DÚVIDAS

Composição morfológica vs. composição morfossintáctica
Em Mira Mateus [et aliae, Gramática da Língua Portuguesa, Lisboa, Editorial Caminho, 2003], a palavra composta luso-brasileiro é considerada dentro dos compostos morfológicos com uma estrutura de coordenação, enquanto surdo-mudo já é classificado dentro dos compostos morfossintácticos com um estrutura de conjunção. Não percebo a diferença até porque surdo e mudo tanto podem ser adjectivos como nomes. Será que me podem clarificar estas classificações?
Ainda pré-estabelecido e preestabelecido
Em 2006, o Ciberdúvidas informou o seguinte: «Pré-estabelecido e preestabelecido [Pergunta] Tenho visto pelo menos três versões: pre-estabelecido (menos comum); pré-estabelecido; e um moderníssimo preestabelecido em documentos oficiais. Como devo escrever? Aproveito para vos agradecer pelo vosso fantástico site. Tem sido preciosa a vossa ajuda! Vanda Meneses Santos :: Professora :: Portugal [Resposta] O prefixo tem duas formas: pré- (com hífen) e pre- (sem hífen). Poderia escrever-se pré-estabelecer, mas dicionários recentes (dois portugueses e um brasileiro, a saber, o Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, o Grande Dicionário da Porto Editora, e o Dicionário Houaiss) registam só preestabelecer. Deste modo, porque já há uma forma dicionarizada e porque a pergunta é relativa ao particípio passado deste verbo, recomendo preestabelecido. Carlos Rocha :: 06/04/200» Minhas considerações: Eu já usava preestabelecido antes mesmo de encontrar a resposta acima, e é a forma que considero mais adequada, prática, moderna, sem mencionar que ainda iria mais longe: escreveria "prestabelecido" (crase e + e), exatamente como falamos. Todavia, como fazer agora, após a recente Reforma Ortográfica? Afinal, a nova regra é sempre usar o hífen com pré, pró, etc.
«Em meio a» = «em meio de»
Essa expressão, «em meio a», acaso tem alguma legitimidade, ou é [uma particularidade do português  do Brasil]  brasileira sem sentido, à semelhança do «por que...?», em vez de «porque...?»? É que a tenho encontrado unicamente entre brasileiros, e sempre lhes respondo que é erro, e que não faz sentido nenhum, e que correcto é «no meio de», porque não se está em meio a alguma coisa, mas, sim, no meio de alguma coisa. Frases como estas: «tenho uma casa em meio à floresta», «em meio ao espectáculo, ele levanta-se e vai-se», «em meio à contenda, ele desmaia»: isto faz algum sentido? Não é evidente que deve ser: «tenho uma casa no meio da floresta», «no meio do espectáculo, ele levanta-se e vai-se" (ou, também, «durante»), «e no meio da contenda, ele desmaia»(também faria sentido usar «durante»)?
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