DÚVIDAS

Bilião = 1 milhão de milhões
O que é um bilião? Recentemente fui confrontado com um «problema»: escrever por extenso, e utilizando a unidade monetária (o escudo), a quantia de um milhão e setecentos mil contos. A minha primeira opção foi escrever um bilião e setecentos milhões de escudos. Contudo, e por que não estava certo da minha escolha, coloquei a questão a terceiros. A discussão foi enorme — um bilião não é um milhar de milhões, mas sim um milhão de milhões — e não houve consenso.
Internet e internet
A propósito da inicial desta palavra desejo lembrar que as palavras inglesas "internet" e "Internet" referem duas coisas diferentes. Em português, além do significado de "Internet", parece-me que "internet" é usada também com dois significados. Para compreender este fenómeno, talvez seja necessário conhecer um pouco da história recente da tecnologia da informação. De acordo com os cientistas e técnicos, em 1968 uma agência americana de projectos de investigação avançada (ARPA) decidiu trabalhar sobre um projecto que permitiria interligar os vários computadores dessa agência. A esta interligação de computadores chamaram rede (em inglês "net") e o projecto foi usado com sucesso pela primeira vez em Outubro de 1969. Nessa altura, chamavam-lhe ARPANet. Em 1974 os investigadores desenvolveram uma linguagem comum de comunicação entre diferentes redes de computadores, e chamaram-lhe "transmission control protocol/internet protocol" (TCP/IP). Quando se refere o protocolo internet, a grafia é com letra minúscula. Depois desta data surgiram tantas redes de computadores e tantos protocolos de comunicação distintos que o sistema se tornou caótico. Finalmente, em 1982 decidiu-se a nível internacional adoptar os protocolos TCP/IP para comunicação entre as várias redes existentes, e chamar Internet à enorme rede assim obtida. Esta rede merece ser escrita com maiúscula! A internet a que actualmente nos referimos é um caso particular da Internet. Trata-se de um projecto criado em 1989 por cientistas do CERN, em Genebra, com o objectivo de facilitar a pesquisa de documentos. Em 1991 esse projecto foi disponibilizado para uso público com o nome "World Wide Web", ou WWW. Trata-se de um conjunto de ficheiros de hiper-texto (porque contém textos, sons e imagens), residentes em vários computadores, e que podem conter informações sobre como consultar outros ficheiros que podem estar, eventualmente, noutros computadores. Não conheço nenhuma tradução aceitável para "World Wide Web", e habituámo-nos a chamar-lhe "a internet". Os anglófonos chamam-lhe "Web" (Teia), e escrevem com maiúscula. Resumindo: se nos referimos à rede de redes de computadores mundial, usamos a letra maiúscula – a Internet. Se nos referimos a um dos protocolos de comunicação de dados usado por essa rede, devemos usar a letra minúscula – protocolo internet. Se nos referimos à informação ligada por ligações de hiper-texto, usamos também a letra minúscula – a Internet. Neste último caso julgo que deveríamos usar outro nome, mas este já está a generalizar-se e parece-me que será difícil mudar os hábitos. Parabéns à equipa por esta página da internet!
As palavras vendável e vendível
A minha dúvida é referente às palavras vendável e vendível. A opinião que eu tinha (e ainda estou reticente em mudar) era de que a palavra vendável se referia a algo que se pode vendar, e vendível, a algo que se pode vender. No entanto, depois de várias situações em que ouvi usar vendável para vender, fui consultar dicionários, e qual não foi o meu espanto quando vi que vendável remetia para vendível, tendo por isso o mesmo significado. Gostaria de saber se podemos usar as duas palavras aplicadas a algo que se pode vender e, nesse caso, que palavra se usa para algo que se pode vendar.
A colocação do advérbio também
Antes de mais nada, gostava de dar os meus parabéns à equipa do Ciberdúvidas pela criação deste sítio. É excepcional! A dúvida que gostava de expor ao Ciberdúvidas reside na colocação do advérbio também. Agradeceria que comentassem a sua colocação nas frases seguintes: a) «Eu também fui a Vila Real.» b) «Também eu fui a Vila Real.» c) «Eu fui também a Vila Real.» d) «Eu fui a Vila Real também.» Empiricamente, uso a alínea a), mas encontro muitas pessoas a usarem a alínea b) e algumas a usarem a d). Como fui ensinada a colocar alguns advérbios junto ao verbo, parto do princípio que a alínea c) também está correcta; no entanto nunca a uso, pois a frase não parece fluir tão bem como a a). Agradeço desde já a atenção dada à minha questão.
Casos de sujeito do verbo haver
Nós somos um grupo de estudantes que gostara de tirar uma dúvida em relação ao verbo haver. Estamos a elaborar um trabalho onde temos de saber a diferença entre o havia e o haviam, mas surgiu uma dúvida. Sabemos que na utilização do havia não há sujeito, e que na utilização do haviam existe sujeito, mas, se o sujeito no haviam for «ele», continua a ser haviam, ou passa para havia? Por exemplo, na frase: «Ele informou os colegas que haviam perdido a pen
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