«A sede local do Ciberdúvidas, ao bairro da Vila Alice, é grande», ou «Houve algazara na Rua n.º 21, à Vila Alice»?
Apresento-vos estas duas frases para perguntar se é correto dizer-se «à vila» em vez de «na vila», neste tipo de construção fraseológica.
Por estes dias, uma amiga chegou com a seguinte frase para mim:
«Quando olhei pela janela, aquele garoto estava ao portão.»
No mesmo momento achei estranho o uso do «ao», pois eu usaria «no». Perguntei para a minha família, e todos acharam que «ao» estava errado.
Mas quando falei o que achava para minha amiga, ela se defendeu dizendo que usa o «ao» em outras frases como «está ao telefone» e «ele está à porta».
Mais uma vez, eu e minha família achamos que as frases também estão erradas, mantendo nossa opinião quanto o «ao».
Mas por o verbo estar ser um verbo um pouco difícil de se lidar, pois pode ser VT, VI ou VL, eu não soube explicar porque achei errado e nem pesquisar como seria certo. Por isso gostaria de saber, o verbo estar, nesse caso, aceita preposição? E por quê?
Obrigada.
«O João ligou-me (telefonicamente)» equivale a «O João ligou para mim»? Suspeito que, em termos linguísticos europeus, «ligou-me» está correto! E «ligou para mim» também?
Qual dessas duas frases está correta?
«Não gosto do jeito dele falar.»
«Não gosto do jeito de ele falar.»
Grata.
Queria saber se na seguinte frase podemos, de facto, usar a forma contraída dum ou se temos de usar a expressão de um: «Preciso dum favor teu.»
Qual das sequências está correta?
«Elevar as expetativas no tratamento»,
ou
«Elevar as expetativas do tratamento»?
A frase está a referir-se a uma nova terapêutica com resultados significativamente superiores aos existentes anteriormente.
Gostaria de saber se há uma explicação para o fato de dizermos:
«O comboio passou pelo Porto», e não dizermos «O comboio passou pela Lisboa», mas, sim, «... por Lisboa». E, então por que não dizemos também «... por Porto»? Precisava de explicar esta diferença a uma aluna chinesa e não consegui encontrar uma justificação clara.
Embora haja uma anterior resposta sobre a regência do verbo parecer, continuo com a dúvida. Devo dizer «Não és nada parecido com o teu irmão» ou «Não és nada parecido ao teu irmão»?
Pelo mesmo motivo por que se diz «é hora de a onça beber água», poderia eu dizer «faz-se referência a a auditoria ter sido conduzida corretamente»?
Não sei exatamente o porquê, mas imagino que a resposta à minha indagação seja negativa. No entanto, soa-me no mínimo estranho dizer «faz-se referência à auditoria ter sido conduzida corretamente». Parece-me que, assim como na primeira frase não se junta de com a (por o verbo estar no infinitivo – aliás, olha aqui a mesma dúvida: «por o» ou pelo?), também na segunda não se deveria juntar a preposição a com o artigo a.
«Sentar na mesa», ou «sentar à mesa»? Se for «à mesa», porquê?
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