DÚVIDAS

Hipérbato vs. anástrofe
Entre colegas, surgiu uma discussão sobre um recurso expressivo na estância 19 d'Os Lusíadas: anástrofe ou hipérbato? Já no largo Oceano navegavam,As inquietas ondas apartando;Os ventos brandamente respiravam,Das naus as velas côncavas inchando;Da branca escuma os mares se mostravamCobertos [...] Nesta estância, podemos afirmar que estamos perante anástrofes em «Das naus as velas côncavas inchando» e «Da branca escuma os mares se mostravam/ Cobertos»? Considero que o hipérbato consiste numa alteração "violenta" na ordem natural da frase, como "os casos que o Adamastor contou futuros". Desde já, agradeço o vosso esclarecimento.
Sinédoque: «Ocidental praia lusitana»
Costumeiramente se afirma que no famoso verso de Camões «Que da ocidental praia lusitana» (Os Lusíadas, I, II) há uma sinédoque. Dizem que o poeta toma a praia por toda a nação portuguesa, mas o que me parece é que a expressão «ocidental praia lusitana» se refere ao porto de Lisboa, que fica na parte ocidental do país. Por tudo isso, peço humildemente que me expliqueis a correta interpretação do verso camoniano e como chegar a ela.
Alegoria no Auto da Lusitânia
Na obra Auto da Lusitânia, de Gil Vicente, a abordagem do tópico acima apresentado é lógica na relação de Sol e Lisibea? Coloco esta questão, visto que na obra não surgem grandes indicações quanto a este relacionamento. Aliás, com a leitura da segunda parte da farsa em análise, apenas se sabe que do amor de Sol e Lisibea resulta o nascimento da belíssima jovem Lusitânia... Agradecia um esclarecimento quanto a esta questão!
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