aplicável à classe dos quantificadores, uma vez que se podem comportar como determinantes (quantificadores existenciais, universais e interrogativos), mas também podem ter um comportamento misto, precedendo o nome ou substituindo o grupo nominal (quantificadores numerais). Se a distinção determinante/quantificador tem apenas uma base semântica, como evitar a mera memorização de definições (e de listas de palavras) no trabalho de explicitação com os alunos? Já em relação aos pronomes indefinidos, o DT não fixou qualquer alteração relativamente à tradição gramatical, ao associar na mesma subclasse o uso pronominal dos determinantes indefinidos e dos quantificadores existenciais, universais e interrogativos. A base semântica, relevante para fixar a quantificação nominal, não foi aqui considerada. Tenho, pois, as maiores dúvidas sobre a condução de um processo de observação que permita tirar conclusões e sistematizar as propriedades das classes e subclasses em apreço: Determinante indefinido vs. pronome indefinido Vieram [outros] alunos./Vieram [outros]. Mas... quantificador (existencial/universal) vs. pronome indefinido Vieram [alguns] alunos./Vieram [alguns]. Vieram [todos] os alunos./Vieram [todos]. Sempre... quantificador numeral Vieram [dois] alunos./Vieram [dois]. Espero ter conseguido explicar as minhas dúvidas. Obrigada pela atenção.
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