Memória = «dissertação»
Qual o significado (conceito) da palavra memória tal como aparece nos seguintes títulos [de obras da primeira metade do século XIX]1: «Memória sobre a descripção física, e económica do lugar da Marinha Grande, e suas vizinhanças pertencente ao Bispado de Leiria»2; «Memória politico económica em que se mostra a necessidade da conservação da Companhia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro…»; e «Corografia ou memoria economica, estadistica, e topográfica do reino do Algarve»?
Muito obrigado.
1 Manteve-se a ortografia original.
2 “Memoria sobre a descripção fisica e economica do lugar da Marinha Grande e suas vizinhanças”, in Memorias Economicas da Academia Real das Sciencias de Lisboa, Tomo V, Lisboa, 1815, pp. 257-277 (referência retirada de Saul António Gomes, Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas – 2. Marinha Grande, Palimage Editores e Centro de História da Sociedade e da Cultura, 2005, p. 31.
Tempos verbais numa interrogativa introduzida por «e se...»
Encontrei uma frase e não sei qual a forma adequada dos verbos:
«E se eles ______ (ter) algum desastre? Não ______ (ser) melhor telefonar para a polícia?»
A chave que tenho é tiveram e seria, mas não sei porque é que não se usa conjuntivo no primeiro [espaço em] branco.
Obrigada.
«Período de quinze anos»
Gostava de saber que adjectivo numérico se utiliza para um conjunto de quinze anos, na medida em que década se utiliza para dez.
«Meu marido», «minha mulher»
Por que razão é considerado incorreto uma mulher dizer «o meu homem» em vez de «o meu marido», ao passo que um homem deve dizer «a minha mulher» em vez de «a minha esposa»?
«Quanto mais»
Quanto à construção abaixo, como classificar a locução «quanto mais» no contexto?
«Mal consigo andar agora, quanto mais correr, meu filho.»
Enxabido e desenxabido
Vi que enxabido e desenxabido são sinônimos. Minha dúvida é de natureza etimológica. Quer dizer que des- não inverte o significado da palavra?
Gostaria de receber uma explicação. Sempre pensei que des- inverte o teor do étimo. Como, por exemplo, em gostoso e desgostoso.
Uma é o oposto da outra. Certo?
Agradeço a distinta atenção.
O termo vagilidade
Existe a palavra vagilidade em português? Está relacionada com a capacidade de movimento das plantas aquáticas; em inglês existem os termos vagile e vagility, cuja tradução não encontrei.
Futuro do conjuntivo em orações adverbiais condicionais
Sei que o presente do indicativo pode também expressar ideia de futuro («Amanhã saio bem cedo» = sairei/vou sair). Mas me bateu a dúvida de se é correto usar o presente do indicativo numa frase como «se tenho tempo, vou com você ao cinema», quando se quer expressar condição no futuro – não atividade regular. O uso do futuro do subjuntivo me soa perfeito e melhor aos meus ouvidos: «se tiver tempo, vou com você ao cinema» (ou «irei», num contexto mais formal).
Dou aulas a falantes de inglês, que tendem a usar o presente do indicativo e não o futuro do subjuntivo. Acredito que minha exaustiva exposição ao inglês acabou por dificultar minha avaliação da frase.
Agradeço!
A sintaxe do verbo residir
Consultando o dicionário de regência, percebi que o verbo residir pede um predicativo locativo. Gostaria de saber se posso considerá-lo como um adjunto adverbial... Pergunto isto pois não sei se posso usar a vírgula depois de Vargas na oração abaixo:
«Quem gostou da notícia da pavimentação foi o morador Alexandro Sidney Kmiecik, que reside na Getúlio Vargas, há quatro anos.»
Se for considerado um adjunto adverbial, acredito que sim, por serem dois adjuntos na sequência, mas, se for visto como um complemento do verbo, não.
Podem me esclarecer? Obrigada!
A regência do substantivo disputa
Nos últimos dias verifiquei que, nas notícias relativas à divisão interna no PS, os jornalistas recorrem por vezes à expressão «disputa pela liderança» dos socialistas.
Gostaria de saber se esta forma está correta e, em caso afirmativo, se é uma forma mais acertada do que «disputa da liderança» do PS.
