A etimologia da palavra amém (ámen/âmen)
Gostaria de saber o significado etimológico da palavra «amém».
A 1.ª pessoa e o discurso directo
Estou com uma dúvida sobre textos narrativos. Quando narramos em 1.ª pessoa, usamos sempre o discurso direto? E o que são rubricas que servem de orientação para atores e diretor?
Obrigada!
A palavra nem e os advérbios de negação
Na Gramática Universal da Língua Portuguesa, de António Afonso Borregana, a palavra nem aparece no quadro dos advérbios de negação. Procurei informação em outras gramáticas e encontrei uma grande diversidade de informação. Pergunto:
1. Nem, além de conjunção, também pode ser advérbio de negação? Em que casos?
2. Apenas a palavra não é advérbio de negação, ou também nunca e jamais?
Em Celso Cunha e Lindley Cintra apenas figura não como advérbio de negação...
Obrigada.
Mais grande
Por que razão pode-se dizer «mais pequeno» e não se pode usar «mais grande»?
«Ter de ser» e «ter que ser»
Qual a forma correcta: «terá que ser» ou «terá de ser»? E porquê?
Muito obrigada.
Expressões adverbiais e o uso da vírgula
Tenho algumas dúvidas sobre a utilização da vírgula em algumas expressões adverbiais. Em particular, não sei até que ponto a entoação que se quer conferir à frase pode ser um factor determinante para a introdução ou não da vírgula. Por este motivo, gostaria de pedir a vossa opinião sobre o uso da vírgula nos seguintes exemplos: (1) Podemos, efectivamente/com efeito, concluir que... (2) Podemos concluir, efectivamente, que... (3) Efectivamente, podemos concluir que... (4)Podemos, assim, concluir que... (5) Podemos, de certo modo, dizer que... (6) Ele é, provavelmente, o melhor aluno. (7) Os nórdicos são, em geral, altos.
«Porque é que» (e não «"porquê" que»)
Por favor, me esclareçam porque é que não podemos dizer «porquê que»? Por exemplo: «Porquê que estás a estudar?»
Agradecimentos antecipados.
Fúcsia e fúchsia
Gostaria de saber qual a maneira correcta de escrever a cor aproximada de magenta, uma vez que já ouvi dito de duas maneiras diferentes: "fuscia" e "fucsia". Gostaria de saber também a origem da palavra.
Grata pela atenção.
Uso do prefixo des-
Gostaria de saber qual o motivo de se usar estes prefixos ("dês-", "desen-", "desis-") nas mais diversas palavras, como desistir, desenterrar, desenfreado, etc.
Gostaria de saber se estes prefixos denotam intensidade, efeito contrário, ou qual o significado de serem usados nestas palavras.
Aguardo resposta.
Obrigado.
Ainda o «sobretudo, eu imagino que...»
A propósito da resposta «Sobretudo, eu imagino que...», recordo que sobretudo significa aqui acima de tudo. Deverá preceder o verbo, pois é como que um ponto prévio que diz respeito a toda a frase (e não apenas ao predicado), não devendo colocar-se entre o predicado (imagino) e o complemento directo (a oração integrante que se vai seguir, iniciada por “que”). Se se quiser colocá-lo após o verbo, então deverá ser isolado por vírgulas, de modo a que o predicado não fique separado do complemento directo. Sendo assim, ao contrário do que responde Maria Regina Rocha, acho que a frase do consulente («Eu imagino sobretudo que...») pode ser considerada correcta. O próprio Ciberdúvidas (in «Expressões adverbiais e o uso da vírgula», resposta de Teresa Álvares) cita Sá Nogueira: «Os advérbios pospõem-se em regra aos verbos, mas também podem antepor-se, e, quer num caso quer no outro, nunca se separam por vírgulas, a não ser quando haja alguma intercalação.» Na frase em questão, penso que o uso (ou o não uso) da vírgula dependerá daquilo que se quiser dizer. Como não temos contexto, não saberemos qual será a melhor forma, pelo que dificilmente poderemos avançar com algumas «formas correctas» e excluir dessa adjectivação outras formas que poderão ser igualmente correctas. Assim, é possível encontrar situações em que o uso da vírgula que nos sugere a Regina deturpa a ideia que se quer passar. Exemplos: Se eu quiser dizer que há algumas pessoas a imaginar um mundo melhor, mas que quem se destaca mais nesse sonho sou eu, digo: «Sobretudo eu imagino que o mundo pode ser melhor.» O José não liga muito a isto, a Ana interessa-se um pouco, mas sou sobretudo eu (sem vírgula) quem imagina que o mundo pode ser melhor. Outro exemplo: Há pessoas que crêem que o Benfica vai ser campeão; outras desejam que o Benfica seja campeão; outras rezam para que o Benfica seja campeão. Eu faço um pouco disso tudo, mas há uma coisa que eu faço mais que isso: «Eu sobretudo imagino que o Benfica vai ser campeão.» Faço muitas coisas, mas sobretudo imagino. De novo sem vírgulas. Não pode ir entre vírgulas, como se fosse assessório, pois sem ele a frase não faz sentido. Aqui, o advérbio entre vírgulas admitia-se apenas se se quisesse enfatizar. Agora vamos supor que imagino muitas coisas. De todas as coisas que imagino, há uma que me ocupa o espírito mais frequentemente que as demais. Então, poderia dizer-se: «Eu imagino sobretudo que Portugal vai longe neste Euro 2004.» Também imagino que Portugal vai jogar melhor que nunca, imagino que a lesão de Figo vai ser debelada, sim, imagino isso tudo, mas imagino sobretudo que Portugal até nos vai pregar uma enorme surpresa. Novamente sem vírgulas. É a diferença entre «tocar muitas vezes à campainha» (sem vírgulas = tocar 854 099 284 vezes à campainha) e «tocar, muitas vezes, à campainha» (com vírgulas = tocar frequentemente à campainha). Por tudo isto, considero que a frase da consulente não estará necessariamente errada, sobretudo porque não se sabe que ideia se pretende veicular (e repare-se que este sobretudo que acabei de usar também não seguiu entre vírgulas). Ou estarei, afinal, errado, eu?
