DÚVIDAS

Sobre a dupla negação: «não... nenhum»
Mesmo depois de ter consultado diversas obras de referência e lido os vários artigos sobre esta questão no Ciberdúvidas, continuo com dúvidas: é incorreto escrever «Ele não tem qualquer razão», com o significado de «Ele não tem nenhuma razão»? É que fico com a sensação de que, na segunda frase, a existência de dois elementos de caráter negativo (não e nenhuma) faz com que se anulem um ao outro, à semelhança da matemática, em que menos por menos dá mais. Assim, será que ao escrever «Ele NÃO tem NENHUMA razão» não estaremos a dizer que ele tem ALGUMA razão (se não tem "nenhuma" é porque tem "alguma")? Sei que os puristas são contra este uso de "qualquer", mas a língua evolui, ou não? Agradeço a atenção e aproveito a oportunidade para vos felicitar pelo vosso magnífico trabalho neste sítio que tão bem defende a nossa amada língua.
A cada hora / a toda a força
Aprendemos, nas gramáticas, que: 1) Não há crase antes de pronome indefinido, exceto outra; 2) já, em locuções que tenham por núcleo uma palavra feminina, existe, no entanto, a crase. Certo. A dúvida, então, é se a crase estará presente ou não em locuções, como por exemplo as adverbiais, que sejam compostas por pronome indefinido colocado imediatamente após o "a", do tipo: a(à) toda força, a(à)cada hora, etc. Usadas, quem sabe, numa frase assim: "Ele remava a(à) toda força e parava a(à) cada hora para descansar." Muito Obrigadas.
Comummente vs. comumente
Quero desde já dar os meus parabéns a esta janela. Sou estudante de Engenharia Electrotécnica, e venho por este meio colocar esta questão da discrepâcia (ainda) de uma  ortografia comuum no Brasil e em Portugal (...)  Precisando frequentemente de consultar livros do ramo da engenharia escritos em português do Brasil, confronto-me constantemente com grafias que me são estranhas. É o caso de  comumente, por exemplo.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa