Início Respostas Consultório Área linguística: Tradução
Leandro Peres Estudante Monteiro, Brasil 2K

Na frase em português «eu me sinto bem», o verbo é reflexivo, mas no inglês a frase fica assim: I feel good. A lógica no português é que neste caso a pessoa é praticante e vítima da ação ao mesmo tempo, mas no inglês não. Falando de uma maneira não gramatical, por que no português o verbo é reflexivo, e no inglês não? Por que existe a diferença na forma de pensar na ação (sentir) nessas duas línguas? A lógica não deveria ser a mesma?

Renato de Carvalho Ferreira São Paulo, Brasil 411

Como bem sabido, as terminações -us do latim são, de praxe, transcritas no português como -o para uma enorme quantidade de termos e nomes, tanto da antroponímia como da toponímia. Gostaria de saber, considerando esse dado, se poderíamos admitir que vicus é passível de ser escrito como vico para determinar o termo romano para pequeno assentamento/aldeia e a unidade administração vinculada a este tipo de estrutura urbana. Bem sei que pagus [aldeia; pequena unidade administrativa] já chegou ao português desde muito cedo no português como pago (o que reforça o que disse acima), mas ainda me faltam fontes para vicus, mesmo sabendo que é tendência essa alteração.

Norberto Ponte Reformado Leiria, Portugal 493

Encontro no Dicionário Aulete, os verbos curiosar e curiosear. Este verbos são usados em Portugal?

Lino Mendes Montargil, Portugal 1K

Como é a tradução portuguesa de «stand-up comedy»?

Obrigado.

Júlio César Ferreira Reformado Vizela, Portugal 637

Oiço, com alguma frequência, os comentadores e relatores de desporto, principalmente de futebol, referirem : «este jogador é da "cantera" do clube...» Já vi em muitos dicionários e a palavra, em português, não existe.

O que significa e porque é tantas vezes referida?

José Carlos Amorim Reformado Lisboa, Portugal 787

Nas notícias à volta das acusações dos EUA contra a alegada espionagem informática da Rússia na recente campanha eleitoral norte-americana e a respetiva retaliação diplomática, surgiu mais um anglicismo: spearphishing. O termo designa a fraude electrónica contra alvos específicos para obtenção de dados confidenciais de terceiros. Qual poderia ser o equivalente em português?Já agora: e para o termo, também agora muito em voga nos media nacionais, «think thanks»?

Joám Maceiras A Corunha, Espanha 364

Como se diria "cuelga fácil" em português?

Obrigado.

Paulo de Sousa Tradutor Cascais, Portugal 769

A expressão inglesa dog-whistle politics («política do apito do cão» – alusão ao som alto emitido por um apito, o qual só um cão consegue ouvir) é sobretudo usada nos EUA quando, na mensagem política, são empregados termos e conceitos aparentemente inócuos, mas potencialmente controversos, e que apenas uma porção (fação) do eleitorado compreende e identifica, deixando a maioria na ignorância ou com uma ideia muito diferente.

Por exemplo, a atual candidata à presidência dos EUA, Hillary Clinton, diz que o seu adversário, Donald Trump, sobrevive à custa dessa prática política, referindo ainda que a dog-whistle politics não é solução para os problemas da América, e muito menos do mundo.

Considerando que política do apito do cão não seria entendível, pois não vigora (ainda) na linguagem corrente (nos países de língua inglesa, quando começou a ser usada há cerca de uma década, careceu de explicação por parte dos meios de comunicação social), pergunto: seria aceitável traduzir-se por «política demagógica», «política da demagogia» ou «demagogice política», ou talvez outra expressão que pudessem sugerir?

João Carlos Amorim Reformado Lisboa, Portugal 1K

Em inglês denomina-se crowdfunding o financiamento a partir de doações anónimas recolhido via Internet para o custeamento de determinados projetos ou iniciativas de relevância cultural, social ou outra. Como deveríamos optar pela sua equivalência em português?

Os meus agradecimentos.

João Daniel Filipe Professor Almada, Portugal 1K

Penso que já li todos os artigos do Ciberdúvidas sobre o plural de “curriculum”, mas em nenhum deles encontrei resposta para o seguinte: quem, em vez de dizer “os currículos”, prefere a forma latina “curricula”, não incorre em erro grotesco quando escreve expressões do género «os programas dos curricula» (em vez de «os programas curriculorum») ou «nos curricula deste curso» (em vez de «nos curriculis deste curso»)? Não seria mais coerente empregar sempre a forma portuguesa?