«Tem-se verificado» e «está a verificar-se»
Gostaria de confirmar se se usa a expressão «tem verificado-se», em vez de «tem-se verificado»? Tendo em atenção a regra que penso existir para os verbos compostos, que diz que o pronome reflexivo se coloca no segundo verbo, o que faz todo o sentido, pois o segundo verbo é o verbo principal, deveria ser «tem verificado-se», contudo esta expressão soa-me muito mal.
Sobre os prefixos dis-, des-, di- e de-
O prefixo dis- é um alomorfe de des-? E os prefixos de- e di-? Quais os contextos de uso e regras de aplicação? Qual é o derivado? E quais as suas relações entre si?
Obrigado pela atenção.
Redacção de ofício
Gostaria de saber a alternativa correta para terminar a redação de um ofício: a) Certos de contar com sua atenção, antecipadamente agradecemos. b) Certos de contarmos com sua atenção, antecipadamente agradecemos.
O sufixo e a desinência
Qual é a diferença entre sufixo e desinência considerando o aspecto forma e o aspecto funcional? Muito obrigado ao Ciberdúvidas.
Descola ou decola?
Após ter ouvido um comentário de um amigo brasileiro que, ao ouvir uma locutora da RTP referir-se ao acto de um avião levantar voo como «descolagem», disse «não seria antes decolagem?», devo admitir que eu fiquei com dúvidas.
Em Portugal diz-se que um avião decola ou que um avião descola?
Parecer-me-ia mais correcto talvez «decola», pois «descola» seria para mim o acto de anular uma colagem (com cola), ou seja, uma descolagem.
O meu amigo garante que no Brasil se utiliza o termo «decolagem», pelo menos de seu conhecimento.
Sabem-nos esclarecer?
Obrigado.
Desfrutar/desfrutar de
Desfruta-se de qualquer coisa ou desfruta-se a coisa?
No primeiro caso (com o qual o meu ouvido simpatiza mais) não será assim uma espécie de pleonasmo?
Obrigado.
Pôr do sol, pores do sol
Gostaria de saber o plural da expressão «pôr-de-sol».
«Na medida do possível»
Deve dizer-se «na medida possível», ou «na medida do possível»?
Aumentativo de estrela
Qual seria o aumentativo da palavra estrela?
O presente histórico ou narrativo
Sou estudante de Letras e frequente usuária dos serviços do Ciberdúvidas. Recentemente comecei a trabalhar como estagiária em uma editora e tenho a árdua missão de revisar uma tradução clássica do livro “Napoleão Bonaparte” de Octave Aubry, que será editado novamente. Ao iniciar a revisão notei uma "característica" no texto: a narração começa no passado, mas em um certo ponto passa a oscilar entre presente e passado. Fiquei bastante confusa e decidi recorrer aos renomados especialistas que desenvolvem um maravilhoso trabalho neste ‘site’. A primeira frase do livro é esta:
«Tudo estava perdido: sua velha Guarda, cercada pelos corpos prussianos ou ingleses, fazia-se despedaçar, ao grito de 'Viva o imperador!', tão alto ainda que dominava o canhão.»
A narração inicia-se no passado, mas no decorrer da leitura encontrei o seguinte trecho e a partir dele ela passa a ser feita no presente (voltando ao passado posteriormente e assim sucessivamente):
«Caulaincourt esperava-o no portão. Corre para Napoleão, ajuda-o a apear-se. O imperador sobe penosamente a escada...»
Peço encarecidamente que ajudem-me neste dilema: tal oscilação de tempo verbal é uma questão de estilo do autor ou a tradução está completamente errada?
Agradeço desde já a paciência e o espaço cedido para a exposição de minha dúvida.
