O termo reição (estudos linguísticos e literários)
Estou lendo o livro Aula, de Roland Barthes, e uma palavra me travou, nem Google ajudou: reição.
O contexto é: «assim, por sua própria estrutura, a língua implica uma relação fatal de alienação. Falar, e com maior razão discorrer, não é comunicar, como se repete com demasiada frequência, é sujeitar: toda língua é uma reição generalizada» (p. 13).
Muitíssimo obrigado!
Prosopopeia?
Esse trecho do poema de Cecília Meireles pode ser considerado como uma prosopopeia?
«E as borboletas sem voz
Dançavam assim veludosamente.»
A crase na ligação rítmica
Qual o nome que se dá à junção (na oralidade) de duas ou mais letras iguais, de palavras diferentes, quando colocadas umas a seguir às outras?
Por exemplo, na letra de uma música (a exemplo do que se passa em poesia), em casos como «repara agora» ou «esteja a conduzir»?, em que existe a mesma vogal no final de uma palavra e no início de outra(s)?
O herói de O Infante (Mensagem, de Pessoa)
A que herói o sujeito poético se refere no poema O Infante?
A figura de retórica enumeração
Preciso que me expliquem a enumeração. Poderiam-me facultá-la ?
Recensão crítica e análise crítica
Gostaria de saber, por favor, se uma recensão crítica é o mesmo que análise crítica.
O pleonasmo em «mar salgado»
(Mar Português, in Mensagem, de Pessoa)
(Mar Português, in Mensagem, de Pessoa)
Ó mar salgado, quanto do teu salSão lágrimas de Portugal!
A expressão «mar salgado» é um pleonasmo?
Os recursos estilísticos em «vai desmatando o amazonas de minha ignorância»
Qual a figura de linguagem na frase «e vai desmatando o amazonas de minha ignorância»?
«Sé catedral», pleonasmo?
É correta a designação «sé catedral»? Sendo expressão aceitável, trata-se de um pleonasmo, uma vez que ambas são referentes ao lugar da cadeira do bispo?
Parabéns pelo excelente trabalho e pela partilha.
A presença de oxímoro (revelador do desconcerto)
Veja-se a trova abaixo:
Se ouso me aproximar dela E sobre amor revelar tudo, Pouco ou nada se revela, Fico extático, fico mudo
Pode-se afirmar que há um paradoxo nos dois últimos versos, já que, ao mesmo tempo que «pouco ou nada se revela», o eu poético fica extático e mudo? Sendo paradoxo, seria um paradoxo "convencional", diga-se assim, do tipo «morte em vida»? Pois a uma afirmação (a não revelação do amor) é contraposta a descrição de um estado, que sutilmente indica que tudo foi de fato revelado.
