DÚVIDAS

Novo acordo: Egito/egípcio e ótimo/óptimo
Desde já, gostaria de formalmente registar meu agradecimento à Vossa Senhoria D´Silvas Filho por ter-me tão gentilmente respondido noutra questão. Quanto a prolação do p em Egipto aí em Portugal e demais países lusófonos, vejo que a maioria, se não todos os especialistas, diz que é mudo; mas eu gostaria de saber o porquê de este mesmo p ser prolado no prefixo egipto em vocábulos como egiptologista, egiptólogo, egiptologia. Por que pode-se prolar o p num prefixo e não se pode prolar num substantivo — ou ao menos por motivo de congruência mantê-lo intacto em Egipto? E quanto a palavra óptimo — eu consultei o sítio da Academia Brasileira de Letras e vi que lá está, em seu vocabulário, consignada a forma vocabular tanto com p como sem ele; ficando óptimo ao lado de ótimo, pelo que entendi uma facultatividade aparente. Esta continuará lícita com a entrada em vigor do Novo acordo Ortográfico? Só passará a escrever-se ótimo sem o p em Portugal e demais países lusófonos? Obrigado por vossa atenção. Um grande e fraterno abraço para vós.
Maoismo de novo
Apesar de já ter lido em uma pergunta anterior sobre este assunto, ainda não me convenço de que a palavra maoismo deva ser grafada assim, pois, segundo o próprio texto do Acordo Ortográfico, «Admitem-se, todavia, excepcionalmente, à parte destes dois grupos, os ditongos grafados ae (= âi ou ai) e ao (âu ou au): o primeiro, representado nos antropónimos/antropônimos Caetano e Caetana, assim como nos respectivos derivados e compostos (caetaninha, são-caetano, etc.); o segundo, representado nas combinações da preposição a com as formas masculinas do artigo ou pronome demonstrativo o, ou seja, ao e aos.» Então o encontro vocálico do a + o de maoismo não é um ditongo, segundo o Acordo Ortográfico. Eu mesmo falo "ma-ô-ís-mo" (e acredito que a maioria das pessoas também fala assim) e não "mau-is-mo" (se fosse pronunciada desse modo, deveria ser escrita "mauismo"). Sobre a acentuação de paroxítonas em i ou u precedidos de ditongos, o texto diz: «Prescinde-se do acento agudo nas vogais tónicas/tônicas grafadas i e u das palavras paroxítonas, quando elas estão precedidas de ditongo: baiuca, boiuno, cauila (var. cauira), cheinho (de cheio), sainha (de saia).» Mas o mesmo texto diz que apenas ao, aos e Caetano (e seus derivados) são ditongos. O restante dos ditongos decrescentes deve ser grafado com i e u, e não com e ou o. Além disso, como se escreveria a palavra maoismo com a tônica no o? Então por que o VOLP prescreve que a grafia acertada é maoismo, maoista, taoismo, taoista, etc.? Obrigado por esclarecimento.
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