O complemento do nome na frase «momento libertário da juventude»
Na expressão «momento libertário da juventude», a expressão «da juventude» exerce a função sintática de complemento de nome ou complemento do adjetivo?
Estou na dúvida, pois poderia ser um complemento do nome (na relação possuidor/tema). No entanto, também se pode dizer que é um complemento do adjetivo, pois surge depois de «libertário».
«É de cerca de 30 minutos»
Em conversa com uma amiga surgiu a seguinte dúvida: é correcto[*] utilizar a preposição de após o verbo ser, seguida da locução prepositiva «cerca de»?
Vejam-se os exemplos seguintes: 1- «O tempo de espera é de cerca de 30 minutos»; 2- «A média da turma é de cerca de 14 valores.»
Grata pelo esclarecimento.
[* N. E. –Manteve-se a grafia correcto, anterior à norma ortográfica em vigor, no quadro da qual se deve escrever correto.]
A expressão «(não) faz sentido (para mim)»
Oiço cada vez mais a expressão «faz-me sentido» com a intenção de dizer algo como «penso que faz sentido». Creio que esta utilização não está correcta[*], pois «faz-me sentido» significaria que me teriam feito ou dito algo que me magoou, que me deixou "sentido".
Infelizmente, os meus conhecimentos de gramática e afins estão muito ferrugentos e não consigo justificar a minha opinião na totalidade. Será que me podem esclarecer?
Muito obrigado.
[* Manteve-se a grafia correcta, anterior à norma ortográfica em vigor.]
A regência do verbo aborrecer-se
Como estudante universitário, decidi comprar dois exemplares de Alice no País das Maravilhas traduzidos por duas tradutoras diferentes. No seguimento da leitura destes livros, deparei-me com umas dúvidas relativas à pontuação.
Em primeiro lugar, está correta a frase «Alice começava a aborrecer-se imenso de estar sentada à beira-rio com a irmã, sem nada para fazer: espreitara uma ou duas vezes para o livro que a irmã lia, mas não tinha gravuras nem diálogos»? Está correcto o uso da preposição de, ao invés da preposição por, que, no meu ver, me parece ser mais correta? E o uso dos dois pontos?
Em segundo lugar, tendo por base a frase «Em primeiro lugar, tentou lobrigar qualquer coisa lá em baixo e perceber para onde ia, mas estava demasiado escuro; depois, olhou para as paredes do poço...», não seria mais correto reformulá-la da seguinte maneira: «Em primeiro lugar, tentou lobrigar qualquer coisa lá em baixo e perceber para onde ia. Mas estava demasiado escuro; depois, olhou para as paredes do poço...»?
As minhas dúvidas prendem-se, pois, com a pontuação, as preposições e os sinais de pontuação que acompanham a conjunção mas.
Grato pela atenção.
«Muito/pouco perfecionista»
Posso usar «muito perfeccionista» ou «pouco perfeccionista»? Me parece estranho o uso de advérbios com a palavra perfeccionismo.
As subclasses dos advérbios claro e claramente
Pedia, por favor, que me esclarecessem se as palavras claramente e claro são advérbios de afirmação nas frases seguintes:
a) Claramente, confirmo essa informação.
b) Claro, confirmo essa informação.
Muito obrigada!
«Avião desviado» = «avião divergido»
Devemos dizer "avião desviado" ou "avião divergido" por motivos atmosféricos?
Obrigado.
A sintaxe do verbo roçar
Devemos escrever «roçaste no meu casaco», ou «roçaste o meu casaco»?
O significado da expressão «pensar as vacas»
Na leitura de um livro de António Mota surge a expressão: «pensar as vacas». Gostaria de saber o respetivo significado.
Obrigado.
O adjetivo excitadiço
Não encontro dicionarizada a palavra "excitadiço". No entanto, além de me ser muito familiar, tenho encontrado, com certa frequência, alguns autores respeitáveis que a utilizam. Será legítimo?
Agradeço, desde já, a vossa atenção e disponibilidade.
