Desdicionário da Língua Portuguesa - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Desdicionário da Língua Portuguesa
Luís Leal Miranda
Stolen Books, 2018 2K   

  Antologia de palavras inventadas pelo copywriter e jornalista português Luís Leal Miranda, glosadas divertidamente por ele próprio, inicialmente no Facebook. Por exemplo (cit. da respetiva sinopse-aprentação):

 

«franfolho
s. m. | Uma coisa sem nome, de forma indistinta, que só conseguimos identificar ao apontar e dizer: «É aquilo ali». A palavra "franfolho" surgiu pela primeira vez num dicionário em 1977. Não consta nas edições de anos anteriores nem no léxico de nenhum país de expressão portuguesa.

Vários estudiosos acreditam que «franfolho» surgiu de uma aposta entre lexicógrafos e há quem defenda a existência de um prémio para a primeira pessoa a detetar o intruso. Existe ainda a teoria de que o termo tenha sido incluído no dicionário depois de uma amarga derrota no Scrabble ("franfolho" vale 21 pontos). A tese mais comum, no entanto, é a de que o novo vocábulo entrou no dicionário para apanhar as editoras que o andavam a copiar.

"Franfolho" não é a primeira palavra inventada na língua portuguesa porque todas as palavras antes dela também foram inventadas. E não é o primeiro erro do dicionário porque já lá estava a palavra "erro".

O Desdicionário da Língua Portuguesa [que tem ilustrações de José Cardoso e a edição da Stolen Books] pretende servir de estufa para palavras sem raiz etimológica, orfanato para nomes de ascendência desconhecida ou mapa para a Atlântida dos significados. Inclui "franfolho" e outras 218 novas palavras novas que se não fossem inventadas tinham de existir.»

Mais sobre a obra e o autor, aqui e aqui

J.M.C.

 

carpe idem

Expressão do latim que significa "vive cada dia como se fosse sempre o mesmo dia"

inêspera

 

s.f./ O fruto do acaso

jet lag retórico

 

Quando nos lembramos da coisa certa para dizer numa discussão horas depois dela ter terminado