«Pese embora o mau tempo...»
Passo à pergunta: «Pese embora o mau tempo, fui à praia.»
Esta construção está correcta? «Pese embora»? Qual é a função de «pese»? Não é sinó[ô]nimo de «apesar de»? Embora, enquanto conjunção concessiva, não é sinónimo de «apesar de»? Não será esta frase uma redundância?
Agradecia a vossa resposta, se possível!
As sílabas das sequências de vogais: rainha, planícies e dormiam
Gostaria de saber como fazem a divisão silábica das seguintes palavras: rainha, planícies e dormiam.
Os plurais de guarda-noturno, guarda-florestal e guarda-fiscal
Qual é o plural de guarda-noturno, guarda-florestal e guarda-fiscal? Guarda é um substantivo, ou provém do verbo guardar?
Obrigada.
Quando é demais e quando é «de mais»
Em Ainda demais, advérbio, Maria Regina Rocha, baseando-se no que, um pouco laconicamente, Rebelo Gonçalves anota no seu Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa, não levou em linha de conta o facto de o mesmo autor (cf. Vocabulário da Língua Portuguesa, p. 317) classificar demais como advérbio de modo e não de quantidade, função esta que é suprida pela locução adverbial de quantidade «de mais». É inequívoco, pois, que apenas se poderá escrever «Os portugueses gastam de mais».
Cordialmente,
A classe de palavras de portanto
Gostaria de ver esclarecida uma questão relativa à classe de palavras. Trata-se da palavra portanto, que, ao que parece, deixou de ser conjunção para ser considerada por alguns autores (e/ou gramáticos?) um advérbio conectivo com valor de consequência. Haja alguém, por favor, que venha por um ponto final na confusão que reina nos manuais escolares e me diga qual é a classe morfológica desta palavra.
Obrigada.
Modificadores de frase: grupos sintáticos e orações
[Estou] com dúvidas na diferenciação da classificação modificador do grupo verbal/ modificador de frase.
Exemplos de modificadores do grupo verbal:
1. O dia amanheceu tranquilo, em Faro. (onde o dia amanheceu tranquilo?)
2. Gostei de ver aquele filme no cinema. (onde gostaste de ver aquele filme?)
3. Vi aquele filme no cinema. (onde viste o filme?)
4. Irás servir Satanás porque sempre te ajudou. (porque irás ajudar Satanás?)
5. Sempre que vieres à Madeira vem visitar-me. (quando vens visitar-me?)
6. O Diabo acusa as personagens para que estas tenham consciência dos seus pecados. (porque acusa o Diabo as personagens?)
Os modificadores do grupo verbal não são exigidos pelo verbo mas modificam o verbo, podendo ser negados e interrogados.
a) Estão bem classificados estes exemplos?
Exemplos de modificadores de frase:
1. Embora seja bom estudante, o Pedro nem sempre está atento
2. Se o Diabo quisesse o Judeu na sua barca teria agido de outra forma.
3. Talvez os compradores estivessem certos.
4. Nunca tanta pressa vi.
b) Estão bem classificados estes exemplos?
c) Não se pode dizer que os modificadores de frase transmitem quase sempre uma opinião? Diz-se que os modificadores de frase não são exigidos, mas que modificam o verbo e também a frase, não podem ser negados nem interrogados.
d) Não percebo o que se quer dizer com o modificam a frase, pois os exemplos de modificadores do grupo verbal também modificam a frase!? Será que poderiam exemplificar com alguns exemplos para perceber a diferença! Por outro lado por vezes alguns dos modificadores de frase conseguem ser interrogados. Exemplos: • “Talvez os compradores estivessem certos”. Nesta frase posso colocar a questão: Os compradores estavam certos? Sim, talvez os compradores estivessem certos. • “Nunca tanta pressa vi”. Nesta frase posso colocar a questão: Quando viste tanta pressa? Nunca.
e) Por último, pode-se afirmar que as orações subordinadas adverbiais, causal, temporal e final representam sempre a função sintática de modificador do grupo verbal e as orações subordinadas adverbiais, condicional e concessiva representam sempre a função sintática de modificador de frase?
Muito obrigada pela vossa atenção.
Sobre o hífen em compostos de substantivo + adjetivo
Tenho visto uma grande variação no próprio Ciberdúvidas quanto ao uso, ou não, do hífen em compostos com a palavra diretor (ou secretário). Por exemplo: «diretor adjunto»/diretor-adjunto, «diretor(a) executiva»/diretor(a)-executiva, «secretário executivo»/secretário-executivo, etc., etc. Sendo diretor-geral, com hífen, por que razão não haverá de ser, também com hífen, "diretor-adjunto", "diretor(a)-executivo" ou "secretário-executivo", por exemplo?
Muito agradecido.
Os dialectos em Portugal
Qual a forma correcta de escrever?
Em Portugal, para além do “mirandês”, há mais algum dialecto?
Confesso nunca ter lido nada sobre o assunto mas julgo não existirem mais nenhuns dialectos em Portugal, quer continental, quer nos arquipélagos dos Açores e/ou da Madeira.
As diferenças que existem entre os discursos das gentes de Lisboa, do Porto, do Alentejo, de Trás-os-Montes, das Beiras ou do Algarve, da Ilha da Madeira ou da Ilha de S. Miguel, etc., são muito mais de “sotaque”, de “calão” e de utilização de vocábulos e expressões muitas vezes até desconhecidos noutras regiões.
Não concebo, portanto, que numa faculdade de Letras, numa universidade se peça a uma aluna que apresente um trabalho sobre o dialecto lisboeta em confronto com os “alentejano”, “transmontano” e “tripeiro”.
Por favor elucidem-me se estiver errado.
A expressão «a salvo»
O pai chega para a filha e diz: «Que bom que você está a salvo.»
Não seria: «Que bom que você está a salva»?
Desde já agradeço!
A classificação de «a seguir» na frase «A seguir, vou estudar Português»
Na frase «A seguir, vou estudar Português» o que é «a seguir»? Trata-se de uma locução adverbial de tempo?
Obrigada.
