Pelourinho Os insondáveis mistérios do verbo «tar» Em qualquer língua, serão certamente detetáveis diferenças (algumas até bastante vincadas) entre contextos escritos e orais. Na língua portuguesa, escrevemos, por exemplo, menino, mas podemos dizer mnino, ou, no caso do português do Brasil, minino; escrevemos para, mas podemos dizer p’ra. O que não podemos é, como é evidente, confundir os referidos contextos, e passarmos, por acharmos que a oralidade valida a escrita, a escrever, por exemplo, mnino e p’ra. Pedro Mateus · 25 de outubro de 2011 · 4K
Pelourinho Apelar Texto publicado no jornal i à volta do mau uso do verbo apelar num jornal português. As duas frases surgiram no mesmo “jornal de referência”, no mesmo dia, a propósito do «regresso aos tempos de miséria e de opressão do Estado Novo», conforme a situação do país foi caraterizada pelo PCP num recente comunicado. Dizia a primeira frase: «O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, ... Wilton Fonseca · 21 de outubro de 2011 · 6K
Pelourinho Uma maldade ao verbo reaver Viu-se e… não se acreditou. Mas foi mesmo assim que estava escrito, como sendo o presente do indicativo do verbo reaver: «*Eu reei, tu reás, ele reá, nós reemos, vós reeis, eles reão» (!!!).1 Só mesmo um qualquer pirata informático podia ter feito esta maldade ao Dicionário de Verbos Conjugados, da Porto Editora… Eunice Marta · 18 de outubro de 2011 · 5K
O nosso idioma // literatura Gramática: o adjetivo Um poema retirado de A Matéria do Poema, do poeta português Nuno Júdice, num tom informal e leve, sobre a importância da presença dos adjetivos em qualquer discurso/texto. Aqui se evidencia a especificidade do valor expressivo de cada tipo de adjetivo (explicativo, restritivo, superlativo, aumentativo). Nuno Júdice · 17 de outubro de 2011 · 8K
Pelourinho Périplos À volta do (mau) emprego da palavra périplo, na crónica do jornalista Wilton Fonseca O ponto do i, do jornal i de 14 de outubro de 2011. Não lhes dão sossego. Mal põem os pés fora do país, os governantes portugueses são condenados pela comunicação social a fazer “périplos”. São assim imediatamente alçados à condição de Vascos da Gama ou Cabrais. Deixaram há muito de fazer viagens, que são coisas para os Obamas e as Merkels deste mundo. Os nossos e as suas comitivas fazem “périplos”. Wilton Fonseca · 17 de outubro de 2011 · 4K
Pelourinho // Estrangeirismos PT Blue Station Uma operação publicitária de uma empresa portuguesa altera o nome de uma estação do Metropolitano de Lisboa – em inglês. Texto publicado no jornal i de 7 de outubro de 2011, na crónica do jornalista Wilton Fonseca Ponto do i. Wilton Fonseca · 15 de outubro de 2011 · 4K
Antologia Cantar d’Amigo Poema que aqui se regista, como evocação dos 750 anos do nascimento de D. Dinis, o rei-trovador enaltecido por Ferna... Afonso Duarte · 10 de outubro de 2011 · 5K
O nosso idioma Brasil nosso sem Duda Crónica do diretor adjunto do Público, in memoriam de Duda Guennes, que escrevia «com inteligência, sabedoria, brio, amor e humor, coisas nem sempre facilmente conciliáveis». E que, em vida, foi uma «reconhecida “ponte” humana» entre [Brasil e Portugal]». Nuno Pacheco · 3 de outubro de 2011 · 5K
Pelourinho Uma contaminação... realizada? «(...) O que verdadeiramente ajuda Passos Coelho é que os portugueses dão sinais de terem finalmente entendido que a vida assim não podia continuar. O sonho de toda uma vida a crédito do banco do Estado acabou e, à beira de virar pesadelo, as pessoas realizaram que mais vale viver pior do que continuar a acreditar numa utopia que só podia terminar em desastre. (...)» Miguel Sousa Tavares, na sua crónica no semanário Expresso de 1/10/2011, “Cem dias de exaustão”. (...) José Mário Costa · 3 de outubro de 2011 · 2K
O nosso idioma // Neologismos Facebookar? Depois de ter aqui abordado o surgimento no léxico da palavra bloguer e respectiva família, surpreendi no semanário português Expresso, Primeiro Caderno, de 6 de agosto (p. 13), na coluna Gente, o título... Paulo J. S. Barata · 30 de setembro de 2011 · 4K