Uso dos demonstrativos esse e este, outra vez
Temos aqui uma dúvida sobre o uso de um pronome. O título do material diz: «Água. Se nesse assunto você tem dúvidas, nós temos soluções.»
A revisora insiste que o pronome correto seria neste, e eu concordo com ela. O diretor de criação insiste que seria nesse, e a especialista do Telegramática confirmou, com o argumento de o tema (água) ter sido citado antes, o que justificaria o nesse ao invés do neste.
Não estou convencida de o simples fato de a palavra ter sido escrita antes ser suficiente para mudar o pronome, sendo a água o único assunto tratado em todo o documento, não havendo um comparativo entre ela e outro assunto para determinar os pronomes.
Quem de nós está certo?
Obrigada desde já!
A função do pronome nos na frase «viram-nos na palestra»
Na frase «viram-nos na palestra», qual a função do «nos»? Que testes podem ser feitos para se concluir que é objecto directo ou indirecto?
Nós e "nós outros"
Em alguns lugares na Internet, usam «nós outros» e «nos outros» em vez de nós e nos. Isso é certo ou não? Qual é a diferença?
Nunca aprendi espanhol, mas sei que eles dizem nosotros. Por isso achei que talvez tenha origem na língua mais antiga.
A mesma coisa com vós.
Muito obrigado.
O pronome que
Na frase «Torna-se necessário avaliar a influência da impedância na tensão, que por sua vez influencia na corrente das cargas e vice-versa», o pronome que, com o uso da vírgula, está substituindo a palavra impedância, ou tensão?
«Fala-se muito deste filme»
Na frase «Fala-se muito deste filme», qual a função sintáctica desempenhada pelo pronome se, sabendo que o sujeito é indeterminado?
Antecedente do pronome relativo: definição
Gostaria de saber o que significa ser «antecedente de um pronome».
Por exemplo, na frase «A Inquisição era, portanto, um organismo com poderes extraordinariamente vastos, que atingiam todos os sectores da sociedade», qual é o antecedente do pronome que?
Obrigado.
Valor comparativo do relativo qual
Veja-se o seguinte passo: «Eles não deixaram seus corpos como pagãos, mas sim quais cristãos de fé vigorosa, um acreditando em Cristo antes de sua vinda, o segundo, depois dela.»
Considerando que o pronome quais está ali com o valor da conjunção como, não deveria estar no singular («qual cristãos»)?
A posição de Epifânio Dias sobre o caso é considerada canônica atualmente?
Obrigado.
A pronominalização de complementos directo e indirecto
Estamos a levar a cabo um pequeno trabalho sobre a pronominalização de complementos directo e indirecto. Temos vindo a verificar um fenómeno interessante: os falantes usam frequentemente -lhe em pronominalizações que deveriam ser -o/a ou -os/as. Exemplo: «Ele viu o João ontem à tarde» — *«Ele viu-lhe ontem à tarde», entre outros. Gostaríamos de saber se também verificou esta ocorrência e quais as possíveis explicações para este facto. Também gostaríamos de questioná-lo sobre a existência de algum artigo relativo a este aspecto que poderíamos consultar. Desde já agradecemos a sua atenção. Saudações linguísticas...
Compatibilidade de se com outros pronomes, novamente
Existe erro na construção da oração: «Intime-se-a acerca dos documentos juntados ao processo». É correto escrever «intime-se-a»?
«Falta-te juízo!»
É correto dizer: «Falta-te juízo!»? Em outras palavras, é possível usar pronome oblíquo de segunda pessoa quando o verbo pedir um objeto indireto? Seria melhor dizer: «Falta juízo a ti»?Sei que o mais correto seria dizer: «Falta-lhe juízo». Porém, quero manter a conjugação na segunda pessoa, como é possível?
Grato.
