Dar
«Se tiveres "email" pessoal, o melhor é `dar-lo´ a conhecer. «Dar-lo» está correcto?
Acordo Ortográfico
Há alguma instituição comum às nações lusófonas que decida com regularidade como se grafam os novos vocábulos que permanentemente enriquecem a nossa língua? Se sim, por favor, informem-me. Se não, porque não? E neste caso – e receio ser este o caso – será que um acordo ortográfico serve para alguma coisa se nada for feito para impedir que surjam novas divergências ortográficas nos neologismos e nos novos termos técnicos ? Que pensa a SLP disto? P.S.: Será que vale a pena preocuparmo-nos em que uns escrevam 'ato e outros 'acto', quando aparentemente ninguém se preocupou que uns tenham começado a utilizar 'sidoso', e outros 'aidético'? Naturalmente que o primeiro par de palavras não tem menos valor que este último, mas enquanto que aquelas ilustram as diferenças que têm existido, estas são o paradigma das diferenças que, diante de nós, diante dos nossos olhos, continuamos a deixar criar.
Se não e senão
O sol assim captado é sol, mas sol de teatro, ouro em falsete, luz barata, e no prego não dá nada, que o prego não acredita (senão já estava falido) nesse ouro sem quilate.........
Cito da Antologia de Ciberdúvidas estes versos do belíssimo poema «Adjectivo» de O'Neill, para vos perguntar se o «senão», neste caso, está bem empregue. Não deveria ser «se não» (se o prego não procedesse assim, já estava falido)?
Um pouco de vírgula
Estou com algumas dúvidas quanto ao emprego da vírgula entre orações subordinadas. Nesta frase: «A referência é portanto desprovida de significação quando a perscrutamos de modo absoluto, como se quiséssemos extrapolar o próprio domínio do discurso no qual nos localizamos sem, contudo, deixar de discursar por meio dele.». Não tenho certeza do que é certo. Seria do jeito que está, ou «…localizamos, sem, contudo, deixar…» ou «…localizamos, sem contudo, deixar…». Acho que o problema está no que consideramos como conjunção.
Pesem
Obrigado, Professor José Neves Henriques pela sua resposta, pese embora o facto de a informação fornecida ser manifestamente insuficiente. A frase onde me surgiu a dúvida sobre a correcta utilização da expressão é a seguinte: «Assim, cedo se definiriam duas tendências, uma técnica e outra administrativa, com evidente domínio da segunda sobre a primeira, pesem embora algumas hesitações dignas de nota na atribuição de competências».
"Enfermagético"
Sou enfermeiro, docente numa Escola Superior de Enfermagem, e estou neste momento envolvido numas jornadas académicas desta mesma escola, nas quais apresentarei uma comunicação. Acontece que a expressão, que usei para designar o tema a apresentar, suscitou algumas dúvidas quanto à legitimidade de construção de uma palavra que pretenderia tornar evidente o fulcro da comunicação. A intenção é a de falar sobre a especificidade da forma como o enfermeiro lida com a pessoa a quem presta cuidados. Neste sentido utilizei a expressão: "O olhar enfermagético sobre a pessoa". Parti do princípio que o sufixo ico designaria algo de específico relativamente à enfermagem. A minha questão é, pois, a seguinte: será legítimo da minha parte criar esta palavra, tendo em atenção que se passa num contexto muito específico e quase técnico?
Triunfalmente ou triunfantemente
Na televisão, um apresentador de um programa utilizou o termo triunfosamente. Ao que parece, no intervalo, alguém lhe disse que o termo não existia, mas ele insistiu e garantiu que sim. Existe ou não?
Crosta e crusta
Crosta ou crusta?
Hepatobiliar e auto-imune
Quais as formas correctas: «hepatobiliar» ou «hepato-biliar»? «Auto-imune» ou «autoimune»?
Jujuna
Tenho um amigo e colega (também professor de Filosofia) que ganhou no dia de ontem uma menina, aliás muito bonita e saudável. A sua mulher chama-se Jesuína e ele Constantino. Têm um outro filho a que deram o nome de Noé (ou Noah). Ora bem, a pergunta é esta: eles querem registar a filha com o nome de Jujuna, por isso, muito gostaria que me informassem qual a origem etimológica e/ou mítica da palavra e se a ortografia é a correcta.
