DÚVIDAS

Podemos e pudemos
Há uma questão que eu queria esclarecer. Ao conversar com um falante nativo de português europeu, aprendi que existe uma diferença entre a pronúncia do verbo podemos no presente, com e fechado, e pudemos no passado, com e aberto. Imagino que isso se aplique também aos outros verbos da segunda conjugação. Tentei aprofundar o assunto na Internet, mas não encontrei nada. Podiam direcionar-me para algum recurso sobre esse tópico? Obrigado.
Maiúsculas em cargos e órgãos específicos
Trabalho numa instituição de ensino superior e tenho algumas dúvidas relativamente ao uso de maiúsculas em cargos e órgãos específicos da instituição. I – Cargos Por exemplo, quando me refiro, num regulamento interno, ao coordenador de curso, faço-o sempre utilizando a maiúscula para as duas palavras. No entanto, li numa resposta anterior que os substantivos "senador", "professor", "director" entre outros, se escreviam com minúsculas. É incorrecto escrever "Coordenador de Curso" ou "Director de Departamento", no âmbito de um regulamento interno? II – Órgãos específicos Como, por exemplo, a expressão "Comissão de Estágios" ou "Júri de Avaliação" está correcta ou deveria ser escrita em minúsculas? Antecipadamente grata.
Sobre o verbo “ociar”
Num livro que lia, encontrei o verbo "ociar". Fácil de compreender o seu respectivo significado, principalmente para quem conhece as palavras; ócio s.m., ocioso (ô) ociosa (ó) ociosos (ó) ociosas (ó), ociosidade s.f., ociosamente . (Do verbo lat. , otiāri) = Repousar Além de eu ter uma pequeníssima memória da sua existência nos meus tempos idos, a dúvida foi mais forte e pensei que fosse um neologismo.  Pesquisando na net, encontrei-a no espanhol (ociar) e no italiano (oziare), nada no português ou galego. Pesquisando em dicionários do século XIX, encontrei o verbo ociar. Como já tivemos este verbo, não é um neologismo, mas um arcaísmo, mas, como parece que o verbo está a ser reintegrado no nosso dia a dia, poder-se-á dizer que é um paleologismo? Neologismo = é o emprego de uma nova unidade lexical. Arcaísmo = emprega de modo passivo uma palavra que já não pertence ao âmbito lexicográfico. Paleologismo = é o reemprego de uma palavra que já existiu na língua, entrou em desuso e foi reincorporada.  Além de que a palavra "paleologismo" parece ser um neologismo, porque não a consegui encontrar nos dicionários portugueses mais famosos. Parece que temos que dar graças ao google.  Obrigado. 
Como referenciar uma citação bíblica ao longo de um texto
Gostaria de saber se existe alguma regra específica para citações bíblicas no meio de um texto. Ex.: «Quantos de nós nos revemos neste episódio: "E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?" (Mateus 14:31)», ou «Quantos de nós nos revemos neste episódio: "E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?" , Mateus 14:31». Coloco o livro, capítulo e versículo entre parênteses, ou não? Grato pela vossa ajuda.
«Nada tem a haver...» e «nada tem a ver...»
A questão que coloco prende-se com a frase abaixo descrita, num contexto de crítica política: 1 — «... nada tem a haver daí, dado que...», no sentido de não poder retirar dividendos pessoais ou políticos sobre determinada obra. 2 — Está a construção da frase correcta, ou deverá ser — «... ele nada tem a ver daí, dado que...»? Como defendo a primeira forma, gostaria de ser esclarecido sobre o assunto. Aproveito a oportunidade para enaltecer o trabalho excelente desenvolvido por essa equipa maravilhosa. Adoro a língua portuguesa e, por essa razão, sou um dedicado leitor do Ciberdúvidas.
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