DÚVIDAS

«Não percebo nada de informática»
Precisava de ajuda para esclarecer as funções sintáticas presentes na frase "Não percebo nada de informática." Assim, pedia a vossa colaboração para responder às seguintes questões que surgiram em sala de aula: 1. O constituinte "de informática" é complemento oblíquo e "nada" (assumido como advérbio de quantidade e grau, tal como "muito" e " pouco") é modificador do grupo verbal? Ou 2. podemos considerar que o complemento direto é a expressão "nada de informática", ainda que não possa ser substituída pelo pronome de complemento direto, (a frase "Não o percebo.", não sendo agramatical, não tem o mesmo significado)? Parece-me mais ou menos claro que, se omitíssemos um destes constituintes e tivéssemos frases como: 1. "Não percebo nada." 2. "Não percebo de informática." o constituinte "nada" seria o complemento direto, na frase 1. e "de informática" o complemento oblíquo na frase 2. Ou estarei enganada? Agradeço, antecipadamente, a vossa colaboração. i
A sintaxe do verbo perguntar
Vi  [no Ciberdúvidas] que o verbo perguntar pede objeto indireto. Porém. o Google apresenta um dicionário exibindo o mesmo verbo como transitivo direto na primeira entrada com o sentido de "fazer pergunta(s) a; interrogar", e cita como exemplo a frase "o detetive perguntou todos os suspeitos". (Para abrir a página, procurar por "dicionário perguntar".) Gostaria que pudessem explicar o por quê da diferença. Obrigado!
Os complementos verbais do português entre falantes de espanhol
Sou professora de Português em Espanha e, com frequência, observo que os meus alunos elaboram frases como: – Gostaste do filme? Sim, gostei dele. – Pratico natação e como gosto muito dela, vou à piscina duas vezes por semana. Produz-me muita estranheza este uso do pronome pessoal para substituir realidades que não são pessoas. Nas minhas aulas, eu nunca uso o pronome pessoal nestas estruturas. Simplesmente respondo: – Gostaste do filme? Sim, gostei. / Gostei, gostei muito. – Pratico natação e como gosto muito, vou à piscina duas vezes por semana. Porém os meus alunos fazem estas pronominalizações de forma natural. Duvido que seja por influência do espanhol, dado que a construção deste verbo é completamente diferente. Penso que não é correto, mas, às vezes, já me fazem duvidar. Gostava de poder explicar bem o porquê e como não encontrei informação sobre o assunto, pensei que era uma boa questão para este espaço. Antes de acabar, queria deixar constância do meu mais sincero agradecimento pela extraordinária ajuda que este site me oferece na preparação das minhas aulas. Muito obrigada!'
O verbo trapulhar
Gostaria de saber o significado da palavra "trapulhar", que encontrei em uma carta de minha bisavó de 1902 na seguinte frase: «A Deia manda-te dizer que tem sentido muita falta dos noivos para trapulhar.» Envio a página da carta original onde se pode ver a frase que citei e o verbo misterioso (ver infra).Santa Maria (da Boca do Monte), onde nasceu e viveu a juventude minha bisavó, é uma cidade do interior do Estado do Rio Grande do Sul, com maciça colonização alemã, bem como numerosa comunidade afro-brasileira.Talvez o termo seja um "regionalismo", vá saber...Agradeço a atenção.
Presente do conjuntivo vs. futuro do conjuntivo
Qual é o tempo verbal mais adequado – presente do conjuntivo ou futuro do conjuntivo – às seguintes frases? Caso seja possível usar ambos os tempos verbais, existe alguma diferença de significado entre as frases resultantes? Quais as regras gerais de aplicação de um ou outro tempo verbal nas orações relativas? Podemos discutir outras propostas que considerem melhores. Podemos discutir outras propostas que considerarem melhores Podes escolher a casa que quiseres. Podes escolher a casa que queiras Podes escolher uma casa que quiseres. Podes escolher uma casa que queiras Aquele que quiser, pode vir comigo. Aquele que queira, pode vir comigo Podes fazer o que queiras. Podes fazer o que quiseres Fique onde eu lhe diga. Fique onde eu lhe disser.
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