Ter a ver e ter a haver
Embora já tenha visto escrita a expressão «ter a ver», várias pessoas que conheço, incluindo eu próprio, acham mais lógica a expressão «ter a haver». Apesar de já ter visto uma resposta a esta pergunta aqui no "www.ciberduvidas.com", não fiquei completamente esclarecido, pelo que agradecia se me pudesse clarificar melhor as ideias. Na referida resposta podia ler-se "Nada a haver tem sentido completamente diferente: que não tem nada a receber." No entanto, o facto de não ter nada a haver, significando que não tem nada a receber, implica que não há relação alguma entre as partes, que é precisamente o significado da expressão. Como qualquer expressão tem a sua origem, e esta me parece bastante plausível, gostaria que comentasse, avaliando a validade do meu raciocínio.
«Vaso ruim não quebra»
Soube pelo Google que se trata de expressão de origem portuguesa. Vocês saberiam me dizer a motivação (ou etimologia) da expressão «vaso ruim não quebra»?
Só e somente
Gostaria de saber em que casos é que se utiliza o advérbio somente e a locução adverbial só.
Muito obrigada.
A etimologia de esposo e esposa
Donde vieram as palavras esposo e esposa?
O primeiro dia do mês em atas
Gostaria de saber se, numa acta, é correto escrever-se «Aos um dias do mês de outubro».
Obrigada, desde já, pela atenção.
Como referir-nos à primeira década do presente milénio?
Tenho uma dúvida com que me tenho confrontado, mas para a qual ainda não consegui encontrar resposta. Assim como nos referimos às décadas do século passado, por exemplo, como «anos 70» ou «década de 70», como devemos referir-nos à primeira década do presente milénio?
«Anos 00»? «Anos 2000»? «Década de 00»? «Década de 2000»?
Usa-se muito frequentemente a terminologia que se refere, por exemplo, aos anos 1970 ou 1980, mas essa forma não me parece correta, pois 1970 ou 1980 são anos concretos e não intervalos de tempo («anos 80» ou «década de 80» parece-me o mais adequado).
Muito obrigado.
Variação diacrónica
Eu ando no 11.º ano e, como ainda não percebi bem a definição de «variações diacrónicas», gostava que a equipa do Ciberdúvidas me pudesse ajudar, com uma breve definição.
Obrigado.
«Par de óculos» não é redundância
Está correto dizer «um par de óculos» quando nos referimos a uma unidade? Em inglês, o correto é dizer «a pair of glasses», porque existem duas hastes e dois olhos.
Agradeço.
Funções sintáticas dos pronomes pessoais
No livro de exercícios Gramática Activa I, de Olga Mata Coimbra e Isabel Coimbra, edição Lidel, aparece como pronomes pessoais do complemento directo me, te, o/a, nos vos, os/as e como pronomes do complemento indirecto me, te, lhe, nos, vos, lhes.
A minha dúvida recai sobre os pronomes da 1.ª e 2.ª pessoas do singular e do plural, como exemplos apresentam as seguintes frases:
Como pronomes pessoais do complemento directo «– Não consigo levantar o caixote. Ajudas-me?/– Ajudo-te já. É só um minuto» e «–Podes levar-nos a casa?/– Está bem. Eu levo-vos.»
Como pronomes pessoais do complemento indirecto: «– Apetece-te alguma coisa?/– Apetece-me um gelado» e «– O que é que nos perguntaste?/– Perguntei-vos se vocês estão em casa hoje à noite.»
Reformulando cada frase introduzindo a preposição a (por excelência a preposição que inicia o complemento indirecto) resultaria algo como:
«– Podes ajudar a mim?/– Eu posso ajudar a ti»; «– Podes levar a nós a casa?/– Eu levo a vós a casa» (ex. do comp. directo);
«– Apetece alguma coisa a ti?/– A mim apetece um gelado»; «– O que perguntaste a nós?/– A vós perguntei se estão em casa» (ex. comp. indirecto).
Como poderei distinguir se um me, te, nos, ou vos é o pronome pessoal de um complemento ou do outro, já que todos me parecem ser do indirecto?
O uso do travessão e das aspas
em discurso direto
em discurso direto
Considere-se um fragmento de discurso em que um indivíduo está a falar. Naturalmente, o discurso é iniciado com um travessão. O discurso do indivíduo prolonga-se por um parágrafo inteiro. No parágrafo seguinte, o mesmo indivíduo continua a falar. Que tipo de sinalização devemos utilizar para continuar o discurso no segundo parágrafo? Repete-se o uso do travessão? Ou empregamos outro sinal? Tenho visto que a continuação do discurso de um mesmo indivíduo num segundo parágrafo é sinalizada por ">>". É correcto empregar esta sinalização?
Obrigado.
