vs. «não porque me apetece»
«Não porque me apeteça»
vs. «não porque me apetece»
vs. «não porque me apetece»
Procurei informação sobre o tempo e modo seleccionados pela estrutura "não porque (...), mas porque" em algumas gramáticas, mas não encontrei informação sobre este caso específico. A minha dúvida prende-se principalmente sobre o modo seleccionado pela primeira parte da estrutura, que alguns manuais e sítios da Internet afirmam ter de ser o modo conjuntivo. Assim, seria possível dizer: Vou à praia, não porque me apeteça, mas porque me faz bem. Mas não seria correcto dizer: Vou à praia, não porque me apetece, mas porque me faz bem.
Agradeço antecipadamente a sua ajuda nesta questão.
[N. E. – Manteve-se a ortografia utilizada pelo consulente, a qual é anterior à atualmente em vigor.]
A regência do adjetivo costumado
Antes de mais, deixo o meu elogio a toda a equipa do Ciberdúvidas pelo brilhante trabalho que tem vindo a desenvolver. Seguidamente, o meu pedido de esclarecimento.
Na frase «O cavalo que andava costumado às escaramuças (....)» [ retirada de Contos Tradicionais do Povo Português, Teófilo Braga], qual é a função sintática do constituinte «às escaramuças»?
Agradeço antecipadamente a vossa resposta.
Arcaísmos do português de Pernambuco
Aqui na região onde vivo, Pernambuco, é muito comum as pessoas, principalmente do interior do Estado, pronunciarem as palavras vassoura, varrer, travesseiro, vestido, alavanca, etc. trocando-se a letra v pelo b. É notório também uso de arcaísmos como ''treição'' (traição), ''baladeira'' (estilingue), ''fruita'' [fruta], ''luita'' (luta), etc. É triste, pois muitas dessas pessoas, que são doutra geração, são tidas como ''arcaicas'' e sofrem algum preconceito.
Minha pergunta é a seguinte: em Portugal é corriqueira tal mudança na pronúncia ou uso de arcaísmos por parte da população? Sei que os daqui não têm esse sotaque à toa, creio que há uma raiz no outro lado do Atlântico.
Grato!
O gentílico de Lobão (Feira, Aveiro)
Lobão é uma freguesia do concelho de Santa Maria da Feira. Como se designam os habitantes e/ou naturais de Lobão – "lobanenses" ou "lobonenses"?
Fazer-se linda/(de) bobo
Por favor, As frases: «Ele se fez de bobo» e «A garota fez-se linda». A palavra fez é verbo transitivo direto ou passa a ser verbo de ligação nestas frases? As palavras «de bobo» e «linda» são predicativos do sujeito ou do objeto direto «se»?
Grato.
Classificação gramatical de «o outro» na frase
«O outro não lhe emprestava o material»
«O outro não lhe emprestava o material»
Na frase «O outro não lhe emprestava o material», consideramos "o" um determinante artigo definido e "outro" um pronome indefinido?
Obrigada desde já.
A grafia do advérbio alacremente
No romance de Aquilino Ribeiro A Via Sinuosa, edição da Livraria Bertrand de 1960, surgiu-me a palavra "àlacremente", com esta grafia; a minha dúvida é se é esta a forma correcta de formar o advérbio de modo. Esta palavra não aparece no dicionário da Priberam.
Obrigado.
«Chamar alguém de alguma coisa»
Por influência das telenovelas brasileiras, ouve-se cada vez mais, infelizmente, certas expressões, como «Ela chamou-o de burro». Antes de mais, sabemos que, neste exemplo, o verbo chamar não pede a regência da preposição de, nem está correto o uso do pronome pessoal forma do complemento direto o, devendo usar-se o pronome pessoal forma do complemento indireto lhe. Havendo, porém, necessidade de analisar uma frase deste tipo, em que o verbo chamar aqui seria transitivo direto e indireto, as minhas dúvidas são :
1. O pronome o, identificado como forma do CD, passa aqui a ter a função de CI?
2. Qual a classificação sintática de «de burra»?
Muito obrigada.
O anglicismo blockchain
Que género devemos utilizar para a palavra blockchain?
Coordenadas conclusivas e subordinadas consecutivas
Qual é a real diferença entre as orações coordenadas conclusivas e as orações subordinadas consecutivas? Tenho algumas construções através das quais gostaria de ser auxiliada.
1- Ela foi muito atenciosa com os alunos, por isso será contratada novamente.
2- Marcos estava muito doente, de modo que não foi à escola durante toda a semana.
3- Eu e a minha esposa vamos mudar de cidade, por isso teremos que pedir demissão da empresa.
4- Pedimos demissão da empresa... (como seria uma oração conclusiva e como seria uma oração consecutiva?)
Algo que para mim é muito confuso é que identifico as orações coordenadas por causa da locução "por isso", assim como identifico a consecutiva por sua locução "de modo que", mas não consigo identificar o nível de dependência da oração subordinada consecutiva. Tenho a impressão de que pode ser tão independente quando as coordenadas conclusivas. Imagino que deve haver alguma falha na minha interpretação.
Obrigada.
