DÚVIDAS

Som i e escrita em e
Sempre tive muitas dúvidas quanto à pronúncia de certas palavras, como seja «feminino», «esquisito», «Dinis» e «militar». Será que há alguma regra que diga que dois i, quando são separados por uma consoante, deverá o primeiro ser pronunciado como se de um e se tratasse? eguindo o mesmo raciocínio, será que a regra para palavras como «elemento» e «Helena» é que o primeiro e se pronuncia como i?
Símbolo da unidade litro
Lendo a resposta à pergunta de uma consulente sobre o emprego de maiúsculas nas unidades de peso, capacidade, etc., fiquei surpreendida com o facto de as regras terem mudado. Quando ocorreu essa mudança e qual o documento/convenção/acordo em que ficou consignada? Gostaria de vos pedir que me facultassem as referências necessárias. Espero que não se trate de mais um fenómeno de seguidismo ortográfico/linguístico típico, resultante de um decalque das regras da literatura técnica de origem anglo-saxónica (esses, sim, sempre utilizaram «L» como abreviatura de litro). Normalmente, o Sistema Internacional de Unidades tem algo a dizer na matéria. Não me alongo, porém, uma vez que não estou bem informada sobre estes problemas. Parabéns pelo vosso trabalho!
A cada hora / a toda a força
Aprendemos, nas gramáticas, que: 1) Não há crase antes de pronome indefinido, exceto outra; 2) já, em locuções que tenham por núcleo uma palavra feminina, existe, no entanto, a crase. Certo. A dúvida, então, é se a crase estará presente ou não em locuções, como por exemplo as adverbiais, que sejam compostas por pronome indefinido colocado imediatamente após o "a", do tipo: a(à) toda força, a(à)cada hora, etc. Usadas, quem sabe, numa frase assim: "Ele remava a(à) toda força e parava a(à) cada hora para descansar." Muito Obrigadas.
Sobre a dupla negação: «não... nenhum»
Mesmo depois de ter consultado diversas obras de referência e lido os vários artigos sobre esta questão no Ciberdúvidas, continuo com dúvidas: é incorreto escrever «Ele não tem qualquer razão», com o significado de «Ele não tem nenhuma razão»? É que fico com a sensação de que, na segunda frase, a existência de dois elementos de caráter negativo (não e nenhuma) faz com que se anulem um ao outro, à semelhança da matemática, em que menos por menos dá mais. Assim, será que ao escrever «Ele NÃO tem NENHUMA razão» não estaremos a dizer que ele tem ALGUMA razão (se não tem "nenhuma" é porque tem "alguma")? Sei que os puristas são contra este uso de "qualquer", mas a língua evolui, ou não? Agradeço a atenção e aproveito a oportunidade para vos felicitar pelo vosso magnífico trabalho neste sítio que tão bem defende a nossa amada língua.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa