Ainda «Complemento preposicional e construção de foco»
Na resposta a Jorge Botelho, em 24/6/2008, a professora Sandra Duarte Tavares deu como exemplo duas frases que valem um comentário. Ei-las:
2) «É de livros novos que a biblioteca precisa.»
3) «Do que a biblioteca precisa é de livros novos.»
Agora, o comentário: Na frase 2, verifica-se o composto expletivo «é que», que evidentemente pode ser elidido sem prejuízo do entendimento: «A biblioteca precisa de livros novos». Na frase 3, parece não ser assim. O «que», nessa frase, é um pronome que se refere a outro pronome, no caso o pronome o. Assim sendo, parece haver um de a mais no período. Talvez pudéssemos escrevê-la desta forma, para enfatizar a regência: «O de que a biblioteca precisa são livros». Ou, mais sonoramente: «Do que a biblioteca precisa são livros.»
Salvo melhor juízo.
As vírgulas em estrofe
Examine-se a estrofe seguinte:
«E seguem ambos a passo inteiro:
Um, sentindo o fardo aliviado,
O outro, vergado ao peso do madeiro»
Estão corretas as vírgulas após «Um» e «O outro». São elas de rigor?
Obrigado.
A sintaxe de esclarecer e informar, novamente
Quais das seguintes frases estão correctas?
a) Devemos esclarecer V. Ex.ª que, nesta proposta, não estão incluídos...b) Devemos esclarecer V. Ex.ª de que, nesta proposta, não estão incluídos...
a) Aproveitamos para informar V. Ex.ª que esta proposta é válida...b) Aproveitamos para informar V. Ex.ª de que esta proposta é válida...
Obrigado.
Sobre a elipse
Por mais que eu tenha exaustivamente lido sobre o assunto, não consigo identificar quando uma oração está elíptica ou não. Exemplo retirado de uma das provas de concurso mais conhecidas do Rio de Janeiro, Brasil:
Qualquer canção de amor
1 – É uma canção de amor
2 – Não faz brotar amor e amantes
3 – Porém, se esta canção
4 – Nos toca o coração
5 – O amor brota melhor e antes
(Chico Buarque)
O gabarito foi o seguinte: há elipse apenas na última frase, mas não há elipse na segunda frase. É isso que eu não entendo! Por que não há elipse na segunda frase?! Ajudem-me! Obrigado.
Abalar
No jornal Destak de 17/06/2008, encontrei na página 7, no preâmbulo de «Portugal com papel na solução da crise», a frase «Europa abalou com o Não da Irlanda ao Tratado».
O uso do verbo abalar, neste contexto, é incorrecto, não é? Suponho que abalar, aqui, tem a função de verbo intransitivo e, portanto, significa «sair» ou «retirar-se». Não se deveria reformular a frase como «Europa abalada pelo Não da Irlanda» ou «Europa abalou-se com o não da Irlanda»?
Continuem o excelente trabalho!
Complemento preposicional e construção de foco
Qual é a forma gramaticalmente correcta?
— «O que precisamos é de decisões atempadas e informadas por parte do responsável.»
— «O que precisamos são de decisões atempadas e informadas por parte do responsável.»
Ou poderão ser ambas aceitáveis?
Desde já agradeço e louvo o vosso serviço disponibilizado através do Ciberdúvidas.
A expressão temporal «todos os anos»
Estou fazendo um trabalho com meus alunos sobre animais em extinção e surgiu este problema: devo dizer que «determinado animal em quase todos os anos figura na lista tal» ou «quase todos os anos figura na lista tal»?
Muito obrigada.
A sintaxe do verbo perdoar
Qual é o correto: «Perdoai as nossas ofensas», ou «Perdoai-nos as nossas ofensas», uma vez que, no verbo perdoar, você perdoa alguma coisa ou a alguém?
Obrigada.
A vírgula em lugar de «por sua vez»
«Camões nasceu em Portugal. Cervantes(,) nasceu em Espanha.»
Tendo em conta a frase antecedente, será possível usar a vírgula que coloquei entre parêntesis? Pareceu-me um uso errado. Aparece num manual escolar e afirma-se que substitui expressões como «por sua vez» (a qual apareceria entre vírgulas). Afirma-se também que na segunda frase só se pode usar a vírgula se houver um contexto antecedente, pois de outro modo separaria sujeito de predicado. Será isto possível? Seria normal se o verbo nasceu fosse omitido, penso eu.
A função sintáctica de «mandar recado» numa frase
Na frase «ele ficou encarregado de mandar recado aos colegas», gostaria de saber qual a função sintáctica de «mandar recado». Muito obrigada.
