Concordância com «um terço»
Gostava de saber como se deve fazer a seguinte concordância nesta frase: «Um terço das portuguesas é iletrado» «Um terço das portuguesas é iletrada» «Um terço das portuguesas são iletradas» A minha dúvida é, pois, saber como deve fazer-se a concordância verbal: com «um terço» (e, neste caso, no masculino ou no feminino) ou o termo preposicional «das portuguesas». Julgo que a regra será como o que aqui no Ciberdúvidas se escreveu sobre frases com percentagem ou com «maioria»/«maior parte», mas, confesso, no caso em apreço ainda não estou esclarecido. Muito obrigado.
A sintaxe de «valer a pena»
Deverá dizer-se «há coisas que vale a pena serem ditas» ou «há coisas que valem a pena ser ditas»? Porquê? Muito obrigada!
A expressão «Sim, senhor»
Li num prontuário que comprei a expressão «Sim, senhor» deve ser adaptada em função do receptor, ou seja: a uma mulher digo «sim, senhora»; a um homem, «sim, senhor»; a dois homens, «sim, senhores»; a duas mulheres, «sim, senhoras». É de facto assim, ou também posso usar «sim, senhor», independentemente de com quem falo? Antecipadamente, muito obrigado.
«Os determinantes» e «as determinantes»
Gostaria de saber se a palavra «determinante», enquanto substantivo, é masculina ou feminina. Na frase «os determinantes da adaptação à doença são a idade e...», por exemplo, dever-se-á utilizar «os determinantes» ou «as determinantes»?
O plural numa estrutura de coordenação
Pode-se dizer «as classes popular e aristocrática» ou «as classes populares e aristocráticas»? Ambas as frases estão corretas?
O plural de uma marca automóvel
Uma amiga minha estranhou um painel publicitário que dizia «Ganhe dois Jaguar». Segundo ela, o correcto seria «dois Jaguares». Para mim, como se trata de uma marca comercial, creio haver flexibilidade em se fazer a pluralização ou não. Neste caso até evidencia tratar-se de «dois carros de marca Jaguar» e não «dois jaguares», o animal da família dos felídeos. As respostas que encontrei relacionadas com plural de marcas comerciais não me satisfizeram.
Resolvi colocar a questão aos especialistas do Ciberdúvidas, que já tantas vezes me deram razão quando alguém me tentou impingir regras que desconhecia e não me faziam sentido, e com os quais tenho aprendido bastante.
Continuem com este excelente e verdadeiro serviço público que já há muito merecia apoio oficial. O que não falta é dinheiro público mal gasto neste país... mas o subsídio do Ciberdúvidas deve ter a melhor relação custo/benefício de tudo o que é gasto em cultura!
Com os melhores cumprimentos,
Sobre a palavra caixa automática
Na maioria dos documentos destinados ao pagamento de serviços é vulgar fazer-se referência ao «caixa automático», expressão contemplada no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa, que apresenta, como respaldo, uma notícia publicada no jornal Público. Como se isso fosse justificação!
Se é verdade que o adjectivo deve concordar com o substantivo, em género e número, caixa só pode ser automática e nunca automático. Quando caixa é apresentada no masculino (o caixa) sem dúvida que estamos perante o indivíduo que exerce essas funções em qualquer estabelecimento ou repartição. Mas esse, de automático nada tem. Assim, o que se encontra no Multibanco é a caixa automática e não «o caixa automático». Esta é a minha opinião. Gostaria, porém, de saber se a outra, a dos documentos para pagamento de serviços (e do tal dicionário) também se pode considerar correcta.
Os meus agradecimentos.
A sintaxe de fazer-se (= «fingir»)
Em relação à frase «As meninas se fazem de difícil», eu creio que ela esteja errada, mas ao inverter, ela parece estar correta. Sendo assim: «As meninas, de difícil, se fazem.» Mas se «difícil» é um adjetivo, o mesmo não deveria concordar com o nome com o qual está ligado? Ou seja, a frase não deveria ser: «As meninas se fazem de difíceis»? Além dessa dúvida, gostaria de saber também se «de difíceis» está funcionando como predicativo do sujeito. Se não estiver, qual é sua função na frase? Obrigado desde já.
O uso do advérbio menos no Brasil
Por que quando nos referimos a objetos ou situações é confuso com “menos”? Exemplo: «menos vinho, menas comida»? Seria errado. «Pouco vinho, pouca comida»? Está certo! Se existem mais erros, ai não me julguem, pois quem recorre é por que anseia saber.
Obrigado.
O uso de juro no singular e no plural
A palavra "juros" (ref. a finanças) pode ser usada no singular? O certo é dizer que ganhei 1% de juro ou de juros? Um professor doutor falou-me que só deveria ser utilizado no singular. Entretanto, o dicionário Aurélio, que tem lá os seus errinhos..., traz a palavra "juro" referindo-se a finanças. Agradeço e parabenizo novamente a equipe do Ciberduvidas, que muito tem ajudado aos estudiosos da língua portuguesa.
