DÚVIDAS

O verbo perguntar e a preposição por
Gostaria de saber se o verbo perguntar admite esta preposição, como no exemplo: a) Eu perguntei pelo correio. b) Eu perguntei o Sr. João pelo meu correio. c) Eu perguntei-lhe pelo carro. Estaria mais correcto dizer? a) Eu perguntei se tinha correio. b) Eu perguntei o Sr. João se tinha correio. c) Eu perguntei-lhe sobre o carro. Este verbo admite esta partícula com valor passivo e interrogativo indirecto?
O uso da maiúscula e da minúscula com nomes de especialidades médicas
As palavras neurocirurgia, ortopedia, traumatologia, oftalmologia, cirurgia cardiovascular e cirurgia do aparelho digestivo se escrevem com inicial maiúscula ou minúscula?Tenho quase certeza que é com maiúscula, pois se trata de nomes de especialidades médicas e principalmente considerando a seguinte resposta que encontrei no Ciberdúvidas:«Um substantivo é comum se nomeia as coisas, as pessoas e os animais de uma forma genérica sem os individualizar, sem lhes conferir uma importância especial, como, por exemplo, homem, astro, cão, gato; e é próprio se se escreve com uma inicial maiúscula, por designar um elemento individualizado ao qual se confere uma importância particular: um homem pode chamar-se Francisco, um astro, Sol, um cão, Fiel, uma gata, Bia. Francisco, Sol, Fiel e Bia são substantivos próprios.»
Atentamente ou atenciosamente?
Sou brasileiro e vivo em Portugal há 5 anos. Tenho uma dúvida, pois há alguns anos atrás escrevi um ‘e-mail’ para um cliente e o mesmo disse-me que eu ainda não tinha me "livrado" dos termos brasileiros. O exemplo que ele deu-me foi o do termo atenciosamente. Pergunto: atenciosamente é Português do Brasil e atentamente é Português de Portugal? (se formos verificar no Microsoft Word a sugestão de finalização de finais de carta segue esta lógica). Atentamente ou atenciosamente,
O “ne” japonês e o “né” português
Recentemente, ouvi um conhecido humorista e apresentador brasileiro dizer, em seu programa televisivo de entrevistas, que a palavra "né", usada sempre como interrogação no final de frases, às vezes inutilmente, mais por vício de linguagem, não havia ainda sido incluída em nenhum dicionário. Fiquei intrigado. Procurei em alguns dicionários, e, deveras, o sobredito vocábulo não se achava registrado em nenhum deles. Sempre achei que "né" era uma contração do advérbio não e da forma verbal é. Sendo, portanto, o mesmo que "não é?". Vejam como deve ser isso mesmo: "Tu trabalhas muito, né?" / "Tu trabalhas muito, não é?” Estou equivocado? Contudo, há mais tempo ainda esse vocábulo já me havia deixado com "a pulga atrás da orelha". Explico-me. Aqui na minha cidade, Campo Grande, capital do Estado de Mato Grosso do sul, existe, faz quase um século, uma numerosa colônia de japoneses, principalmente dos de Oquinava. De sorte que, em várias ocasiões, tive oportunidade de os ouvir falar em japonês. E também eles, falando nesse idioma, pronunciavam freqüentemente a palavra "né", em final de frase, com um sentido que me parecia igual àquele do "né" português. Não entendia como uma língua não aparentada ao nosso idioma, poderia ter uma palavra igual à nossa e com o mesmo sentido. Depois, fiquei sabendo que os portugueses foram os primeiros europeus a chegarem ao Japão, tendo permanecido por lá um bom tempo, a ponto de várias palavras da língua portuguesa terem sido incorporadas ao léxico nipônico. Um bom exemplo disso foi o vocábulo obrigado que, na "Terra do Sol Nascente", virou "arigatô". Um outro é "tempurá", nome de uma iguaria da culinária japonesa, que vem de tempero, termo nosso. Então, fiquei imaginando se o "né" japonês nada mais seria que o "né" do nosso idioma adquirido pela língua japonesa. Sobre todo este assunto, V.Sas. poder-me-iam dizer alguma coisa? Muito obrigado.
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