Pelourinho A Internet e a língua – um problema de rigor Se os dicionários que compramos nas livrarias incorporassem toda a informação dos dicionários electrónicos, teríamos de levar um carrinho de supermercado para os adquirirmos. Os dicionários via Internet, quando não autênticas enciclopédias, são úteis, por exemplo, na consulta de plurais e de conjugações verbais. O plural de pêra leva acento? E o plural de júnior? O condicional do verbo partir na 2.ª pessoa do plural leva acento? Onde? Manuel Matos Monteiro · 16 de agosto de 2010 · 6K
Pelourinho // Gralhas Colecções (de) Verão ter mais qualidade Já se tornou um hábito o Diário de Notícias (DN) distribuir, nos meses de Verão, uma colecção de livros. São normalmente pequenos livros de bolso de bons autores. Já se tornou um hábito também essas edições terem, por vezes, pouca qualidade, quer do ponto de vista da obra de livro, quer sobretudo do cuidado posto na revisão dos textos. Este ano não foi excepção. É óbvio ... Paulo J. S. Barata · 30 de julho de 2010 · 5K
Pelourinho // Estrangeirismos Flash interview A flash interview não é para qualquer um. É uma espécie de momento Andy Wharol — os seus famosos minutos de fama — que implica o frenético jornalista e uma de duas personagens: o jogador de futebol, afogueado de tanto pensar com os pés, ou o deputado e afins, cuja voz enrouqueceu dependurada (...). Luís Carlos Patraquim · 7 de julho de 2010 · 7K
Pelourinho "O brasileiro"?! Na explicação-notícia do jornal Expresso, que passou a ser editado segundo as novas regras do Acordo Ortográfico, um guia anexo sobre as principais mudanças no português escrito, da autoria de Daniel Ricard... José Mário Costa · 2 de julho de 2010 · 5K
Pelourinho O economês no seu pior No (bom) jornalismo, entre dois sinónimos – um que a maioria dos leitores conhece e outro que a maioria dos leitores não conhece –, opta-se sempre pelo mais conhecido. Entre dois vocábulos similares – um vocábulo em linguagem portuguesa corrente e um vocábulo culto em língua estrangeira –, só por pedantismo se prefere a fineza do étranger. A escrita narcísica, exibicionista de uma putativa erudição, pode reconciliar muitos egos, mas dificulta a compreensão do texto e reduz o número de leitores. (...) Manuel Matos Monteiro · 14 de junho de 2010 · 7K
Pelourinho // Estrangeirismos A vuvuzela dos anglicismos Gosto da vuvuzela, a palavra. Anteoiço a cacafonia. Se tudo ficasse na oficina artesanal do homem que a inventou, junto aos capacetes de mineiro acrescentados com adornos e cores chibantes, sublimando a escondida e subterrânea saga do ouro, que bela empresa seria! A oportunidade de negócio impôs a sua reprodução em plástico e a vuvuzela inundou o mercado. Quem irá, agora, aos quintais dos artífices, nos subúrbios de Joanesburgo, as townships, saber da sua estória e ver como se faz? Luís Carlos Patraquim · 9 de junho de 2010 · 6K
Pelourinho «Bacalhau "á" lagareiro» e «bife "á" casa»... Trabalho perto do Chiado, em Lisboa. Tenho, por isso, o hábito e o privilégio de almoçar em alguns daqueles simpáticos restaurantes que se encontram espalhados pela Calçada do Combro. Pedro Mateus · 6 de junho de 2010 · 7K
Pelourinho "Manifs" e manifes É próprio do devir das sociedades haver momentos de crise e manifestações de rua. Ora, hoje, a comunicação social portuguesa, favorecendo a poupança de caracteres, reduz qualquer manifestação a uma "manif", forma de origem francesa, segundo o dicionário da Academia das Ciências de Lisboa. Que há de errado com as... Carlos Rocha · 2 de junho de 2010 · 6K
Pelourinho // Mau uso da língua Sobre o modismo realizar Como é sabido, as línguas têm aquilo a que chamamos de “falsos amigos”. Pela semelhança que alguns vocábulos de uma língua apresentam com outra, há a tendência para os associar de imediato, considerando que significam a mesma coisa. Quando estudamos uma língua estrangeira, isso acontece com frequência. Maria João Matos · 27 de maio de 2010 · 6K
Pelourinho Um manual nada rigoroso Num mundo ideal, os livros não teriam erros. Claro está que não vivemos num mundo ideal, e os erros inundam diariamente a televisão, o cinema, os jornais e os próprios livros. Mesmo assim, os manuais de escrita, jornalística ainda por cima, justificariam um zelo acrescido na utilização da língua. Manuel Matos Monteiro · 12 de abril de 2010 · 3K