Sinal =
Numa expressão matemática qual é a forma correcta de colocar o sinal =? O sinal = deve ser colocado separado de qualquer um dos termos a que se refere ou ligado a um deles? Por exemplo: N = 20 N= 20 N =20
«Em terra de cegos, quem tem um olho é rei» e «Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento»
Qual o significado denotativo e conotativo dos provérbios «Em terra de cegos, quem tem um olho é rei» e «Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento»?
Competências "vs." atribuições
A lei n.º 159/99 estabelece o quadro de transferência de atribuições e competências para as autarquias locais. Gostaria que me explicassem, neste caso, qual a diferença entre atribuições e competências? Obrigado.
As regras da concordância em frases com percentagem
Gostaria de um comentário a estes exemplos, retirados de um jornal:
«82,5% defende cortes nas despesa em vez de aumentos de impostos… [sem vírgula…]
«81,5% não aprova a acção deste governo.» [Em ambos os caso, estava implícito “dos inquiridos”, “dos portugueses”.]
«PS à frente nas intenções da amostra de voto. 81,5 % da amostra “desprova” acção do governo.»
«…. No barómetro “i”/Pitagórica, realizado já depois de serem conhecidas as linhas gerais do documento Gaspar,, 81,5% dos inquiridos “desaprova” a forma como o executivo está a governar o país.»
«…Numa escala de 0 a 20, 29% dos inquiridos avaliam o governo na faixa entre os 8 e os 14 pontos. Apenas 10,2% dos inquiridos se aproximam da avaliação entusiástica (na escala, entre os 15 e os 20).»
«82,1% prefere que o governo corte na despesa pública em vez de de aumentar impostos.» [implícito: dos inquiridos.]
Até (preposição e advérbio)
Tenho tido certas dúvidas, em relação à palavra "até". Sei que é adjectivo e preposição. Mas quando é que é um caso ou outro?
Se chama ou chama-se?
Se o v/ (louvável) objectivo é ajudar-nos a bem falar português, não vos parece que frase do tipo daquela que consta da v/ resposta a "penalty", qualquer coisa como (cito de memória): "...para o que em Portugal chama-se...", em vez de "...para o que em Portugal se chama..." não são o melhor contributo possível, pelo menos para o português de Portugal? Podiam, pelo menos, dar duas respostas, ou indicar que a resposta é dada por alguém que fala português do Brasil, não vos parece?
Complemento do nome vs. modificador
Sempre me dei bastante bem com a gramática. Contudo, neste momento, começo a ficar um pouco confusa com algumas funções sintáticas. Tento fazer alguns exercícios para estudar e tentar perceber bem, mas acabo sempre por desistir, já que fico bastante frustrada comigo mesma por errar e parecer cada vez mais confusa a cada exercício que faço. A minha dúvida é: como posso identificar (e "distinguir") bem, em qualquer frase, os modificadores (do nome, do grupo verbal e o apositivo) e o complemento do nome?
Obrigada desde já!
Tratamento formal dos juízes
Gostaria de saber ao certo qual a forma correta de tratamento formal para os juízes; se V. Ex.ª ou V. S.ª ou Meritíssimo Sr.
A diferença entre que e «o qual»
Gostaria que respondessem à seguinte pergunta:
Qual a diferença entre que e o/a/os/as qual(ais)?
Tenho estado a investigar no vosso sítio, mas até agora ainda não encontrei a resposta.
Fui igualmente a alguns sítios brasileiros da Internet (porque não encontrei nenhum português) e há dois que dizem que, se que for um pronome relativo, pode sempre ser substituído por qual. Mas há certas frases em que isso me soa terrivelmente mal. P. ex.: «O rapaz "o qual" tinha medo do escuro venceu os seus obstáculos» ou ainda: «Estavas à procura do livro o qual encontrei.»
Também encontrei num desses sítios a seguinte regra: quando uma preposição antecede o pronome relativo, caso [a preposição] possua uma sílaba usa-se que ou quem, caso possua duas ou mais sílabas usa-se qual. Deram os seguintes exemplos: «O homem com quem falei era muito rico» e «O restaurante sobre o qual te falei foi comprado pelo meu irmão.»
Começo a ficar francamente confuso, porque não sei se isto se aplica ao português europeu e se de facto está correcto e se há mais diferenças entre o português europeu e o português brasileiro do que aquelas que são óbvias.
Agradeço desde já a atenção dispensada.
Sobre a dupla negação: «não... nenhum»
Mesmo depois de ter consultado diversas obras de referência e lido os vários artigos sobre esta questão no Ciberdúvidas, continuo com dúvidas: é incorreto escrever «Ele não tem qualquer razão», com o significado de «Ele não tem nenhuma razão»? É que fico com a sensação de que, na segunda frase, a existência de dois elementos de caráter negativo (não e nenhuma) faz com que se anulem um ao outro, à semelhança da matemática, em que menos por menos dá mais. Assim, será que ao escrever «Ele NÃO tem NENHUMA razão» não estaremos a dizer que ele tem ALGUMA razão (se não tem "nenhuma" é porque tem "alguma")? Sei que os puristas são contra este uso de "qualquer", mas a língua evolui, ou não?
Agradeço a atenção e aproveito a oportunidade para vos felicitar pelo vosso magnífico trabalho neste sítio que tão bem defende a nossa amada língua.
