DÚVIDAS

A sintaxe do verbo informar
Exemplo 1: a) Informamos que, por imperativos legais, não nos é possível satisfazer o seu pedido. b) Informamos de que, por imperativos legais, não nos é possível satisfazer o seu pedido. c) Informamos que, por imperativos legais, não nos é possível satisfazer o vosso pedido. d) Informamos de que, por imperativos legais, não nos é possível satisfazer o vosso pedido. Exemplo 2: a) Estimado Cliente, informamos que, por imperativos legais, não nos é possível satisfazer o seu pedido. b) Estimado Cliente, informamos de que, por imperativos legais, não nos é possível satisfazer o seu pedido. c) Estimados Clientes, informamos que, por imperativos legais, não nos é possível satisfazer o vosso pedido. d) Estimados Clientes, informamos de que, por imperativos legais, não nos é possível satisfazer o vosso pedido. Qual será a frase correcta em cada exemplo e porquê?
O adjectivo facilitador
Consideram aconselhável a utilização da palavra «facilitador» no sentido do «instrumento/meio» que proporciona a efectivação de um plano? A expressão que pretendo construir é «Características de influência, factores de impedimento e ferramentas facilitadoras». Na verdade trata-se de ferramentas que permitem ultrapassar os obstáculos (à concretização do dito plano). É certo que poderei contornar a situação e trabalhar esta expressão de outra forma (nomeadamente respeitando a categoria das outras palavras e usando por exemplo «ferramentas de concretização») – de qualquer maneira, gostaria de ficar esclarecida sobre a utilização (ou não) desta palavra, já que não é a primeira vez que me deparo com ela. Muito obrigada.
Frases interrogativas directas de infinitivo
Examinem-se as seguintes frases: «Por que permitirmos em nossa vida o empenho de ser o que não quereríamos ser se soubéssemos o que queremos?» «Por que gritarmos tão alto, se ninguém nos pode escutar?» Nota-se que, nas duas orações iniciadas por «por que», há um verbo no infinitivo pessoal. Gostaria de saber como são elas classificadas. Seria o caso de o serem como orações reduzidas, pois o verbo no infinitivo assim faz supor, mas penso que não é o caso, pois que funcionam como orações principais em cada um dos respectivos períodos. Em suma, como classificar «por que permitirmos...» e «por que gritarmos...»? Obrigado.
Presente do subjuntivo em subordinadas temporais
Oi! Sou professora de Espanhol, na Argentina, e estudo Português há muitos anos. Como acontece com o Espanhol, com o que se ensina na sala de aula, sobre orações condicionais – três casos típicos e nunca mais de três, coisa que está longe de ser a santa verdade – também encontrei uma situação – para mim – inexplicável (quem sabe, seja uma bobagem): O uso do presente do subjuntivo, na oração «No dia em que não FAÇA mais uma criança sorrir, vou vender abacaxi na feira.» (N. Piñon, citado na gramática de Cunha e Cintra) é tido como correto – pelo menos assim o propõem os autores da gramática. Já a professora, no Proficiência, corrigiu um colega meu quando ele disse «quando venha, terei tempo de fazer isso» (copiando o modelo que a gente faria se falarmos um portunhol). Eu estudei que futuro pede futuro. Daí: «Quando vier, terei...» Mas será que é mesmo correto, como em Espanhol: «Cuando venga (presente de subj.) tendré (futuro) tiempo.» O presente pode ser usado com valor de futuro numa oração temporal? Se é assim, qual a bibliografia que valida esse uso? Obrigada.
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