DÚVIDAS

Complemento do nome num predicativo do sujeito
Gostaria que me esclarecessem as funções sintáticas da seguinte frase: «Júpiter era o pai dos deuses.» Considero o seguinte: Júpiter – sujeito; era o pai dos deuses – predicado; o pai dos deuses – predicativo do sujeito; dos deuses – modificador restritivo de nome. A dúvida é se podemos incluir o modificador restritivo de nome no predicativo do sujeito, ou se tem de ser uma função separada deste. Desde já, o meu obrigada e os meus parabéns pelo trabalho realizado.
«Já que me não querem ouvir os homens»
(Padre António Vieira)
Atendendo às frases: «Já que me não querem ouvir os homens» (P.e António Vieira) e «Já que os homens não o querem ouvir», podemos dizer que o pronome me, tal como o pronome o, desempenham a função de complemento direto? Inicialmente, parecia-me inequívoca esta análise, mas, tendo em conta que é possível a construção «Já me ouviram muitos disparates», ponho duas hipóteses: 1.ª – trata-se de um complemento indireto (me); 2.ª – trata-se de um complemento direto e, no último exemplo, a construção exige e admite o complemento indireto (me – a mim) por conter um complemento direto (muitos disparates). Muito obrigada.
O verbo sentir na conjugação pronominal reflexa
Na frase em português «eu me sinto bem», o verbo é reflexivo, mas no inglês a frase fica assim: I feel good. A lógica no português é que neste caso a pessoa é praticante e vítima da ação ao mesmo tempo, mas no inglês não. Falando de uma maneira não gramatical, por que no português o verbo é reflexivo, e no inglês não? Por que existe a diferença na forma de pensar na ação (sentir) nessas duas línguas? A lógica não deveria ser a mesma?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa