Redacção de ofício
Gostaria de saber a alternativa correta para terminar a redação de um ofício: a) Certos de contar com sua atenção, antecipadamente agradecemos. b) Certos de contarmos com sua atenção, antecipadamente agradecemos.
O uso do travessão e das aspas
em discurso direto
em discurso direto
Considere-se um fragmento de discurso em que um indivíduo está a falar. Naturalmente, o discurso é iniciado com um travessão. O discurso do indivíduo prolonga-se por um parágrafo inteiro. No parágrafo seguinte, o mesmo indivíduo continua a falar. Que tipo de sinalização devemos utilizar para continuar o discurso no segundo parágrafo? Repete-se o uso do travessão? Ou empregamos outro sinal? Tenho visto que a continuação do discurso de um mesmo indivíduo num segundo parágrafo é sinalizada por ">>". É correcto empregar esta sinalização?
Obrigado.
Rinoceronte-fêmea
Gostaria que me indicasse qual é o feminino de rinoceronte.
Só e somente
Gostaria de saber em que casos é que se utiliza o advérbio somente e a locução adverbial só.
Muito obrigada.
Polissemia ‘vs.’ homonímia
Nas frases «Ele sentiu o corpo a tremer» e «Era um corpo estranho», a palavra "corpo" é, obviamente, polissémica. Mas, neste caso, pode considerar-se que também existe homonímia?
Para-, meta-, hiper/bole
Obrigado pela sua resposta, essa sim objetiva e conclusiva, sobre casa / casal / casamento (24/mar).
Pergunto hoje quais são as semelhanças e diferenças, etimologicamente, a ressaltar sobre os termos a seguir: para-bólico, hiper-bólico, sim-bólico, ana-bólico, cata-bólico, meta-bólico, e talvez outros da mesma família quanto ao sufixo.
Para que não haja uma meia resposta, duplico a pergunta de outra forma: (1) que quer dizer a primeira parte de tais palavras (o que chamo aqui de prefixo: para, meta, hiper, ...); (2) que quer dizer a segunda parte (o que aqui chamo de sufixo, bole ou bólico para todas); e enfim (3) que quer dizer o conjunto, o sentido real, histórico e atual, de cada termo.
Coopero colocando perguntas claras e estruturadas. Desculpem-me se de "tom pouco amável", mas têm o mérito de serem eficazes. Pretendo assim provocar as respostas de que necessito: de forma e conteúdo equivalentes, ou seja, claras, diretas, estruturadas, e assim eficazes.
Obrigado.
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra
"Nem tanto ao mar, nem tanto à terra."
É o que se diz às vezes sobre a escolha de um meio termo (ou "meio-termo", não sei se tem hífen ou não), em relação a um assunto qualquer. Imagino que seja um dito popular, se não for de autoria de algum escritor.
Minhas dúvidas com relação a essa frase são estas:
1) Estaria correto o uso da vírgula depois de "mar"? Caso sim, poderia ser escrita a frase sem a vírgula também? Então, caso fosse facultativo o uso da vírgula, que razões levariam a escolher usá-la ou não? *
A vírgula emprega-se, entre outros casos, em repetições de palavras que desempenham a mesma função, quando não estão ligadas pelas conjunções e, nem e ou. A frase popular «nem tanto ao mar nem tanto à terra» dispensa a vírgula, porque os seus dois membros estão ligados pela conjunção nem.
Mas é frequente a expressividade da linguagem «exigir» a colocação de vírgula antes daquelas conjunções. Atente-se nesta frase de Miguel Torga em «Bichos»: «Mas afinal não caía, nem o ar lha faltava, nem coisíssima nenhuma». Caro consulente, os melhores escritores da nossa Língua abonam a vírgula antes de nem... por razões estilísticas. **
2) Existiria crase antes de "terra"? Dizem que não existe no sentido oposto a mar e que existe no sentido de solo, mas não sei se, neste ditado, a palavra "terra" está no sentido de oposição a mar ou no sentido de solo mesmo.
Inclino-me a empregar nesta frase, antes de terra, a preposição a contraída com o artigo A, ou seja, «À terra», por analogia com «ao (a o) mar»: fazendo um daqueles paralelismos formais de que as sentenças populares tanto se socorrem, quantas vezes em detrimento dos rigores semânticos.
3) Qual seria a análise sintática e morfológica da frase?
Na frase «nem tanto ao mar nem tanto à terra», temos a ilustração do uso da figura de sintaxe chamada elipse, como processo estilístico adequado à enunciação rápida e concisa. A elipse é a omissão de termo(s) da oração que o contexto permite facilmente subentender: «vida difícil a nossa». Compreende-se que em provérbios, sentenças, divisas, se recorra frequentemente à elipse: «meu dito, meu feito», «Ano Novo, vida nova» etc.
A nossa frase apresenta duas orações coordenadas disjuntivas, às quais faltam o sujeito e o verbo, que poderiam ser «nem vamos (nós subentendido) tanto ao mar nem vamos (idem) tanto à terra; ficamos no meio- termo».
4) E o "nem"? Li, certa vez, que "nem" é igual a "e não"; mas se o "nem" fosse substituído por "e não" em frases como esta, não faria sentido algum, penso eu leigamente. Se não for exagero, os senhores poderiam me dizer de quais formas é usada a palavra "NEM" e suas classificações sintáticas e morfológicas?
Obrigado.
Nem é sempre conjunção coordenativa, isto é, relaciona sempre duas orações coordenadas. Mas pode ser conjunção coordenativa copulativa, e nesse caso significa «e não»: «não sei nem quero saber de histórias» «não é permitido pescar nem nadar neste lago»; ou conjunção coordenativa disjuntiva, quando liga duas orações alternativas, como é o caso, por exemplo, da frase de que nos temos ocupado.
A etimologia e o plural de sabão
Qual é o plural de sabão?
O significado do provérbio «Burro velho não toma andadura»
Qual o significado conotativo e denotativo do provérbio «Burro velho não toma andadura»?
Prefácio e introdução
Qual a diferença entre prefácio e introdução?
