«Ele assegura que ela dialoga»
O ato ilocutório assertivo na frase
«Ele assegura que ela dialoga»
«Ele assegura que ela dialoga»
Estou a estudar os atos ilocutórios e surgiu-me uma dúvida. Os atos ilocutórios têm em conta o locutor e os verbos que expressam a sua intencionalidade.
Tendo em conta este aspeto, na frase «O autor assegura que a personagem dialoga com os leitores», estamos perante um ato ilocutório assertivo ou compromissivo?
No manual, o verbo assegurar aparece na lista do ato compromissivo.
Muito obrigada pela ajuda.
Acrescentar e adicionar
No outro dia um americano perguntou-me a diferença entre adicionar e acrescentar, mas eu realmente não soube responder, dado que parecem ser verdadeiramente sinónimos.
Há alguma diferença?
Obrigada.
O verbo estrear-se
Gostava que me pudessem esclarecer se a frase «António Silva estreia-se a titular» (CNN Portugal – Jogo de preparação para o Mundial, Portugal vs Nigéria) está correcta.
O certo não seria «estreia-se como titular»?!
Obrigado.
Modalidade deôntica com valor de obrigação: «Não deves pisar a relva.»
Em frases do tipo «Não deves pisar a relva», estamos perante a modalidade deôntica de obrigação ou de permissão?
Grata pela vossa disponibilidade.
«Fazer uma pergunta» e «colocar uma questão»
Soa-me bem dizer: «fazer uma pergunta» e «colocar uma questão». Já me soa bastante mal: «colocar uma pergunta» e «fazer uma questão».
No entanto, ao ouvir repetidamente um colega dizer «deixe-me fazer-lhe uma questão» pergunto: esta frase está correta?
Muito obrigada!
Os valores modais de creio e acho
Qual a modalidade do enunciado «creio que o Ocidente está a perder a batalha intelectual, (…)»?
E o verbo achar configura a mesma modalidade?
Por exemplo, na frase «Acho que o José leu o romance», a modalidade é a mesma?
Obrigada.
Dêixis e o verbo saltar
Antes de mais, grata pelo vosso serviço.
Ao realizar um questionário com uma das minhas turmas, surgiu a seguinte questão:
Poderemos classificar o verbo saltar como deítico espacial, quando conjugado na 1.ª pessoa?
Obrigada.
Concordância da expressão «não poder deixar de ser»
As seguintes frases estão ambas certas, ou apenas a primeira?
«Os funcionários foram simpáticos, como não podiam deixar de ser.»
«Os funcionários foram simpáticos, como não podia deixar de ser.»
A primeira frase é de Mário Gonçalves Viana, no seu A Arte de Redigir, de 1951. Porém, em frases desse tipo eu costumo usar o verbo poder no singular. Está errado?
Muito obrigado.
Indicativo e conjuntivo: «não importa quais desafios nos aguardem»
Sabemos que o modo subjuntivo é usado com mais frequência acompanhado de algumas conjunções ou expressões impessoais. Mas ele também é o modo usado para indicar incerteza/possibilidade.
No caso a seguir, a frase indica incerteza/possibilidade, mas não há conjunção. Qual é a melhor forma de conjugar o verbo aguardar? «Aguardem» ou «aguardam»? O uso do subjuntivo, neste caso, é aceitável?
Não importa quais desafios nos aguardem, teremos força para enfrentá-los. / Não importa quais desafios nos aguardam, teremos força para enfrentá-los.
Sessepe, serelé, arredobrar-se (Guimarães Rosa)
Gostaria de saber o significado das palavras seguintes numa das obras de Guimalhães Rosa, que me custam bastante para encontrar alguma solução e que parecem regionalismo ou da invenção do autor pela minha dedução:
a. sessépe, serelé:
«O coelhinho tinha toca na borda-da-mata, saía só no escurecer, queria comer, queria brincar, sessépe, serelé, coelhinho da silva...» (as duas palavras indicam um tipo de coelhos? ou certo jogo? ou como?)
b. arredobrar-se
«o esperto do gato repulava em qualquer parte, subia escarreirado no esteio, mas braviado também, gadanhava se arredobrando e repufando, a raiva dele punha um atraso nos cachorros." (só posso reconhecer que o verbo indica uma acção, mas não sei qual.)
Obrigada.
