DÚVIDAS

«Fazer erro», «cometer erro»
 Vejo que muitos gramáticos modernos condenam a expressão «fazer erro» (inclusive já vi esta condenação nesta página), que seria a forma francesa para o nosso «cometer erro». Contudo, relendo o episódio da Inês de Castro retratado por Camões n'Os Lusíadas, deparei-me com: «Sabe também dar vida com clemência A quem pera perdê-la não fez erro.» Ora, não seria essa uma constatação de uso antigo da expressão na nossa língua, muito antes de o francês começar a influenciá-la tão intensamente? Por que, então, mesmo tendo Camões, o maior nome de nossa literatura, a usado, ela é condenada? Por último, não pode isso ser uma evidência de que, apesar da semelhança com o francês, ter sido uma forma que surgiu naturalmente no seio do nosso idioma, assim como surgiu entre os franceses? Muito obrigado.
Marcas comerciais e itálico
Gostaria de saber se, quando, num texto (de qualquer género), se faz referência a um estabelecimento comercial de determinada marca, o nome dessa marca deve ser grafado em itálico (ver exemplo 1). E, a este propósito, se todas as referências a marcas devem apresentar-se em itálico, ou se há diferença a este respeito entre tratar-se de uma marca comercial (a) ou uma marca de outra natureza (b) (ver exemplo 2). Exemplo 1: — Fui ontem ao Continente fazer compras. Exemplo 2: (a) — Hoje comprei um computador [da] Asus. (b) — Viste o noticiário da SIC Notícias?
Títulos de obras ou de textos em manuscritos
Quando escrevemos num manuscrito títulos de obras ou de textos, como contos e poemas, etc., sempre me ensinaram, quando cheguei ao 8.º/9.º ano, que se deve sublinhar qualquer título deste tipo. No entanto, recentemente, disseram-me que apenas títulos de livros são sublinhados. O resto (títulos de contos, poemas, etc.) é posto entre aspas. Eu aceitei, no entanto, continuou a haver esta diferença entre opiniões de pessoas que conheço. Peço, então, se poderem explicar quando usar uma e outra, uma vez que vou fazer exame de português obrigatório (12.º ano), e gostaria de que não ser penalizada por uma coisa que aparenta ser tão simples.
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